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	<title>Concertos Românticos - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Aug 2021 13:59:51 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Beethoven – Concerto para Piano e Orquestra nº 5 em Mi Bemol Maior, Op. 73, “Imperador”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2021 13:58:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo estilo de Beethoven, que durou cerca de dez anos (1802 a 1812), é geralmente chamado de “heroico”, transcorrendo dos 31 aos 41 anos de idade do compositor. As obras desse período se caracterizam por uma luta contra a adversidade que termina invariavelmente em triunfo. Uma das mais gloriosas afirmações do heroísmo musical de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo estilo de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/ludwig-van-beethoven/">Beethoven</a>, que durou cerca de dez anos (1802 a 1812), é geralmente chamado de “heroico”, transcorrendo dos 31 aos 41 anos de idade do compositor. As obras desse período se caracterizam por uma luta contra a adversidade que termina invariavelmente em triunfo.</p>
<p>Uma das mais gloriosas afirmações do heroísmo musical de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/ludwig-van-beethoven/">Beethoven</a> é o seu <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 5, “Imperador”</em>. Embora não tenha sido dado pelo compositor, seu cognome é inteiramente justificado.</p>
<p>O musicólogo Alfred Einstein escreveu um estudo sobre o estilo militar de Beethoven, presente na maior parte de seus <em>Concertos</em>. Neste aspecto, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/ludwig-van-beethoven/">Beethoven</a> foi muito influenciado pelo estilo militar francês, e especialmente por Giovanni Battista Viotti, compositor italiano que morava na França.</p>
<p>Einstein afirma que este estilo militar é inconfundível: “Podemos caracterizá-lo por um andamento de marcha rápido, que avança audaciosamente, com crescente intensidade e um ritmo sempre pulsante, em colcheias – muito embora, acima deste ritmo, pairem algumas melodias <em>cantabile,</em> femininas<em>,</em> e se elevem trinados e figurações virtuosísticas”.</p>
<p>O <em>Concerto nº 5</em> começa com um poderoso acorde, seguido por um amplo floreio, no estilo de uma <em>cadenza</em> pelo piano. Os acordes, intercalados pelas <em>cadenzas</em> do piano, repetem-se duas vezes antes que a orquestra apresente o primeiro tema<strong>. </strong>O movimento é majestoso, de grandes proporções e escala heroica.</p>
<p>No ponto onde tradicionalmente se esperaria uma <em>cadenza</em>, Beethoven escreve em italiano na partitura: “<em>Non si fa una Cadenza</em>, <em>ma s&#8217;attacca súbito il seguinte</em>” (Não há <em>cadenza</em>, mas se toca imediatamente o seguinte). A música que se segue tem, no entanto, todas as características de uma <em>cadenza</em>. O compositor queria ter certeza de que suas ideias prevalecessem, inclusive a do acompanhamento do piano pelas trompas, que certamente não faria parte de uma <em>cadenza</em> convencional.</p>
<p>O maravilhoso <em>Adagio</em> que se segue é baseado, segundo Czerny, em um hino austríaco de peregrinos. O movimento se inicia com os violinos em surdina que introduzem o tema. Depois vem uma ária em <em>pianíssimo</em> no piano. Escrito naquela que é, segundo uma tradição, a tonalidade celestial de Si maior, o movimento é uma meditação serena e recolhida, uma das mais belas e ternas criações de Beethoven.</p>
<p>No final do <em>Adagio</em> surge uma passagem mágica, nebulosa e misteriosa. Diz um comentarista: “O solista toca um arpejo que não se sabe de onde vem, como em um sonho. Mas, quando a música acorda, ela irrompe em um tema vitorioso, transformando aqueles arpejos contemplativos na melodia que forma a base do Rondó”.</p>
<p>Mas Beethoven ainda nos reserva uma outra passagem de grande originalidade e encanto. Na coda, no finalzinho do <em>Concerto</em>, o pianista vai tocando cada vez mais devagar e mais baixo, acompanhado só pelos tímpanos. Quando chega a <em>adagio</em>, o andamento acelera novamente e a obra termina abruptamente com alguns acordes enérgicos da orquestra.</p>
<p>Beethoven – <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 5 em Mi Bemol Maior</em>, Op. 73,<em> “Imperador”</em>  | <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Claudio_Arrau">Claudio Arrau</a> (piano), Sinfônica de Londres, Colin Davis (regente)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Beethoven   Concerto per Piano e Orchestra N  5   Op  73   &#039;Imperatore&#039;   Claudio Arrau   London Sym" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/S6t3m5AtrHI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Tchaikovsky – Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Op. 23</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/tchaikovsky-concerto-para-piano-e-orquestra-no-1-op-23/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 12:29:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Opus 23, de Tchaikovsky, foi estreado em Boston, em 25 de outubro de 1875. Na verdade, Tchaikovsky pretendia que seu Concerto fosse apresentado primeiramente em Moscou por Nicolay Rubinstein, pianista e diretor do Conservatório de Moscou, a quem dedicaria a composição. Quando mostrou a obra a Rubinstein, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Opus 23</em>, de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras-categoria/tchaikovsky/">Tchaikovsky</a>, foi estreado em Boston, em 25 de outubro de 1875.</p>
<p>Na verdade, Tchaikovsky pretendia que seu <em>Concerto</em> fosse apresentado primeiramente em Moscou por Nicolay Rubinstein, pianista e diretor do Conservatório de Moscou, a quem dedicaria a composição. Quando mostrou a obra a Rubinstein, porém, ele fez severas críticas e disse que não iria apresentá-la se não fossem feitas revisões substanciais.</p>
<p>Tchaikovsky não quis modificá-la. Entrou em contato com o célebre pianista e regente alemão Hans von Bülow, que gostou da obra e veio a estreá-la em uma turnê em Boston, como mencionado acima. Bülow incluiu o <em>Concerto nº 1</em> em seu repertório e o executou muitas vezes. Tchaikovsky, agradecido, lhe dedicou a composição, que, desde então, tem sido um de seus trabalhos mais populares.</p>
<p>O primeiro movimento abre com uma chamada das trompas, que anunciam uma série de acordes do piano. Este início, muito original, virou uma espécie de assinatura da peça. As cordas apresentam uma longa e esplêndida melodia, que é depois retomada pelo piano. A exposição começa com um tema folclórico ucraniano baseado em uma melodia que Tchaikovsky ouviu de um camponês cego, em um mercado perto de Kiev.</p>
<p>Os dois movimentos seguintes são mais breves.</p>
<p>O <em>Andantino </em>é parte movimento lento, parte <em>Scherzo. </em>É leve e suave.</p>
<p>O final é em forma de Rondó, com várias melodias que se alternam, terminando com a mesma propulsão e energia da abertura.</p>
<p>Tchaikovsky – <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Opus 23</em> | <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/martha-argerich/">Martha Argerich</a> (piano) e <a href="https://www.osr.ch/fr/">Orcheste de la Suisse Romande,</a> com Charles Dutoit (regente).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Tchaikovsky Piano Concerto No 1 FULL / Martha Argerich, piano - Charles Dutoit, conductor" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/ItSJ_woWnmk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rachmaninov – Concerto para Piano e Orquestra nº 2</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/rachmaninov-concerto-para-piano-e-orquestra-no-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 12:25:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1897, a Sinfonia nº 1 de Sergei Rachmaninov (1873-1943) foi apresentada em São Petersburgo, em um concerto dirigido por Alexander Glazunov. Embora Glazunov fosse um bom compositor e uma excelente pessoa, aparentemente era um péssimo maestro, e a apresentação foi um desastre. Rachmaninov sabia que sua sinfonia era boa e original. Mas, sempre sujeito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1897, a <em>Sinfonia nº 1</em> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras-categoria/rachmaninov/">Sergei Rachmaninov</a> (1873-1943) foi apresentada em São Petersburgo, em um concerto dirigido por Alexander Glazunov. Embora Glazunov fosse um bom compositor e uma excelente pessoa, aparentemente era um péssimo maestro, e a apresentação foi um desastre.</p>
<p>Rachmaninov sabia que sua sinfonia era boa e original. Mas, sempre sujeito à depressão, desde então, ele se julgou incapaz de compor. Quanto mais o tempo passava, mais desencorajado se sentia.</p>
<p>Na folha de rosto de seu <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 2</em>, Rachmaninov escreveu: “À Monsieur N. Dahl”. Nicolai Dahl era médico e praticava hipnose. O compositor começou a ter sessões diárias com ele em 1900. O tratamento consistia em melhorar seu sono e apetite e prepará-lo para escrever um concerto para piano. Era uma mistura de sugestão hipnótica e de conversas sobre música. Dahl era muito culto e positivo, além de um excelente violinista e violoncelista.</p>
<p>Já em abril, Rachmaninov começou a escrever o segundo e o terceiro movimentos do <em>Concerto</em>. O primeiro movimento foi o último a ser completado. A estreia foi programada para novembro de 1901. Cinco dias antes da apresentação, Rachmaninov teve um ataque de pânico e achou que tinha produzido um trabalho “totalmente incompetente”. O estrondoso sucesso da première o convenceu do contrário.</p>
<p>A abertura, <em>Adagio sostenuto – Più animato</em> – <em>Tempo I</em>, é em forma sonata. Dez compassos de piano solo levam ao palpitante tema principal para violinos, violas e clarinetas. O segundo tema é uma das melodias mais conhecidas de Rachmaninov. Em seguida ao desenvolvimento, surge uma coda brilhante, mas ainda sem <em>cadenza</em>.</p>
<p>Logo no início do movimento lento, <em>Adagio sostenuto, </em>arpejos do piano introduzem o tema principal, primeiro para flauta solo, depois para clarineta solo. Segue-se um tema que lembra Tchaikovsky para fagotes. O desenvolvimento se acelera e culmina em uma <em>cadenza</em>, que tinha sido adiada de propósito. Vem então uma recapitulação, <em>con sentimento.</em></p>
<p>No final <em>–</em> um <em>Allegro scherzando –</em>, depois de uma introdução rítmica, surge uma das maravilhosas melodias de Rachmaninov. Um crítico se revolta: “Nos anos 1940, ela foi <em>enfeitada </em>com uma letra e tocada pelos vândalos das <em>big bands </em>como <em>Full Moon and Empty Arms</em>”<em>.</em> Passagens virtuosísticas do piano levam a uma conclusão brilhante, <em>para entusiasmar o público.</em></p>
<p>Rachmaninov – <em>Concerto para Piano e Orquestra nº 2</em> | Benjamin Grosvenor (piano),<a href="https://www.maisondelaradio.fr/concerts-classiques/orchestre-national-de-france"> Orchestre National de France</a>, com Cristian Măcelaru (regente)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rachmaninov : Concerto pour piano n°2 (Benjamin Grosvenor)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/fQ6kScUwbnE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Grieg – Concerto para Piano em Lá Menor, Op. 16</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/grieg-concerto-para-piano-em-la-menor-op-16/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 12:20:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Edvard Grieg (1843-1907) era ainda estudante em Leipzig, ouviu o Concerto para Piano de Schumann, interpretado por sua viúva, Clara. Seu Concerto para Piano em Lá Menor, composto em 1868, durante suas férias na Dinamarca, segue o estilo do de Schumann. A obra data de uma época em que sua música estava se distanciando das influências [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando<strong> Edvard Grieg</strong> (1843-1907) era ainda estudante em Leipzig, ouviu o <em>Concerto para Piano</em> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>, interpretado por sua viúva, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/clara-schumann-200-anos/">Clara</a>. Seu <em>Concerto para Piano em Lá Menor</em>, composto em 1868, durante suas férias na Dinamarca, segue o estilo do de Schumann.</p>
<p>A obra data de uma época em que sua música estava se distanciando das influências dinamarquesas e alemãs e buscando a música de sua terra natal, a Noruega. Ela apresenta muitas características puramente norueguesas, particularmente em sua riqueza melódica.</p>
<p>O <em>Concerto</em> inicia com um rufar de tímpanos que leva à entrada do solista, seguida por um tema que aparece primeiramente nos sopros, é repetido pelo piano, e que conduz ao segundo tema, sugerido pelos violoncelos. O desenvolvimento é breve e o final leva a uma <em>cadenza </em>rapsódica, seguida pela coda.</p>
<p>O segundo movimento é tranquilo, com a orquestra e o piano propondo diferentes temas, mas sem o tumulto do primeiro movimento.</p>
<p>O final começa com o ritmo da dança norueguesa <em>halling, </em>ao qual se segue a intervenção rapsódica do piano, que fez deste um dos concertos de maior sucesso no repertório romântico.</p>
<p>Vamos assistir ao Concerto executado pela Bergen Philharmonic Orchestra, da Noruega, regida por Kazuki Yamada, tendo como solista o jovem pianista inglês Benjamin Grosvenor, cuja excelente performance é aplaudida logo ao final do primeiro movimento.</p>
<p>Grieg – Concerto para Piano em Lá Menor, Op. 16 | Benjamin Grosvenor (piano), <a href="https://harmonien.no/english/">Bergen Philharmonic Orchestra,</a> Kazuki Yamada (regente).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Benjamin Grosvenor: Grieg Piano Concerto in A minor, Op. 16" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/1ek-pHqAhMk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Imagem: Casa de campo de Grieg, em Troldhaugen, Noruega.</em></p>
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		<item>
		<title>Schumann – Concerto para Piano e Orquestra em Lá Menor, Op. 54</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-piano-concerto-opus-54/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Até 1840, Robert Schumann compôs quase que exclusivamente para o piano. Sua futura esposa, Clara Wieck, escreveu em seu diário, em 1839: &#8220;Meu maior desejo é que Robert componha para orquestra. Sua imaginação não pode ficar limitada ao piano&#8230; O escopo de suas composições é sempre orquestral&#8221;. Mas foi só em 1841, um ano depois [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até 1840, Robert Schumann compôs quase que exclusivamente para o piano. Sua futura esposa, Clara Wieck, escreveu em seu diário, em 1839: &#8220;Meu maior desejo é que Robert componha para orquestra. Sua imaginação não pode ficar limitada ao piano&#8230; O escopo de suas composições é sempre orquestral&#8221;.</p>
<p>Mas foi só em 1841, um ano depois de seu casamento, que Clara conseguiu convencê-lo a tentar o gênero sinfônico. Data desse ano sua <em>Sinfonia nº 1 em Si Bemol Maior</em>, Op. 38, conhecida como &#8220;Primavera&#8221;<em>. </em>Veio depois uma Fantasia para Piano e Orquestra, composta para Clara, uma das maiores pianistas de seu tempo. Schumann resolveu depois acrescentar-lhe dois movimentos, criando assim seu <em>Concerto para Piano e Orquestra</em>, o único que compôs.</p>
<p>O <em>Concerto</em> segue a estrutura dos de Mozart e Beethoven, mas inova em vários aspectos. O mais notável é que se afasta do modelo da época, usado para exibir o virtuosismo do pianista.</p>
<p>Schumann tinha, aliás, escrito anos antes, em uma crítica à prática vigente: &#8220;E assim, devemos esperar o gênio que nos vai mostrar, de uma nova e brilhante maneira, como orquestra e piano podem ser combinados e como o solista pode mostrar toda a riqueza de seu instrumento e de sua arte, enquanto a orquestra, não mais apenas uma espectadora, pode entrelaçar suas diferentes facetas à cena&#8221;.</p>
<p>Foi ele mesmo quem realizou esse novo modelo. A crítica que Liszt fez à obra é reveladora: &#8220;É um concerto sem piano!&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Brahms &#8211; Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Op. 15</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/brahms-concerto-para-piano-no-1-opus-15/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1854, aos 21 anos, Brahms começou a escrever uma sonata para dois pianos. Tencionava a princípio fazer dela sua Sinfonia nº 1, mas depois de inúmeras revisões, a composição acabou assumindo a forma de seu Concerto nº 1 para Piano e Orquestra em Ré Menor, Op. 15. Para dar-lhe a forma final de Concerto, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1854, aos 21 anos, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/johannes-brahms/">Brahms</a> começou a escrever uma sonata para dois pianos. Tencionava a princípio fazer dela sua <em>Sinfonia nº 1</em>, mas depois de inúmeras revisões, a composição acabou assumindo a forma de seu <em>Concerto nº 1 para Piano e Orquestra em Ré Menor, Op. 15</em>.</p>
<p>Para dar-lhe a forma final de Concerto, ele descartou da versão original uma marcha fúnebre em forma de Sarabanda e acrescentou, ao término, um Rondó alegre.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Segundo comentários do violinista <a href="https://www.britannica.com/biography/Joseph-Joachim">Joseph Joachim</a>, o primeiro movimento retrataria a terrível impressão produzida em Brahms pela tentativa de suicídio de seu amigo e mentor <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Robert Schumann</a>.</p>
<p>O manuscrito do segundo movimento trazia a inscrição: &#8220;<em>Benedictus qui venit in nomine Domini</em>&#8221; (Bendito o que vem em nome do Senhor) &#8211; Brahms chamava Schumann de &#8220;Domine&#8221;. Quem seria, então, o enviado de Schumann? Uma interpretação leva a crer ter sido Clara, esposa de Schumann, pois em uma carta que Brahms enviou a ela, posteriormente, afirmou:<span class="Apple-converted-space"> &#8220;</span>Estou pintando um belo retrato seu: vai ser o <em>Adagio</em>&#8220;.</p>
<p>Brahms &#8211; <em>Concerto nº 1 para Piano e Orquestra em Ré Menor</em>, Op. 15 | <a href="https://www.deutschegrammophon.com/en/artist/zimerman/">Krystian Zimerman</a> (piano), <a href="https://www.wienerphilharmoniker.at/en"> Orquestra Filarmônica de Viena</a> , <a href="https://www.leonardbernstein.com/">Leonard Bernstein </a>(regente).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Brahms piano concertos with Krystian Zimerman and Leonard Bernstein" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/arKoBwtmuX0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/brahms-concerto-para-piano-no-1-opus-15/">Brahms &#8211; Concerto para Piano e Orquestra nº 1, Op. 15</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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