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	<title>Monteverdi - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
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		<title>A ópera através dos tempos: Renascença–Barroco  </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 20:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monteverdi]]></category>
		<category><![CDATA[Ópera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ópera nasceu na Itália durante o final do Renascimento com a intenção de recriar a narrativa musical dramática da Grécia antiga ao fundir poesia, drama e música vocal em uma experiência teatral unificada. O gênero evoluiu diretamente de formas mais antigas de entretenimento renascentistas, como os interlúdios musicais apresentados entre os atos de peças [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/formas-musicais/formas-musicais-opera/">ópera</a> nasceu na Itália durante o final do Renascimento com a intenção de recriar a narrativa musical dramática da Grécia antiga ao fundir poesia, drama e música vocal em uma experiência teatral unificada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero evoluiu diretamente de formas mais antigas de entretenimento renascentistas, como os interlúdios musicais apresentados entre os atos de peças teatrais, com seus cenários suntuosos, danças e temas mitológicos, e os madrigais, composições vocais seculares apresentadas em grupo para contar histórias com forte teor emocional ou narrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua gênese está diretamente ligada à Camerata Florentina, um grupo de poetas, músicos e intelectuais apoiado pelo Conde Giovanni de&#8217; Bardi, que defendeu um novo estilo vocal chamado monodia – uma única linha vocal com acompanhamento instrumental simples que espelhava a fala natural – em oposição à complexa polifonia renascentista, com suas múltiplas linhas vocais entrelaçadas que muitas vezes dificultavam a compreensão do texto.</span></p>
<p><b>Jacopo Peri</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/formas-musicais/formas-musicais-opera/">ópera</a> mais antiga de que se tem conhecimento é </span><i><span style="font-weight: 400;">Dafne</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Jacopo Peri (1561-1633), com libreto de Ottavio Rinuccini (1563-1621), composta por volta de 1597 em Florença. Porém a maior parte de sua partitura foi perdida. Assista a seguir a um fragmento:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dafne</span></i><span style="font-weight: 400;"> (fragmento) | Scoala Consmusic Acamedy</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Opera “Dafne” de Jacoppo Peri (fragment)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/b58eUcdAK78?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peri é também o autor da primeira ópera cuja partitura sobreviveu na íntegra até aos dias de hoje, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euridice </span></i><span style="font-weight: 400;">(1600), com libreto de Rinuccini. Composta para o casamento de Maria de Médici com o rei Henrique IV da França, teve sua estreia com Peri cantando o papel de Orfeu. Assista a um trecho:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Euridice: &#8220;La Tragedia&#8221; </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> &#8220;Se de&#8217; boschi&#8221; </span></i><span style="font-weight: 400;">| Accademia degli Imperfetti</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Peri, L&#039;Euridice, Prologo &quot;La Tragedia&quot; e Coro &quot;Se de&#039; boschi&quot;" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/WHMJgGE5Doc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Claudio Monteverdi</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/formas-musicais/formas-musicais-opera/">ópera</a> floresceu e assumiu sua grandiosidade como espetáculo durante o início do período Barroco. Claudio Monteverdi (1567-1643) é considerado seu principal compositor na transição entre a Renascença e o Barroco. Destacamos aqui algumas de suas óperas mais representativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira grande ópera escrita por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claudio-monteverdi/">Monteverdi</a>, </span><i><span style="font-weight: 400;">Orfeo </span></i><span style="font-weight: 400;">(1607) – e a mais antiga ainda encenada regularmente nos dias de hoje –, é baseada no mito grego de Orfeu e Eurídice. A obra revolucionou a maneira de composição e apresentação do gênero. Saiba mais:</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="whE2ioMgH3"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-orfeo/">Monteverdi &#8211; Orfeo</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Monteverdi &#8211; Orfeo&#8221; &#8212; Clássicos dos Clássicos" src="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-orfeo/embed/#?secret=yyUFDRhEkC#?secret=whE2ioMgH3" data-secret="whE2ioMgH3" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/formas-musicais/formas-musicais-opera/">ópera </a></span><i><span style="font-weight: 400;">Il ritorno d&#8217;Ulisse in patria </span></i><span style="font-weight: 400;">(O retorno de Ulisses à Pátria, 1640)</span> <span style="font-weight: 400;">é baseada na </span><i><span style="font-weight: 400;">Odisseia</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Homero, narrando o retorno do protagonista à sua terra natal, Ítaca, e sua luta para derrotar os pretendentes que disputavam o trono e a mão de sua esposa, Penélope. Assista a uma compilação de trechos:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Il ritorno d&#8217;Ulisse in patria </span></i><span style="font-weight: 400;">| Les Arts Florissants, sob a direção de William Christie</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Il ritorno d&#039;Ulisse in patria - Monteverdi - W.Christie- Dynamic" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/thcrEcXae2E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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<p><i><span style="font-weight: 400;">L’Incoronazione di Poppea</span></i><span style="font-weight: 400;"> (A Coroação de Popeia, 1642) é a última obra de Monteverdi, escrita poucos meses antes de sua morte, aos 76 anos. Seus protagonistas são o imperador Nero e sua recém coroada imperatriz Popeia, dois dos mais perversos e corruptos personagens da história de Roma. Saiba mais:=</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="v1kZRLeAsK"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-pur-ti-miro-pur-ti-godo-dueto-da-opera-lincoronazione-di-poppea/">Monteverdi &#8211; L’Incoronazione di Poppea: Pur ti miro, pur ti godo</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Monteverdi &#8211; L’Incoronazione di Poppea: Pur ti miro, pur ti godo&#8221; &#8212; Clássicos dos Clássicos" src="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-pur-ti-miro-pur-ti-godo-dueto-da-opera-lincoronazione-di-poppea/embed/#?secret=fnVvxsgLfH#?secret=v1kZRLeAsK" data-secret="v1kZRLeAsK" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Monteverdi – Duas óperas</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/monteverdi-duas-operas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 13:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Monteverdi]]></category>
		<category><![CDATA[Ópera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Orfeo: Abertura e Prólogo Chamada às vezes La Favola d’Orfeo (A Fábula de Orfeu), esta é uma Fabula em Música, ou ópera, de Claudio Monteverdi, que data do período de transição entre a Renascença e o Barroco. Embora não tenha sido a primeira ópera a ser composta (esta honra é de Jacopo Petri), Orfeo tem a distinção de ser a mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><strong><em>Orfeo</em></strong><strong>: Abertura e Prólogo</strong></h5>
<p>Chamada às vezes <em>La Favola d’Orfeo </em>(A Fábula de Orfeu), esta é uma <em>Fabula em Música, </em>ou ópera, de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claudio-monteverdi/">Claudio Monteverdi</a>, que data do período de transição entre a Renascença e o Barroco.</p>
<p>Embora não tenha sido a primeira ópera a ser composta (esta honra é de Jacopo Petri), <em><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-orfeo/">Orfeo</a> </em>tem a distinção de ser a mais antiga ópera ainda regularmente executada nos dias atuais.</p>
<p>Baseada na lenda grega de Orfeu que desce ao Hades, o reino dos mortos, na tentativa infrutífera de trazer sua bem amada Eurídice de volta à vida, a obra foi escrita em 1607 para uma encenação no carnaval da corte de Mantua.</p>
<p><em>Orfeo: Toccata </em>de abertura e <em>Prólogo </em>| Nikolaus Harnoncourt (direção), Jean-Pierre Ponnelle (direção) | <a href="https://www.opernhaus.ch/en/">Ballet e Coral da Ópera de Zurique</a></p>
<p><iframe loading="lazy" title="MONTEVERDI L&#039;Orfeo (1/12)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/uJ_mjTTDM5A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<h5><em>L’Incoronazione di Poppea</em>: “Pur ti miro, pur ti godo”</h5>
<p>O dueto “<em>Pur ti miro, pur ti</em><em> </em>godo”, um dos mais belos e emocionantes momentos da história da ópera, é a cena final de<a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/monteverdi-pur-ti-miro-pur-ti-godo-dueto-da-opera-lincoronazione-di-poppea/"> <em>L’Incoronazione di Poppea</em></a> (A Coroação de Popeia), última obra de Monteverdi, escrita em 1642, poucos meses antes de sua morte aos 76 anos.</p>
<p>Seus dois protagonistas, o imperador Nero e sua recém coroada imperatriz Popeia, são dos mais perversos e corruptos personagens da história de Roma. Na verdade, Popeia será executada pouco depois, por ordem de Nero.</p>
<p>Sabendo disso, Monteverdi dá à peça um tom sombrio, dissonante. Assim, por exemplo, quando Nero e Popeia cantam um outro trecho, <em>Più non peno, più no moro </em>(Não sofro mais, não morro), suas vozes se chocam.</p>
<p>Isso, porém, não torna o dueto menos bonito – pelo contrário, adiciona-lhe uma dimensão trágica.</p>
<p><em>Più ti miro, pur ti godo </em><em>| </em>Patricia Schumann (mezzo soprano) e Richard Croft (tenor)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Pur ti miro -  Monteverdi -  L&#039;Incoronazione di Poppea" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/uDyB_x0Tmuw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/monteverdi-duas-operas/">Monteverdi – Duas óperas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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