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	<title>Debussy - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 17:25:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Debussy – A Catedral Submersa</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-a-catedral-submersa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 20:52:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Catedral Submersa (La Cathédrale Engloutie) foi publicada em 1910 como a décima peça do Primeiro Livro de Prelúdios de Debussy. A peça para piano solo é inspirada por uma antiga lenda da Bretanha. Para punir o povo por seus pecados, a Catedral da Ilha de Ys foi afundada no mar. Em algumas manhãs, quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Catedral Submersa</em> <em>(La Cathédrale Engloutie)</em> foi publicada em 1910 como a décima peça do <em>Primeiro Livro de Prelúdios </em>de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a>.</p>
<p>A peça para piano solo é inspirada por uma antiga lenda da Bretanha. Para punir o povo por seus pecados, a Catedral da Ilha de Ys foi afundada no mar. Em algumas manhãs, quando o tempo está claro e a água transparente, a catedral se eleva do mar por um curto período de tempo. Ouvem-se os sinos tocando, os padres cantando e, ao fundo, o som do órgão, antes que ela volte ao fundo do mar.</p>
<p>Esta é a obra de Debussy que mais se aproxima de música programática, descritiva. Ela evoca o fenômeno miraculoso da catedral que surge do mar, remetendo ao canto gregoriano, às harmonias medievais e ao toque dos sinos.</p>
<p>Mas <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> só mencionava o nome de seus prelúdios no final da partitura, afirmando: “A beleza de uma obra de arte deve permanecer sempre misteriosa. Devemos manter a todo custo a magia própria da música, pois de todas as artes ela é a mais suscetível à magia&#8230; Em nome dos deuses, não vamos tentar destruí-la ou explicá-la.”</p>
<p>Aqui, ouvimos o próprio compositor interpretar a peça, em uma gravação de <em>piano roll</em>:</p>
<p>Debussy – <em>A Catedral Submersa</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy | La Cathédrale Engloutie (The Sunken Cathedral), Prélude Book I, No.10 (1913)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/levGISzDmjs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Saiba mais sobre o <em>Primeiro Livro de Prelúdios</em> de Debussy :</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="O0O9oAKDj7"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-preludios-livro-i/">Debussy – Prelúdios: Livro I</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Debussy – Prelúdios: Livro I&#8221; &#8212; Clássicos dos Clássicos" src="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-preludios-livro-i/embed/#?secret=giFR4merTq#?secret=O0O9oAKDj7" data-secret="O0O9oAKDj7" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Debussy &#8211; Petite Suite</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-petite-suite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 16:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Petite Suite (Pequena Suite) foi composta entre 1886 e 1889, quando estreou com Debussy e Jacques Durand, pianista e editor. A composição pode ter sido escrita por um pedido de Durand, que queria uma peça acessível a pianistas amadores avançados, em contraste com as obras modernistas que Debussy estava compondo naquela época. Seus quatro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Petite Suite</em> (Pequena Suite) foi composta entre 1886 e 1889, quando estreou com Debussy e Jacques Durand, pianista e editor.</p>
<p>A composição pode ter sido escrita por um pedido de Durand, que queria uma peça acessível a pianistas amadores avançados, em contraste com as obras <em>modernistas </em>que <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> estava compondo naquela época.</p>
<p>Seus quatro movimentos são:</p>
<ul>
<li><em>En bateau</em>(Navegando): <em>Andantino</em></li>
<li><em>Cortège</em>(Cortejo): <em>Moderato</em></li>
<li><em>Menuet</em>: <em>Moderato</em></li>
<li><em>Ballet</em>: <em>Allegro giusto</em></li>
</ul>
<p>Debussy &#8211; <em>Petite Suite </em>| <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/martha-argerich/">Martha Argerich</a> e <a href="https://www.instantencore.com/contributor/bio.aspx?CId=5056328">Cristina Marton</a> (piano a quatro mãos)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Martha Argerich, Cristina Marton: Debussy Petite Suite 17 06 2013" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/s-PtlUOnkBo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Debussy &#8211; En Blanc et Noir</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-en-blanc-et-noir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:55:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>En Blanc et Noir (Em Branco e Preto) é uma suíte para dois pianos em três movimentos composta por Debussy em 1915. Debussy sentia uma relação muito estreita entre a música e a pintura. O título “em branco e preto” não se refere apenas às teclas do piano, mas também tem outro sentido. O compositor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>En Blanc et Noir </em>(Em Branco e Preto) é uma suíte para dois pianos em três movimentos composta por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> em 1915.</p>
<p>Debussy sentia uma relação muito estreita entre a música e a pintura. O título “em branco e preto” não se refere apenas às teclas do piano, mas também tem outro sentido. O compositor o explica em carta a seu amigo Robert Gode:</p>
<p>“Estas peças precisam tirar (extrair) sua cor, sua emoção, simplesmente do piano, como os cinzentos de Velásquez, se você me entende.“</p>
<p>Velásquez, pintor espanhol do século XVII, obtinha nuances de cinza “sombreando” o preto e o branco. Debussy usava uma técnica semelhante com “cores” orquestrais representadas, neste caso, nos dois pianos.</p>
<p>Os movimentos da suíte são:</p>
<ol>
<li><em>Avec emportement </em>(com exaltação)</li>
<li><em>Lent sombre </em>(lento sombrio</li>
<li><em> Scherzando </em>(Brincando)</li>
</ol>
<p>Debussy &#8211; <em>En blanc et Noir, Suite para Dois pianos</em> | <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/martha-argerich/">Martha Argerich</a> e Iddo Bar-Shai (pianos)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Martha Argerich and Iddo Bar-Shai: Debussy &quot;en blanc et noir&quot; for 2 pianos" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/HHZ3RYAHq20?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Debussy &#8211; Six Épigraphes Antiques</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-six-epigraphes-antiques/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:46:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As Six Épigraphes Antiques (Seis Epígrafes Antigas), escritas entre 1914-15, eram originalmente parte da música incidental do recital de poemas As Canções de Bilitis (*). Debussy reutilizou, mais tarde, seis movimentos desta obra e os transcreveu para piano a quatro mãos. Seus movimentos são os seguintes: Para invocar Pan, deus do vento de verão Para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <em>Six Épigraphes Antiques</em> (Seis Epígrafes Antigas), escritas entre 1914-15, eram originalmente parte da música incidental do recital de poemas <em>As Canções de Bilitis </em>(*)<em>. </em></p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> reutilizou, mais tarde, seis movimentos desta obra e os transcreveu para piano a quatro mãos.</p>
<p>Seus movimentos são os seguintes:</p>
<ul>
<li><em>Para invocar Pan, deus do vento de verão</em></li>
<li><em>Para um túmulo sem nome</em></li>
<li><em>Para que a noite seja propícia</em></li>
<li><em>Para a dançarina com címbalos </em></li>
<li><em>Para a egípcia</em></li>
<li><em>Para agradecer a chuva da manhã</em></li>
</ul>
<p>(*) Poeta grega fictícia criada por Pierre Louÿs</p>
<p>Debussy &#8211; <em>Six Épigraphes Antiques</em> | <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Lucas_and_Arthur_Jussen">Lucas &amp; Arthur Jussen</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy: Six Épigraphes Antiques - Lucas &amp; Arthur Jussen" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/8mTiw3TQ2BI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Debussy &#8211; La plus que lente</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-la-plus-que-lente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:43:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As valsas lentas estavam na moda nos salões parisienses do início do século XX, o que levou Debussy a compor, com humor, sua valsa La plus que lente (Mais lenta do que lenta), publicada em 1910. A composição foi um sucesso e logo surgiram arranjos (feitos por outros compositores) para violino e piano e para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As valsas lentas estavam na moda nos salões parisienses do início do século XX, o que levou <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> a compor, com humor, sua valsa <em>La plus que lente </em>(Mais lenta do que lenta), publicada em 1910.</p>
<p>A composição foi um sucesso e logo surgiram arranjos (feitos por outros compositores) para violino e piano e para piano a quatro mãos. O próprio <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> também produziu uma versão para orquestra.</p>
<p>O andamento é <em>molto rubato con morbidezza </em>(com suavidade).</p>
<p>Debussy &#8211; <em>La plus que lente </em>| <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Alain_Plan%C3%A8s">Alain Planès</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy : Debussy : Valse « La plus que lente » (Alain Planès, piano)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/3gE1CqCQQqA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Debussy &#8211; Images Oubliées</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-images-oubliees/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:35:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Debussy compôs Images Oubliées (Imagens esquecidas), três peças para piano, em 1894. O ciclo, no entanto, só foi publicado integralmente em 1977, como Imagens (esquecidas). A palavra “esquecidas” foi acrescentada ao título para que as peças não fossem confundidas com outras duas composições muito conhecidas de sua autoria intituladas Imagens. A primeira peça do ciclo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> compôs <em>Images Oubliées </em>(Imagens esquecidas), três peças para piano, em 1894. O ciclo, no entanto, só foi publicado integralmente em 1977, como <em>Imagens (esquecidas)</em>.</p>
<p>A palavra “esquecidas” foi acrescentada ao título para que as peças não fossem confundidas com outras duas composições muito conhecidas de sua autoria intituladas <em>Imagens</em>.</p>
<p>A primeira peça do ciclo, <em>Melancólica e doce</em>, é seguida por uma <em>Sarabanda</em> – Debussy instruiu que esta fosse tocada “com elegância lenta e digna, como um velho retrato, uma lembrança do Louvre”.</p>
<p>A terceira, <em>Quelques Aspects </em>(Alguns aspectos), vigorosa e humorística, é baseada na canção popular francesa <em>Nous n’irons plus au bois </em>(Nós não vamos mais ao bosque).</p>
<p>Debussy &#8211;<em> Images Oubliées </em>| <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Alain_Plan%C3%A8s">Alain Planès</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy : Images oubliées (Alain Planès, piano)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/OTjP1Yzk8C0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Debussy &#8211; Arabesques 1 e 2</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-arabesques-1-e-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:32:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Arabesques (Arabescos) são duas obras do início da carreira de Debussy escritas entre 1890/91, quando ele tinha vinte e poucos anos. Já contêm, no entanto, aspectos de seu estilo musical que se desenvolvia. Para Debussy, um arabesco era uma linha curva, tal como as formas da natureza. Sobre os arabescos na música barroca, ele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <em>Arabesques</em> (Arabescos) são duas obras do início da carreira de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> escritas entre 1890/91, quando ele tinha vinte e poucos anos. Já contêm, no entanto, aspectos de seu estilo musical que se desenvolvia.</p>
<p>Para <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a>, um arabesco era uma linha curva, tal como as formas da natureza. Sobre os arabescos na música barroca, ele escreveu: “Aquela foi a época do ‘maravilhoso arabesco’, quando a música estava sujeita às leis da beleza, inscritas nos movimentos da própria Natureza”.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> &#8211; <em>Arabesques 1 e 2</em> | <a href="https://nikolaylugansky.com/">Nikolai Lugansky</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Lugansky - Debussy, Deux Arabesques" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/dyt297llpk0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Debussy &#8211; Rêverie</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-reverie/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2022 15:29:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Rêverie (Devaneio), peça escrita em 1890, a voz de Debussy já emerge clara e reconhecível. A peça é uma exploração exótica e sonhadora das texturas e harmonias que o compositor desenvolveria mais adiante em suas obras. Rêverie logo se tornou um sucesso comercial e de crítica. É frequentemente citada como uma influência no desenvolvimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>Rêverie </em>(Devaneio), peça escrita em 1890, a voz de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> já emerge clara e reconhecível.</p>
<p>A peça é uma exploração exótica e sonhadora das texturas e harmonias que o compositor desenvolveria mais adiante em suas obras.</p>
<p><em>Rêverie</em> logo se tornou um sucesso comercial e de crítica. É frequentemente citada como uma influência no desenvolvimento da harmonia do jazz.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> &#8211; <em>Rêverie</em> | <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Alain_Plan%C3%A8s">Alain Planès </a>(piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy : Rêverie (Alain Planès, piano)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/sW7GQhEmAhE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Debussy – Sonata para Violino e Piano em Sol Menor</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-sonata-para-violino-e-piano-em-sol-menor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 May 2022 21:12:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Debussy já estava sofrendo com o câncer que levaria à sua morte prematura aos 56 anos quando começou a compor sua Sonata para Violino e Piano em Sol Menor. Ele a esboçou em 1916 e a completou em 1917. Seria sua última composição e faria parte de um ciclo de seis sonatas para vários instrumentos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> já estava sofrendo com o câncer que levaria à sua morte prematura aos 56 anos quando começou a compor sua </span><i><span style="font-weight: 400;">Sonata para Violino e Piano em Sol Menor</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele a esboçou em 1916 e a completou em 1917. Seria sua última composição e faria parte de um ciclo de seis sonatas para vários instrumentos, das quais apenas três foram escritas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Sonata para Violino e Piano</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma bela obra, de rica variedade de climas e emoções. Debussy tipicamente dizia que era “um exemplo do que pode ser produzido por um homem doente, em tempo de guerra”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um profundo ar de nostalgia melancólica imbui esta música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São três movimentos curtos. O primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Allegro vivo, </span></i><span style="font-weight: 400;">com seu tema de terças descendentes, é profundamente sentido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Intermède: Fantasque et léger, </span></i><span style="font-weight: 400;">brilhante e caprichoso, tenta dissipar</span> <span style="font-weight: 400;">o clima sombrio do primeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final, </span><i><span style="font-weight: 400;">Très animé, </span></i><span style="font-weight: 400;">volta ao clima sombrio do primeiro, mas leva surpreendentemente a uma conclusão alegre e otimista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia da Sonata aconteceu em 5 de maio de 1917, com Gaston Poulet ao violino acompanhado ao piano por Debussy, no que seria sua última aparição pública.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Debussy – </span><i><span style="font-weight: 400;">Sonata para Violino e Piano em Sol Menor</span></i><span style="font-weight: 400;"> | </span><span style="font-weight: 400;">Alina Pogostkina (violino) e Jérôme Ducros (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Claude Debussy: Violin Sonata / Alina Pogostkina, Jérôme Ducros" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZzEl_4SutlU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Debussy – Prelúdios: Livro I</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-preludios-livro-i/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 04:39:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Claude Debussy era um autodidata versado em literatura e artes visuais, além de música. Na década de 1870, foi influenciado pelos poetas simbolistas. O movimento simbolista, inspirado pelos escritos macabros de Edgar Allan Poe, era em parte uma reação ao Iluminismo do século XVIII. Iniciado na França com a publicação das Fleurs du Mal (As [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Claude Debussy</a> era um autodidata versado em literatura e artes visuais, além de música. Na década de 1870, foi influenciado pelos poetas simbolistas.</p>
<p>O movimento simbolista, inspirado pelos escritos macabros de Edgar Allan Poe, era em parte uma reação ao Iluminismo do século XVIII. Iniciado na França com a publicação das<a href="https://fleursdumal.org/"> <em>Fleurs du Mal </em>(As Flores do Mal)</a> de Baudelaire, o movimento rejeitava também o sentimentalismo dos românticos. Debussy conhecia bem os trabalhos de Poe e Baudelaire, chegando a utilizar a poesia desses autores em um ciclo de canções de 1889. Usou ainda textos de Mallarmé e Verlaine.</p>
<p>Nas artes visuais, as influências foram ainda mais amplas, começando pelas<em> fêtes galantes </em>(festas galantes: tipo específico de pintura rococó que dá destaque às festas ao ar livre e a jovens elegantes) de <em>Jean-Antoine Watteau</em> (1684-1721). Para Henri de Regnier, poeta, novelista e ensaísta francês, <em>“</em>os quadros de Watteau devem ser ouvidos tanto quanto vistos – ele é o mais musical dos pintores” (1921).</p>
<p>Entre as outras influências visuais de Debussy, destacam-se as paisagens marinhas do pintor inglês William Turner (1775-1851), os trabalhos esotéricos do norte-americano James Whistler (1834-1903), que caracterizava muitos de seus quadros em termos musicais, e os pintores pré-rafaelitas britânicos, especialmente Dante Gabriel Rossetti (1828-1882).</p>
<p>Debussy também foi profundamente afetado pela música <em>gamelan</em> que ouviu no Pavilhão de Java, na Exposição Mundial de 1889, em Paris, caracterizada por seu complexo padrão rítmico, pela sonoridade de seus instrumentos de percussão, como os vários tipos de gongos, e pelo uso da escala pentatônica.</p>
<p>O que ouvimos no primeiro livro dos <em>Prelúdios</em> é um amálgama de todas essas influências citadas.</p>
<p>Ouça o próprio Debussy interpretando, do Livro I de <i>Prelúdios</i>,  primeiramente, a peça <em>La fille aux cheveux de lin (A menina de cabelos dourados)</em> e, em seguida, as peças <i>Danseuses de Delphes</i> (Dançarinas de Delphi, nº 1); <i><span lang="FR">Le vent dans la plaine</span></i><span lang="FR"> (O vento na planície, nº 3); <i>La cathedrale engloutie</i> (A catedral submersa, nº 10); <i>La danse de Puck</i> (Dança de Puck, nº 11); e <i>Minstrels</i> (Menestréis, nº 12). As gravações foram realizadas em um <i>piano roll</i>.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy - Prelúdios para Piano, Livro I - nº  8" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/sq8gU-coM0U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy - Prelúdios para Piano, Livro I - nº 1, nº 3, nº 10, nº 11, nº 12." width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/z8fsTRht7Fk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<div class="gmail_quote">E, a seguir, ouça a obra completa, interpretada pelo pianista Alain Planès:</div>
<div></div>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy : Préludes, Premier livre (Alain Planès, piano)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/EnXw-5Q4McI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h5>Ouça também:</h5>
<p>Feux d’Artifice (Fogos de Artifício), o último do ciclo de 24 <em>Prelúdios</em> do Livro II de Debussy:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="ZkHrmX3G8R"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-feux-dartifice/">Debussy &#8211; Feux d&#8217;artifice</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Debussy &#8211; Feux d&#8217;artifice&#8221; &#8212; Clássicos dos Clássicos" src="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-feux-dartifice/embed/#?secret=ZkHrmX3G8R" data-secret="ZkHrmX3G8R" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Referência:</p>
<p><a href="https://digital.lib.washington.edu/researchworks/bitstream/handle/1773/38016/2012-10-23%2c%20Sheppard%20program%20notes%20and%20bio.pdf?sequence=2&amp;isAllowed=y">Notas de Programa do pianista Craig Sheppard (2012)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Debussy &#8211; Feux d&#8217;artifice</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-feux-dartifice/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jan 2020 10:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Feux d’Artifice (Fogos de artifício) é o último do ciclo de 24 prelúdios do Livro II de Claude Debussy. Com uma grande variedade de ritmos, melodias e surpresas, a obra, desafiadora para o pianista, recria o clima do festival de fogos no rio Sena, na comemoração do dia da queda da Bastilha. Um fragmento da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Feux d’Artifice</em> (Fogos de artifício) é o último do ciclo de 24 prelúdios do <em>Livro II</em> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Claude Debussy</a>.</p>
<p>Com uma grande variedade de ritmos, melodias e surpresas, a obra, desafiadora para o pianista, recria o clima do festival de fogos no rio Sena, na comemoração do dia da queda da Bastilha.</p>
<p>Um fragmento da <em>Marselhesa</em> aparece no final.</p>
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		<title>Debussy &#8211; Children’s Corner</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-childrens-corner/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 10:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Debussy compôs a suíte para piano Children’s Corner (O lugar das crianças) em 1908. A obra é dedicada à sua filha Claude-Emma, mais conhecida como Chou-Chou, então com três anos de idade. Como outras composições feitas para crianças, ela não é de fácil execução. É mais uma evocação do espírito da infância, inspirada nos brinquedos favoritos de Chou-Chou. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> compôs a suíte para piano <em>Children’s</em> <em>Corner</em> (O lugar das crianças) em 1908. A obra é dedicada à sua filha Claude-Emma, mais conhecida como Chou-Chou<em>, </em>então com três anos de idade.</p>
<p>Como outras composições feitas para crianças, ela não é de fácil execução. É mais uma evocação do espírito da infância, inspirada nos brinquedos favoritos de Chou-Chou.</p>
<p><em>Doctor Gradus ad</em> Parnassum, que abre o ciclo, zomba dos estudos de Muzio Clementi, destinados à prática de estudantes de piano, difíceis e enfadonhos<em>.</em></p>
<p><em>Jimbo’s Lullaby </em>(<em>Berceuse des éléphants</em>: Canção de ninar dos elefantes) é uma homenagem a um elefante de pelúcia, que recebeu o nome de uma célebre atração do circo P. T. Barnum (Debussy parece ter errado a grafia do nome do animal: Jumbo).</p>
<p><em>Sérénade à la poupée </em>(Serenata da boneca) descreve uma boneca de porcelana oriental, uma das mais queridas de Chou-Chou, e cria um clima oriental, com o uso da escala pentatônica.</p>
<p><em>La Neige Danse </em>(A neve está dançando) é um pouco melancólica: talvez Chou-Chou estivesse desejando um dia de sol.</p>
<p>Não se sabe o que é <em>Le Petit Berger</em> (O pequeno pastor): um boneco ou um recorte de papelão de um presépio?</p>
<p><em>Golliwog’s Cakewalk</em> (A marcha da boneca de pano) é a peça mais conhecida do conjunto. O <em>cakewalk </em>era uma dança popular, originária dos escravos do sul dos Estados Unidos. <em>Golliwog, </em>por sua vez, era uma boneca negra, dos livros infantis da época. A música de Debussy captura algo do espírito do <em>jazz, </em>muito popular no mundo inteiro, no início do século XX.</p>
<p style="font-weight: 400;">A seguir, Debussy interpreta sua própria composição, gravada em um <em>piano roll</em>:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy - Children&#039;s Corner" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/W9r0IswF99Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; Suite pour le Piano</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debusssy-suite-pour-le-piano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Suite Pour le Piano é um salto em relação às obras anteriores de Debussy, como a Suite Begamasque (Clair de Lune), por exemplo. Sua escrita é moderna, brilhante, virtuosística, às vezes sombria. O Prelúdio apresenta o tema &#8211; o piano é aqui usado como instrumento de percussão. O tema retorna mais adiante com acordes em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Suite Pour le Piano</em> é um salto em relação às obras anteriores de Debussy, como a <em>Suite Begamasque</em> (<em>Clair de Lune</em>), por exemplo. Sua escrita é moderna, brilhante, virtuosística, às vezes sombria.</p>
<p>O <em>Prelúdio</em> apresenta o tema &#8211; o piano é aqui usado como instrumento de percussão. O tema retorna mais adiante com acordes em <em>fortíssimo</em>, aos quais se seguem glissandos que Debussy queria que fossem executados &#8220;com a mesma rapidez com que D’Artagnan desembainhava sua espada&#8221;. No <em>Tempo di cadenza</em> final voltam os glissandos nas duas mãos.</p>
<p>A <em>Sarabanda</em> tinha sido escrita anos antes e foi revisada para ser incluída na Suíte. O compositor anota que ela deve ser tocada: &#8220;com uma elegância lenta e solene, assim como um retrato antigo no Louvre&#8221;. O crítico Émile Vuillermoz diz que Debussy a interpretava &#8220;com a simplicidade fácil de um bom dançarino do século XVI&#8221;. Já para a pianista Angela Hewitt, &#8220;a Sarabanda soa antiga e moderna ao mesmo tempo&#8221;.</p>
<p>A <em>Toccata</em>, final da Suíte, é triunfal, brilhante e muito difícil. <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> não queria que a velocidade fosse o objetivo final: para ele, a clareza e o rigor eram muito mais importantes.</p>
<p><strong>Debussy – <em>Pour le Piano</em> | Jean-Effam Bavouzet</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Debussy - Suite pour le Piano" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/70tmAnPMY1aiIQcoYUcU7h"></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; Quarteto de Cordas em Sol Menor, Op. 10</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-quarteto-de-cordas-em-sol-menor-opus-10/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Este é o único quarteto que Debussy escreveu. Foi composto em 1893 para seu amigo, o célebre violinista belga Eugene Ysaÿe, que o estreou com o Quarteto Ysaÿe em Paris. Recebido com estranheza pela crítica e pelo público da época, o quarteto se tornou, com o tempo, um dos mais apreciados do repertório do gênero. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o único quarteto que Debussy escreveu. Foi composto em 1893 para seu amigo, o célebre violinista belga Eugene Ysaÿe, que o estreou com o Quarteto Ysaÿe em Paris. Recebido com estranheza pela crítica e pelo público da época, o quarteto se tornou, com o tempo, um dos mais apreciados do repertório do gênero.</p>
<p>O quarteto inteiro se baseia em seu primeiro tema, apresentado logo no início. Sua figura rítmica reaparece de várias maneiras em seus quatro movimentos, assumindo formas, cores e harmonias diferentes a cada aparição.</p>
<p>O primeiro movimento é intitulado <em>Animado e muito decidido</em>. Debussy é considerado por muitos um compositor das meias tintas difusas do impressionismo. Mas quem pensa assim vai ter uma surpresa aqui: &#8220;música cortante e poderosa, furiosamente brilhante&#8221;, diz um crítico.</p>
<p>O <em>Scherzo</em> é talvez o movimento mais expressivo do quarteto. Uma transformação do tema é apresentada pela viola contra acordes em <em>pizzicato</em> dos outros instrumentos. A recapitulação do movimento, tocada inteiramente em <em>pizzicato</em>, é cheia de energia rítmica, que aos poucos vai se dissolvendo no belo e suave final.</p>
<p>O terceiro movimento,<em> Andantino</em>, docemente expressivo, de tranquila beleza, é frequentemente usado como bis em concertos. Debussy assinala no final do movimento &#8220;tão piano quanto possível&#8221;.</p>
<p>O final, <em>Muito moderado – Animando pouco a pouco – Muito movimentado e apaixonado</em>, começa devagar, mas gradualmente se acelera. O tema da abertura reaparece em uma variedade de formas e, no fim, volta com toda energia até um poderoso acorde em tom maior na coda.</p>
<p><strong>Debussy &#8211;<em> Quarteto de Cordas em Sol Menor</em>, Op. 10 | Quarteto Ebène</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Debussy - Quarteto de Cordas em Sol Menor, Op. 10" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/1Meva5Gr2sh8uGnSz5UxgO?si=QOTRDSW-T2Cul4JAdrnNtg"></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; Estampes</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-estampes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estampes (Gravuras) é uma obra revolucionária, que evoca lugares distantes com sutileza e precisão. Todavia, houve também considerações mais práticas, como diz, com ironia, Debussy: “Quando você não tem recursos para pagar suas viagens, tem de se contentar em fazê-las na imaginação”. Pagodes é um tributo ao Extremo Oriente, inspirado pela música que Debussy ouviu na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estampes</em> (Gravuras) é uma obra revolucionária, que evoca lugares distantes com sutileza e precisão. Todavia, houve também considerações mais práticas, como diz, com ironia, Debussy: “Quando você não tem recursos para pagar suas viagens, tem de se contentar em fazê-las na imaginação”.</p>
<p><em>Pagodes</em> é um tributo ao Extremo Oriente, inspirado pela música que Debussy ouviu na Exposição Mundial de Paris em 1889 e 1900. A peça faz amplo uso da escala pentatônica e da percussão gamelan de Java e Bali. Debussy anota na partitura que deve ser tocada “quase sem nuance”.</p>
<p><em>La Soirée dans Grenade</em> usa a escala árabe e imita o dedilhado da guitarra para evocar imagens de Granada. Debussy tinha muito pouca experiência de vida na Espanha. Apesar disto, diz o compositor espanhol Manuel de Falla sobre a <em>Soirée</em>: “Não há aqui nem um compasso sequer de música folclórica espanhola e, no entanto, a peça inteira, em seus menores detalhes, retrata admiravelmente a Espanha”.</p>
<p><em>Jardins sous la Pluie</em> retrata um jardim na cidade normanda de Orbec durante uma tempestade extremamente violenta. Ao longo de toda a peça, ouvem-se sons do vento furioso e da chuva torrencial. Aparecem também duas canções folclóricas francesas <em>Nous n’irons plus aux bois</em> e <em>Dodo, l’enfant do</em>, sugerindo talvez a frustração das crianças, presas em casa.</p>
<p><strong>Debussy &#8211; <em>Estampes</em> | Nikolai Lugansky (piano)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Lugansky - Debussy, Estampes : Pagodes, La soirée dans Grenade, Jardins sous la pluie" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Rkno2COmh50?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; Nocturnes (Noturnos)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-nocturnes-noturnos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Debussy escreveu esta nota introdutória para Nocturnes: &#8220;O título Noturnos deve ser entendido aqui em um sentido geral e, em particular, decorativo. Não é, portanto, para ser entendido na forma usual de um noturno, mas sim nas várias impressões e efeitos especiais da luz que a palavra sugere. Nuages (Nuvens) evoca o aspecto imutável do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> escreveu esta nota introdutória para <em>Nocturnes</em>:</p>
<p>&#8220;O título <em>Noturnos</em> deve ser entendido aqui em um sentido geral e, em particular, decorativo. Não é, portanto, para ser entendido na forma usual de um noturno, mas sim nas várias impressões e efeitos especiais da luz que a palavra sugere.</p>
<p><em>Nuages</em> (Nuvens) evoca o aspecto imutável do céu e o movimento lento, solene das nuvens, que se dissolvem em tons de cinza com leves toques de branco.</p>
<p><em>Fêtes</em> (Festas) nos dá o ritmo vibrante, dançante da atmosfera, com lampejos súbitos de luz. Há também o episódio da procissão (uma visão deslumbrante, fantástica), que passa pela cena festiva e se mistura com ela. Mas o pano de fundo permanece sempre o mesmo: o festival com sua mistura de música e poeira luminosa participando do ritmo cósmico.</p>
<p><em>Sirènes</em> (Sereias) nos mostra o mar com seus incontáveis ritmos e então, dentre as ondas prateadas pela luz da lua, ouve-se o canto misterioso das sereias que riem e se vão.&#8221;</p>
<p><em>Nocturnes</em> foi inspirado por uma série de quadros impressionistas, também intitulados <em>Nocturnes</em>, de James Whistler.</p>
<p><strong>Debussy &#8211; <em>Nocturnes</em> (Noturnos) | <a href="https://www.concertgebouworkest.nl/en/concertgebouworkest">Concertgebouw Orchestra</a> | Bernard Haitink (regente)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Debussy - Nocturnes" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/71ydTjujo1lymeknKPtDAX?si=96da1774e85e48a9"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Debussy &#8211; L&#8217;isle joyeuse (A Ilha Feliz)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-lisle-joyeuse-a-ilha-feliz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Relacionada a La Mer, L&#8217;isle joyeuse, de Debussy, foi composta em 1903. Foi inspirada provavelmente pelo quadro de Watteau L&#8217;embarquement pour Cythère (Embarque para a Ilha de Citera). Debussy considerava o piano um instrumento capaz de produzir diferentes timbres e diz: ‘Esta peça me parece trazer todas as maneiras possíveis de tocar o piano, já [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Relacionada a <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-la-mer/">La Mer</a>, L&#8217;isle joyeuse, de Debussy, foi composta em 1903.</p>
<p>Foi inspirada provavelmente pelo quadro de Watteau L&#8217;embarquement pour Cythère (Embarque para a Ilha de Citera).</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> considerava o piano um instrumento capaz de produzir diferentes timbres e diz: ‘Esta peça me parece trazer todas as maneiras possíveis de tocar o piano, já que une força e graça.’<br />
Inspirada pelo mar, a instrução para sua interpretação diz que deve ser ‘ondulante e expressiva’. A obra termina em um arroubo de alegria e entusiasmo.</p>
<p>Marc André Hamelin, piano<br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/9xNfmsN_8hQ?rel=0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; La Mer</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-la-mer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em carta a seu amigo André Messager, de 12 de setembro de 1903, Debussy anuncia: &#8220;Estou trabalhando em três esboços sinfônicos intitulados: 1. Mar calmo nas Ilhas Sanguinaires; 2. Jogo das ondas; 3. O vento faz o mar dançar. O conjunto vai se chamar La Mer (O Mar) &#8230; Você talvez não saiba, mas eu era [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em carta a seu amigo André Messager, de 12 de setembro de 1903, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> anuncia:</p>
<p>&#8220;Estou trabalhando em três esboços sinfônicos intitulados: 1. <em>Mar calmo nas Ilhas Sanguinaires</em>; 2. <em>Jogo das ondas</em>; 3. <em>O vento faz o mar dançar. </em>O conjunto vai se chamar <em>La Mer</em> (O Mar) &#8230; Você talvez não saiba, mas eu era destinado à nobre carreira de marinheiro e só me desviei deste caminho por força dos caprichos do destino. Mesmo assim, guardo uma sincera devoção ao mar.&#8221;</p>
<p>Apesar dos títulos sugestivos de suas peças &#8211; Debussy era tanto um compositor visual quanto literário -, ele insistiu que seu editor colocasse uma versão estilizada da <em>Onda</em> (<em>A Grande Onda de Kanagawa</em>) do mestre japonês <a href="https://www.infoescola.com/biografias/hokusai/">Hokusai</a> (reproduzida à esquerda) na capa da partitura.</p>
<p>No primeiro esboço, <em>Do Nascer do Sol ao Meio-Dia </em>(Muito lento, animando-se pouco a pouco), a música vai gradativamente ganhando em brilho e energia.</p>
<p>O segundo esboço, <em>Jogo das Ondas</em> (<em>Allegro</em>, em um ritmo muito flexível e animado), é cheio de brilho e vivacidade. É construído de pequenos fragmentos temáticos e harmônicos, num mosaico sempre cambiante de matizes orquestrais.</p>
<p>No final, <em>Diálogo do Vento e do Mar</em> (Animado e tumultuoso), Debussy retoma um tema da abertura, mas que aqui impulsiona a música a um clímax, um triunfante coral dos metais.</p>
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		<title>Debussy &#8211; Imagens para Piano, Livros I e II</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-imagens-para-piano-livros-i-ii/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Amo imagens quase tanto quanto música”, escreveu Debussy. De fato, encontramos em sua obra não só um grande número de pinturas tonais, mas também três obras que ele chamou de Imagens, cada uma delas um tríptico: duas para piano (1905 e 1907) e uma para orquestra (1906-1912). Quando mandou para o editor a primeira série, Debussy [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Amo imagens quase tanto quanto música”, escreveu <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a>. De fato, encontramos em sua obra não só um grande número de pinturas tonais, mas também três obras que ele chamou de <em>Imagens</em>, cada uma delas um tríptico: duas para piano (1905 e 1907) e uma para orquestra (1906-1912).</p>
<p>Quando mandou para o editor a primeira série, Debussy escreveu: “Sem falsa modéstia, creio que estas peças vão ser um sucesso e que vão tomar seu lugar na literatura do piano, à mão esquerda de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>, ou à direita de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/frederic-chopin/">Chopin</a>, como você preferir&#8221;.</p>
<p><strong>Livro I</strong></p>
<p>A pianista Marguerite Long, contemporânea de Debussy, disse que o compositor se referia ao suave motivo do início de <em>Reflets dans l’eau</em> (Reflexos na água) como uma pedrinha no meio de um pequeno círculo na água. Este “círculo na água” vai aumentando, no entanto, até chegar a um clímax que se exaure rapidamente e ao qual se segue um final pensativo e introspectivo.</p>
<p>Debussy tinha profunda admiração pelos compositores franceses do século XVIII, como Rameau, um dos principais compositores do período. <em>Homenagem a Rameau</em> é escrita no estilo de uma sarabanda, uma dança da época, lenta e solene.</p>
<p>Já <em>Mouvement</em> (Movimento) se caracteriza por grande energia rítmica – <em>Animé</em>, assinala Debussy. Alguns críticos veem aqui um prenúncio da música baseada em <em>ostinatos</em> que Bartók e <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/igor-stravinsky/">Stravinsky</a> escreveriam mais tarde.</p>
<p><strong>Livro II</strong></p>
<p><em>Cloches à travers les feuilles</em> (Sinos através das folhas) foi inspirada nos sinos de uma igreja na cidade francesa de Jura.</p>
<p><em>Et la lune descend sur le temple qui fut </em>(E a Lua desce sobre o templo que existiu) evoca a música <em>gamelan </em>javanesa, que encantou Debussy quando a ouviu nas Exposições de Paris, em 1889 e 1900.</p>
<p><em>Poissons d’or </em>(Peixes dourados) pode ter sido inspirada na imagem de uma laca chinesa, ou em uma gravura japonesa.</p>
<p>Vamos ouvir, a seguir, uma peça de cada livro tocada pelo próprio Debussy, em uma gravação para piano roll: do <em>Livro II, Poissons d&#8217;or (Peixinhos dourados)</em>, e, do <em>Livro I, Reflets dans l&#8217;eau (Reflexos na água)</em>:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy - Images for piano" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/D2-XseQfj7g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, a seguir, vamos assistir à interpretação do pianista Arturo Benedetti Michelangeli dos Livros I e II, em um registro histórico:</p>
<p><strong>Debussy – <em>Imagens Para Piano, Livros I e II</em> | Arturo Benedetti Michelangeli (piano) </strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Arturo Benedetti Michelangeli plays Debussy - Images (1962)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/2eSQWansMOU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Debussy &#8211; Suite Bergamasque</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-suite-bergamasque/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há certo mistério em torno da criação da Suite Bergamasque. Debussy tinha escrito quatro peças curtas para piano em 1890, mas não as tinha publicado. Quinze anos depois, em 1905, ele retornou à obra, porém agora já era famoso: tinha composto o Prélude à l&#8217;après&#8211;midi d&#8217;un Faune, Pelléas et Mélisande e La Mer. Na época, parece que um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há certo mistério em torno da criação da <em>Suite Bergamasque</em>. <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> tinha escrito quatro peças curtas para piano em 1890, mas não as tinha publicado. Quinze anos depois, em 1905, ele retornou à obra, porém agora já era famoso: tinha composto o <em>Prélude à</em> l&#8217;<em>après</em>&#8211;<em>midi d&#8217;un Faune</em>, <em>Pelléas et Mélisande</em> e <em>La Mer</em>.</p>
<p>Na época, parece que um editor o procurou para se aproveitar da fama do compositor e lucrar com a publicação das peças de 1890. Debussy as revisou, então, e as publicou com o título de <em>Suite Bergamasque</em>.</p>
<p>A suíte é dividida em quatro movimentos: <em>Prelúdio</em>, <em>Minueto</em>, <em>Clair de Lune</em> e <em>Passepied</em>. O mais famoso é o terceiro, <em>Clair de Lune</em>, que tem seu título retirado de um poema de Paul Verlaine. Originalmente chamada de <em>Promenade Sentimentale</em> (por sinal o nome de um outro poema de Verlaine), de acordo com alguns críticos, Debussy a teria modificado para refletir mudanças em seu estilo e o poema de Verlaine.</p>
<p>A música merece toda a popularidade que tem. Debussy cria uma atmosfera estática e impressionista com recursos harmônicos dos mais simples.</p>
<p style="font-weight: 400;">Vamos ouvir o terceiro movimento da suíte – <em>Clair de Lune</em> – interpretado pelo próprio Debussy, em uma gravação para <em>piano roll</em>:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy plays Debussy | Clair de Lune (1913)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Yri2JNhyG4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, aqui, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Suite Bergamasque</span></i><span style="font-weight: 400;"> completa, tocada pelo pianista Nikolai Lugansky:</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Lugansky - Debussy, Suite Bergamasque" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/8ZBgK55tyds?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Debussy &#8211; Sonata para Flauta, Viola e Harpa</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-sonata-para-flauta-viola-e-harpa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No fim de sua vida, Claude Debussy (1862-1918) planejou um ciclo de seis sonatas, das quais só terminou três: para violoncelo e piano (1915), flauta viola e harpa (1915) e violino e piano (1917). Este não foi um período feliz na vida de Debussy. Ele já estava sofrendo com o câncer de que iria morrer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">No fim de sua vida, Claude Debussy (1862-1918) planejou um ciclo de seis sonatas, das quais só terminou três: para violoncelo e piano (1915),</span><br />
<span style="color: #000000;">flauta viola e harpa (1915) e violino e piano (1917).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Este não foi um período feliz na vida de Debussy. Ele já estava sofrendo com o câncer de que iria morrer e a Primeira Guerra Mundial estava devastando a Europa – Paris estava sendo bombardeada no dia em que ele lá morreu.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Debussy queria que estes trabalhos fossem uma afirmação da cultura francesa, tanto que os assinou ‘Claude Debussy, musicien français’. </span><span style="color: #000000;">Foram inspirados pela graça, clareza e emoção contida dos compositores franceses Rameau e Couperin.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Debussy descreveu o clima da sonata para flauta-viola-harpa como ‘terrivelmente melancólica – é para rir ou para chorar? – talvez os dois, ao mesmo tempo’.</span></p>
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		<title>Debussy &#8211; Prelude à l&#8217;Après-Midi d&#8217;un Faune</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-prelude-a-lapres-midi-dun-faune/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;L&#8217;après-midi d&#8217;un faune&#8221;  (A tarde de um fauno), um poema de Mallarmé, é um marco na história do Simbolismo na literatura francesa. A obra literária inspirou a composição do Prelúdio à tarde de um fauno de Debussy, de 1894, considerado a primeira obra de música moderna. Coreografada por Nijinsky, foi incorporada ao repertório dos balés russos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><em>&#8220;L&#8217;après-midi d&#8217;un faune&#8221;</em>  (A tarde de um fauno), um poema de Mallarmé, é um marco na história do <em>Simbolismo </em>na literatura francesa. A obra literária i</span><span style="color: #000000;">nspirou a composição do <em>Prelúdio à tarde de um fauno</em> de Debussy, de 1894, considerado a primeira obra de música moderna. </span><span style="color: #000000;">Coreografada por Nijinsky, foi incorporada ao repertório dos balés russos de Diaghilev.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/">Debussy</a> escreveu sobre o <em>Prelúdio à Tarde de um Fauno</em>:</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">&#8220;O <em>Prelúdio</em> é uma sucessão de cenas que descrevem os desejos e os sonhos do fauno&#8230; Ele toca sua flauta de Pan. Depois, cansado de perseguir as ninfas e as náiades, ele sucumbe a um sono pesado, no qual pode afinal realizar seus sonhos de posse, na Natureza universal.&#8221;</span></p>
<p>Aqui, vamos assistir a coreografia de <a href="https://g.co/kgs/qixKRz">Nijinsky</a> dançada pelo bailarino russo Rudolph Nureyev:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rudolph Nureyev  : &#039;L&#039;apres-midi d&#039;un Faune&#039;" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/m7b1FkZYarU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, aqui, a versão orquestral regida por Leonard Bernstein:</p>
<p>Debussy &#8211; <em>Prélude à láprès midi d&#8217;un faune</em> | Orquestra Sinfônica de Boston, Leonard Bernstein (regente)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Debussy Prélude à l&#039;après-midi d&#039;un faune - Leonard Bernstein" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/EvnRC7tSX50?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/debussy-prelude-a-lapres-midi-dun-faune/">Debussy &#8211; Prelude à l&#8217;Après-Midi d&#8217;un Faune</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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