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	<title>Literatura - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
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		<title>Schubert e Goethe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2024 18:18:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Schubert]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Goethe é o mais musical e o mais musicado dos poetas. A música tem papel essencial em sua obra que, por sua vez, tem papel essencial na história da música. O próprio escritor afirmou: “Nenhum poema lírico está completo até ser posto em música. Então, algo de único acontece. Só então a inspiração poética é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Goethe é o mais musical e o mais musicado dos poetas. A música tem papel essencial em sua obra que, por sua vez, tem papel essencial na história da música. O próprio escritor afirmou: “Nenhum poema lírico está completo até ser posto em música. Então, algo de único acontece. Só então a inspiração poética é sublimada, ou melhor, fundida, no belo e livre elemento da experiência sensorial. Então, pensamos e sentimos ao mesmo tempo e somos, assim, arrebatados”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria dos trabalhos de Goethe, desde o monumental </span><i><span style="font-weight: 400;">Fausto</span></i><span style="font-weight: 400;"> até poemas curtos, contempla, pelo menos em certas partes, a colaboração da música. Como resultado, a história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Lied</span></i><span style="font-weight: 400;">, a canção de arte alemã, de Schubert a Hugo Wolf, é dominada pelo escritor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preocupado sempre em criar versos cantáveis, Goethe recorre frequentemente ao método da </span><i><span style="font-weight: 400;">paródia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Muitos de seus poemas são novas letras para velhas melodias. Sua forte e constante ligação com as artes visuais também faz com que seus poemas evoquem imagens vívidas e diretas, dando origem a milhares de versões musicais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Goethe reverenciava compositores como <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/wolfgang-amadeus-mozart/">Mozart</a> e Gluck. Já sua atitude perante <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/ludwig-van-beethoven/">Beethoven</a> era ambivalente. Quanto a <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>, parece seguro dizer que ele simplesmente o ignora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1816, Joseph von Spaun reuniu em dois volumes canções de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>, então com 19 anos, para enviá-las a Goethe, na esperança de que o grande poeta pudesse ajudar a promover a publicação de obras do jovem compositor. Goethe anotou em seu diário a data e o nome de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>, e só. Ele devolveu o primeiro volume a von Spaun sem abri-lo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa era uma reação previsível. Com 67 anos na época, Goethe era já uma figura lendária, um semideus procurado, requisitado e homenageado por muita gente. As canções escritas por um jovem de 19 anos, de família humilde, pobre e desconhecido, não deveriam realmente despertar o interesse daquele que foi chamado “o maior dos alemães”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que diz respeito a seus poemas, Goethe tem ideias muito claras sobre como musicá-los. Quer canções estróficas simples, como molduras para valorizar seus quadros. Ele é fundamentalmente contra a ideia de que um compositor possa dar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">interpretação musical própria, pessoal, </span></i><span style="font-weight: 400;">a um de seus poemas. E este seria o caso de Schubert.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja como for, aqui reside a suprema ironia: os poemas de Goethe são lembrados hoje, fora dos países de língua alemã, quase que somente através da </span><i><span style="font-weight: 400;">música composta em frontal violação dos preceitos do poeta.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pianista e musicólogo inglês Graham Johnson resume com felicidade: “Nós, amantes da música, para quem o alemão não é a língua materna, temos a sorte de poder amar Goethe. Graças a <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouça aqui uma seleção de canções de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a> a partir de poemas de Goethe:</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="XuV2w0sJIN"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-e-goethe-selecao-de-cancoes/">Schubert e Goethe: seleção de canções</a></p></blockquote>
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