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	<title>Percussão - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
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		<title>Bartók &#8211; Sonata para Dois Pianos e Percussão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 13:14:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bartók escreveu seus concertos para piano, ou piano e outros instrumentos, para sua própria execução, até 1923. Foi neste ano que ele se casou com Ditta Pásztory, uma de suas alunas. A partir de então, dedicou várias de suas peças a ela. A Sonata para Dois Pianos e Percussão foi composta em 1937 e estreou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Bartók escreveu seus concertos para piano, ou piano e outros instrumentos, para sua própria execução, até 1923. Foi neste ano que ele se casou com Ditta Pásztory, uma de suas alunas. A partir de então, dedicou várias de suas peças a ela.</p>
<p>A <em>Sonata para Dois Pianos e Percussão </em>foi composta em 1937 e estreou em 1938, com o casal interpretando a peça aos pianos.</p>
<p>O piano, é bom lembrar, é um instrumento de percussão e, portanto, podemos considerar a sonata como um quarteto de percussão (com dois pianistas e dois percussionistas), tão integrado quanto os quartetos de cordas do compositor.</p>
<p>Olhando sob outro ângulo, temos nove instrumentos, já que os dois percussionistas tocam sete deles: tímpanos, <em>gran cassa</em>, címbalos, triângulo, caixa, gongo e xilofone.</p>
<p>São três os movimentos da Sonata:</p>
<ol>
<li><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sonata_for_Two_Pianos_and_Percussion#I._Assai_lento_%E2%80%93_Allegro_molto"><em>Assai lento – Allegro molto</em></a>:</li>
</ol>
<p>O primeiro movimento é em uma versão modificada da <em>forma sonata</em>, com introdução, exposição, desenvolvimento, recapitulação e coda. Bartók não segue, porém, as relações entre as tonalidades tradicionais.</p>
<ol start="2">
<li><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sonata_for_Two_Pianos_and_Percussion#II._Lento,_ma_non_troppo"><em>Lento, ma non troppo</em></a>:</li>
</ol>
<p>O segundo movimento segue a forma ternária clássica: A-B-A. É um exemplo da chamada <em>música da noite </em>de Bartók (passagens que transmitem ao ouvinte os sons da natureza à noite).</p>
<ol start="3">
<li><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sonata_for_Two_Pianos_and_Percussion#III._Allegro_non_troppo"><em>Allegro non troppo</em></a>:</li>
</ol>
<p>O terceiro movimento é uma dança em forma de rondó. Os pianos começam o movimento, seguidos pelo xilofone. As últimas notas dos pianos se dissolvem e aí se segue um dueto final entre a caixa e o címbalo, levando a um silêncio final.</p>
<p>Bartók – <em>Sonata para Dois Pianos e Percussão</em> | <a href="https://ljms.org/">La Jolla Music Society</a> – Festival de Verão</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bela Bartok: Sonata for Two Pianos and Percussion - La Jolla Music Society&#039;s SummerFest" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pydEoJI8X84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Milhaud – Concerto para Percussão e Pequena Orquestra, Op. 109</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/milhaud-concerto-para-percussao-e-pequena-orquestra-op-109/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 13:10:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Concerto para Percussão e Pequena Orquestra, Op. 109, de Darius Milhaud, é considerado uma obra-prima do repertório percussivo. Composto entre 1929-30 para uma escola de música belga (como uma peça de prova), o Concerto estreou no Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas, em 1930. Milhaud afirmava que “sempre se interessou pela percussão”, incluindo instrumentos dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Concerto para Percussão e Pequena Orquestra</em>, Op. 109, de Darius Milhaud, é considerado uma obra-prima do repertório percussivo. Composto entre 1929-30 para uma escola de música belga (como uma peça de prova), o Concerto estreou no Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas, em 1930.</p>
<p>Milhaud afirmava que “sempre se interessou pela percussão”, incluindo instrumentos dessa família em muitas de suas obras. O <em>Concerto Op. 109</em> foi escrito para um percussionista solista, utilizando uma vasta gama de instrumentos acompanhados por uma formação orquestral modesta.</p>
<p>Juntamente com a partitura, Milhaud esquematizou um mapa indicando quais instrumentos seriam usados e sua disposição espacial em relação à <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/a-orquestra/">orquestra</a>. O solista deveria ficar completamente circundado pelos instrumentos, que incluíam: quatro tímpanos, gongos, pratos, pratos suspensos, um bumbo com um prato ligado a um pedal, castanholas, triângulo, <em>cowbell</em>, pandeiro e clave, entre outros. Complementava a formação quatro violinos, duas violas, dois violoncelos, um contrabaixo, duas flautas, duas clarinetas, um trompete e um trombone.</p>
<p>Milhaud – <em>Concerto para Percussão e Pequena Orquestra, </em>Op. 109 |<a href="https://www.danpiccolo.com/"> Dan Piccolo</a> (percussão)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Darius Milhaud | Concerto pour Batterie et Petit Orchestre | Dan Piccolo, percussion" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tShDWS5nmbY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>Bartók &#8211; Música para Cordas, Percussão e Celesta</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/bartok-musica-para-cordas-percussao-e-celesta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 13:07:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1934, o maestro suíço Paul Sacher casou-se com a herdeira da indústria farmacêutica Roche. Agora um dos homens mais ricos do mundo, o maestro aplicou seu dinheiro em uma de suas paixões: a música nova. Para celebrar o décimo aniversário da Orquestra de Câmara de Basel, que havia fundado, Sacher encomendou uma obra de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1934, o maestro suíço Paul Sacher casou-se com a herdeira da indústria farmacêutica Roche. Agora um dos homens mais ricos do mundo, o maestro aplicou seu dinheiro em uma de suas paixões: a música nova.</p>
<p>Para celebrar o décimo aniversário da Orquestra de Câmara de Basel, que havia fundado, Sacher encomendou uma obra de um dos compositores de vanguarda da época, o húngaro Béla Bartók (1881-1946). A peça escrita por Bartók – <em>Música para cordas, Percussão e Celesta </em>– seria reconhecida como uma de suas obras-primas.</p>
<p>“É uma das mais puras e mais bem proporcionadas destilações de seu estilo maduro. A música envolve muitas das contradições que fazem sua arte tão fascinante, ao mesmo tempo primitiva e sofisticada, selvagem e controlada, serena e aterrorizante, séria e cômica.” (Calvin Dotsey, escritor das notas de programa da Sinfônica de Houston)</p>
<p>Sua instrumentação é <em>sui generis: </em>duas <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/a-orquestra/">orquestras</a> de cordas, uma de cada lado; ao centro e mais afastado, um conjunto de instrumentos de percussão e teclado (<a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Xylophone">xilofone</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Snare_drum">caixa</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Cymbal">pratos</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Tam-tam">tam-tam</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Bass_drum">bumbo</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Timpani">tímpanos</a>, <a href="https://pt.qwe.wiki/wiki/Celesta">celesta</a> e piano).</p>
<h5></h5>
<p>São quatro os seus movimentos:</p>
<p><em> </em>O primeiro é um <em>Andante tranquilo</em>, uma fuga meditativa no início. Aos poucos a tensão se eleva inexoravelmente, a música fica mais alta, até um clímax que é uma série de mi bemóis repetidos.</p>
<p>“O segundo movimento é um <em>Allegro </em>enérgico que combina os ritmos animados da música de rabeca húngara com os padrões estruturais que Mozart ou Beethoven teriam usado.” (Calvin Dotsey)</p>
<p>O terceiro movimento, <em>Adagio</em>, é um exemplo do que é chamado <em>música de noite </em>de Bartók. Apresenta uma parte importante para o xilofone, que abre o movimento. Para os que gostam de matemática, é comum a interpretação de que este solo é baseado na Sequência de Fibonacci: acelerando/retardando, usa o ritmo 1: 1: 2: 3: 5: 8: 5: 3: 2: 1: 1.</p>
<p>No último movimento, <em>Allegro Molto, </em>os violinos começam em <em>pizzicato </em>(dedilhado), imitando as cítaras e os címbalos tradicionais húngaros. O movimento tem assim o caráter de uma animada dança camponesa.</p>
<p>Bartók – <em>Música para Cordas, Percussão e Celesta</em> | Orchestre Philharmonique de Radio France, Alan Gilbert (regente).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bartók: Musique pour cordes, percussion et célesta (Orchestre Philharmonique de Radio France)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/HGJcsTtJ188?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Erik Satie &#8211; Parade (1917) &#124; Obra Sur-realista</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/satie-parade-1917-obra-sur-realista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 13:13:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com música de Erik Satie, o balé Parade estreou em 18 de maio de 1917, no Théâtre du Châtelet, em Paris. Escrita para os Ballets Russes de Diaghilev, a obra tem como pano de fundo uma festa popular de rua, com performances de artistas circenses. Seguindo a estética modernista, sua música e coreografia romperam com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com música de Erik Satie, o balé <em>Parade</em> estreou em 18 de maio de 1917, no <a href="https://www.chatelet.com/">Théâtre du Châtelet</a>, em Paris. Escrita para os <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Ballets_Russes">Ballets Russes</a> de Diaghilev, a obra tem como pano de fundo uma festa popular de rua, com performances de artistas circenses.</p>
<p>Seguindo a estética <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/periodos/modernismo/">modernista</a>, sua música e coreografia romperam com a tradição do balé clássico europeu, explorando assim um gestual mais teatral.</p>
<p>A composição <em>Parade</em>, de Erik Satie, misturava jazz, música popular e efeitos sonoros, como sirenes e tiros de pistola.</p>
<h5><em><strong>Parade</strong></em></h5>
<p><strong>Balé em um ato.</strong></p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Jean Cocteau</p>
<p>Desfile anunciando a chegada de um circo. Entre os personagens estão arautos, um mágico chinês, acrobatas e uma menina americana.</p>
<p><strong>Figurinos:</strong> esculturas cubistas de Picasso.</p>
<p><strong>Cenário:</strong> Telão de fundo, estilo neoclássico.</p>
<p><strong>Coreografia/ Bailarino: </strong>Léonide Massine.</p>
<p><strong>Música:</strong> Parade &#8211; Erick Satie com contribuições de Cocteau.</p>
<p><strong>Regente:</strong> Ernest Ansermet.</p>
<p><strong>Companhia:</strong> Balés Russos, de Sergei Diaghilev.</p>
<p><strong>Notas de programa:</strong> Guillaume Apollinaire.</p>
<p>Apollinaire assim descreve a peça: “Uma espécie de sur-réalisme  (sobre-realismo)”. O escritor cunhou essa palavra três anos antes do aparecimento do movimento.</p>
<p><strong>História:</strong> dia a dia, divertimentos populares, cabarés e filmes mudos. Ragtime. Sucesso de escândalo.</p>
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<p>A potência disruptiva do <em>ballet</em> pode ser percebida pela reação escandalosa do público à época.</p>
<p>Na estreia, uma parte da plateia revoltou-se e passou a vaiar, assobiar e protestar, situação que só se aliviou quando o entusiasmo da maioria tomou conta da atmosfera.</p>
<p>As ofensas eram principalmente direcionadas à Picasso e à predominância da estética cubista. <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Poueigh">Jean Poueigh</a>, crítico de música, publicou opinião que dizia que a peça “ofendia o gosto francês”.</p>
<p>Satie respondeu-o então com numerosas ofensas. Por isso, se tornou vulnerável a um processo por parte do crítico.</p>
<p>O julgamento resultou por fim em sentença de 7 dias na cadeia para Satie, além de aplicação de multa de 100 francos a serem pagos ao Estado e 1000 francos à Poueigh.</p>
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<p><strong>Assista trechos do balé (</strong><strong>Europa Danse 2008 &#8211; Picasso et La Danse):</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Picasso and Dance. Parade, 1917" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/_Chq1Ty0nyE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Extrait du ballet &quot;Parade&quot; d&#039;Erik Satie" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/GyII7g9m9To?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por fim, a montagem da Moveo Dance Company, 2017 (com piano a quatro mãos, percussão, vídeo e animação):</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="PARADE - Erik Satie" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/WFWI8p8FPOs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Milhaud &#8211; Le Boeuf sur le Toit (O Boi no Telhado)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/milhaud-le-boeuf-sur-le-toit-o-boi-no-telhado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 11:58:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1917, o compositor francês Darius Milhaud (1892-1974) aceitou um convite do amigo Paul Claudel, então embaixador francês no Brasil, para integrar sua equipe no Rio de Janeiro. Anos mais tarde, em 1953, Milhaud escreveu uma autobiografia bem humorada, Notas sem Música. Nela, conta a origem de sua obra Le Boeuf sur le Toit (O Boi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1917, o compositor francês Darius Milhaud (1892-1974) aceitou um convite do amigo Paul Claudel, então embaixador francês no Brasil, para integrar sua equipe no Rio de Janeiro.</p>
<p>Anos mais tarde, em 1953, Milhaud escreveu uma autobiografia bem humorada, <em>Notas sem Música. </em>Nela, conta a origem de sua obra Le Boeuf sur le Toit (<em>O Boi no Telhado)</em>:</p>
<p>“Em 1919, de volta a Paris, ainda sob a forte impressão da minha estada no Brasil, reuni algumas melodias – tangos, maxixes e até um fado português – e compus um Rondó, em que o tema principal (A), uma fanfarra enérgica e brilhante, alterna-se com diversos episódios (B, C, D), resultando em uma sequência A-B-A-C-A-D-A. Dei a essa fantasia o nome de <em>Le Boeuf sur le Toit </em>(O Boi no Telhado), título de uma canção popular brasileira.”</p>
<p>Curiosamente, Milhaud imaginou sua obra, a princípio, como trilha sonora para um filme mudo de Charlie Chaplin. Contudo, quando <a href="https://www.infoescola.com/biografias/jean-cocteau/">Jean Cocteau</a> soube da composição, imediatamente produziu um balé. A pantomima dadaísta se passava em um <em>speakeasy </em>norte-americano (bar que servia bebidas alcoólicas durante o período da Lei Seca<em>).</em><em> </em></p>
<p>O balé, por sua vez, deu nome a um famoso bar-cabaré de grande sucesso na época, considerado por muitos como o berço da <em>Idade do Jazz </em>em Paris. O local foi frequentado por diversos artistas, entre eles, Picasso, Diaghilev, René Clair, Hemingway, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/igor-stravinsky/">Stravinsky</a>, Poulenc, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/satie-parade-1917-obra-sur-realista/">Satie</a>, além de Cocteau e do próprio Milhaud.</p>
<p>Vamos assistir a seguir a um trecho de uma montagem que mistura dança, pantomima e arte circense, ao som de <em>O boi no telhado</em>:</p>
<p><strong>Milhaud &#8211; <em>Le Bœuf sur le Toit</em> (O boi no telhado) | I Musici de Montréal</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Le Bœuf sur le toit - Darius Milhaud (1892-1974) - Part I" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/XJRyL2y9o4c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E aqui, a obra orquestral completa:</p>
<p><strong>Milhaud &#8211; <em>Le Bœuf sur le Toit</em> (O boi no telhado) | Alondra de la Parra (regente) e <a href="http://www.orchestredeparis.com/fr/accueil">Orchestre de Paris</a></strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Darius Milhaud, Le Bœuf sur le Toit - Alondra de la Parra &amp; Orchestre de Paris" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Bv9ii_uc2Rc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/milhaud-le-boeuf-sur-le-toit-o-boi-no-telhado/">Milhaud &#8211; Le Boeuf sur le Toit (O Boi no Telhado)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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