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	<title>Schumann - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Apr 2026 16:00:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Schumann – Dichterliebe (Amores de Poeta), Op. 48 &#124; Parte 2</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-dichterliebe-amores-de-poeta-op-48-parte-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 15:15:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo de canções Dichterliebe (Amores de poeta), escrito a partir de poemas de Heinrich Heine (1797-1856), constitui um apogeu da obra de Robert Schumann e um marco do período romântico. Schumann se encantou pela poesia de Heine, considerando-a um reflexo do desespero existencial – o amor entremeado pelo encanto do medo e da solidão.  Os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo de canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichterliebe</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Amores de poeta), escrito a partir de poemas de Heinrich Heine (1797-1856), constitui um apogeu da obra de Robert Schumann e um marco do período romântico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> se encantou pela poesia de Heine, considerando-a um reflexo do desespero existencial – o amor entremeado pelo encanto do medo e da solidão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os poemas selecionados por Schumann para o ciclo retratam um amor idealizado que se transforma em desilusão. O poeta experimenta a felicidade e a dor da rejeição, e reflete sobre seu sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-dichterliebe-amores-de-poeta-op-48-parte-1/"><span style="font-weight: 400;">primeira parte da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, abordamos as canções de 1 a 6, que falam do nascimento do amor até a separação. Seguiremos aqui com as canções de 7 a 16, incluindo comentários e trechos das letras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouça o ciclo integral com o barítono Dietrich Fischer-Dieskau e o pianista Höll Hartmut:</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="DFD Dichterliebe, Op. 48" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Z5WDV4_7yME?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Comentários às canções:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas canções de número 7 a 12, o poeta se sente traído – sua amada se casa com outro. A felicidade se esvai, dando lugar às lembranças, lamentações e ao desespero. Nas canções de 13 a 15, o refúgio no mundo dos sonhos é a sua única chance de reencontro e a única via de acesso a um país encantado (Zauberland) e um mundo de felicidade (Land der Wonne). Na última canção, o poeta finalmente sepulta seus poemas e mágoas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 7</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Ich grolle nicht</b><span style="font-weight: 400;"> (Não guardo rancor)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As palavras falam de perdão, talvez até de reconciliação, mas a música conta uma história diferente – de ameaça e de vingança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não guardo rancor, mesmo que meu coração se parta (&#8230;) </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vi a serpente que rói o teu coração. Eu vi, meu amor, quão miserável tu és.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 8</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Und wüßten&#8217;s die Blumen, die kleinen</b><span style="font-weight: 400;"> (E se as florzinhas soubessem)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O vasto espaço sonoro da canção anterior se desfaz aqui, reduzido a um halo luminoso. Música sem graves, como que sem raízes, em que a voz murmurante é o único contorno perceptível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“E se as florzinhas soubessem quão profundamente ferido está meu coração,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas chorariam comigo, para curar minha dor.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 9</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Das ist ein Flöten und Geigen </b><span style="font-weight: 400;">(Ao toque da flauta e do violino)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do ritmo marcado da dança do casamento, perpassam o amargor e o ciúme do pretendente preterido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ao toque da flauta e do violino, ao som de trombetas retumbantes, dança, na roda nupcial, a adorada do meu coração.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 10</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Hör ich das Liedchen klingen </b><span style="font-weight: 400;">(Quando ouço aquela canção ressoando)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Quando ouço aquela canção ressoando, meu peito parece prestes a explodir de uma saudade selvagem e dolorosa.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 11 – Ein Jüngling liebt ein Mädchen</b><span style="font-weight: 400;"> (Um jovem ama uma moça)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann transmite a ironia agridoce deste que é um dos mais famosos poemas de Heine. O piano zomba da emoção da voz e a contradiz com acentos nos contratempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um jovem ama uma moça que, porém, escolhe outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este outro ama uma outra e com esta enfim se casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é uma velha história, mas se acontece com você, corta seu coração.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 12</b> <b>– Am leuchtenden Sommermorgen</b><span style="font-weight: 400;"> (Numa luminosa manhã de verão)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Schumann, a imagem é a mensagem. Aqui, as flores realmente sussurram e falam – daí vem a etérea magia da canção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 13</b> <b>– Ich hab&#8217; im Traum geweinet</b><span style="font-weight: 400;"> (Chorei em meu sonho)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clima de pesadelo, o cortejo fúnebre, sugerido pelos tambores abafados, mostram a profunda compreensão, a identificação do músico com o poeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Sonhei que você jazia em seu túmulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acordei, e a lágrima ainda corria pela minha face.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 14</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Allnächtlich im Traume seh&#8217; ich dich</b><span style="font-weight: 400;"> (Todas as noites, em meus sonhos, te vejo)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brevidade das frases e as bruscas mudanças de ritmo reproduzem o ambiente confuso e difuso do sonho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 15</b><span style="font-weight: 400;"> – </span><b>Aus alten Märchen</b> <b>winkt es</b><span style="font-weight: 400;"> (Dos antigos contos de fadas, ela acena)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é música de felicidade ilusória. Só no último verso isto se explicita – o mundo de sonho se desfaz como uma bolha de sabão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ah, se eu pudesse ir para lá e alegrar meu coração, </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ser libertado de todo tormento, e ser livre e abençoado!”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 16</b> <b>– Die alten, bösen Lieder </b><span style="font-weight: 400;">(As velhas e perversas canções)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O último </span><i><span style="font-weight: 400;">Lied</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o do enterro em um grande caixão, onde são colocadas as antigas canções, os sonhos maus e a tristeza do poeta. Assim termina o ciclo. Mas <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>, em um extenso poslúdio, retoma o tema da canção número 12, sugerindo assim que, neste fim, esteja um novo começo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann – Dichterliebe (Amores de Poeta), Op. 48 &#124; Parte 1</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-dichterliebe-amores-de-poeta-op-48-parte-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 22:42:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Heinrich Heine (1797-1856) pode ser considerado o último poeta romântico alemão. Ao conhecer a obra do escritor, o compositor Robert Schumann se encantou, transformando-a em magníficos lieder românticos.  Em 1827, Heine publicou o Buch der Lieder (Livro de Canções), que deu origem à sua fama como poeta. A seção Lyrisches Intermezzo (Intermezzo Lírico) é a que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Heinrich Heine (1797-1856) pode ser considerado o último poeta romântico alemão. Ao conhecer a obra do escritor, o compositor Robert Schumann se encantou, transformando-a em magníficos </span><i><span style="font-weight: 400;">lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> românticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1827, Heine publicou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Buch der Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Livro de Canções), que deu origem à sua fama como poeta. A seção </span><i><span style="font-weight: 400;">Lyrisches Intermezzo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Intermezzo Lírico) é a que possui a maior intensidade de sentimento. Heine relata nesses poemas a história do amor infeliz por sua prima Amalie.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema lembrou a Schumann o período da separação de sua amada Clara, entre 1835-36, imposto pelo pai dela, e o grande sofrimento pelo qual passou. É do </span><i><span style="font-weight: 400;">Lyrisches Intermezzo</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ele extrai a maioria dos poemas que musicou treze anos depois, em 1840. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o ciclo </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichterliebe (Amores de poeta), Op. 48,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Schumann selecionou 16 poemas e os reordenou de modo a criar uma narrativa evocando um vasto espectro de emoções, do otimismo sonhador ao desespero e à melancolia:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; o nascimento do amor, no maravilhoso mês de maio: </span><i><span style="font-weight: 400;">Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 1 a 4;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; a separação de sua amada: </span><i><span style="font-weight: 400;">Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> 5 e 6;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; a traição – ela se casa com outro homem: </span><i><span style="font-weight: 400;">Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 7 a 12;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; o refúgio no mundo dos sonhos, única chance de reencontro e única via de acesso a um país encantado (Zauberland) e a um mundo de felicidade (Land der Wonne): </span><i><span style="font-weight: 400;">Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 13 a 15; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; o último </span><i><span style="font-weight: 400;">Lied</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o do enterro em um grande caixão, onde são colocadas as antigas canções malignas e os sonhos maus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouça as seis primeiras canções do ciclo na interpretação de Hermann Prey (tenor) e Leonard Hokanson (piano):</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Dichterliebe mit Hermann Prey Part 1/4" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Y6PebduybJ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leia a seguir breves comentários sobre as canções e trechos dos poemas:</span></p>
<p><b>Nº. 1 </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; </span><b>Im wunderschönen Monat Mai </b><span style="font-weight: 400;">(No maravilhoso mês de maio)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção se inicia e termina com um </span><i><span style="font-weight: 400;">discord </span></i><span style="font-weight: 400;">em tom menor. Schumann fala de um tempo que passou:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No maravilhoso mês de maio,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando todos os botões desabrocharam,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que em meu coração</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor começou a florescer.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 2 &#8211; Aus meinen Tränen sprießen </b><span style="font-weight: 400;">(Das minhas lágrimas brotam)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das minhas lágrimas brotam</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas flores desabrochando,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E meus suspiros se tornam</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um coro de rouxinóis.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 3</b> <b>&#8211; Die Rose, die Lilie, die Taube, die Sonne </b><span style="font-weight: 400;">(Rosa, lírio, pomba, sol)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Breve, fugidia, cantada a meia voz, apenas nos envolvemos em seu jogo melódico, e a canção desaparece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rosa, lírio, pomba, sol,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu os amei a todos um dia, na felicidade do amor.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 4 &#8211; Wenn ich in deine Augen seh&#8217; </b><span style="font-weight: 400;">(Quando olho nos seus olhos)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann ignora o veneno do último verso, em que Heine nos revela sua descrença no amor de Amalie.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando repouso a minha cabeça no teu peito,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma felicidade celestial me invade;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas quando dizes: Eu te amo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou obrigado a chorar lágrimas amargas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 5 &#8211; Ich will meine Seele tauchen </b><span style="font-weight: 400;">(Quero mergulhar minha alma)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, a felicidade do passado é vista através das lágrimas do presente. O poslúdio é todo lamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quero mergulhar minha alma</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cálice do lírio;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lírio ressoará</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma canção da minha amada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nº. 6 &#8211; Im Rhein, im heiligen Strome </b><span style="font-weight: 400;">(No Reno, o rio sagrado)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo é uma maravilhosa evocação do Reno e da catedral de Colônia nele refletida. Depois, a música entra na igreja – sonoridades de órgão e a dolorosa contemplação da pintura de Nossa Senhora. Volta então a imagem da catedral refletida no rio que desaparece ao longe, nas notas do poslúdio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Flores e querubins pairam</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao redor de Nossa Senhora Amada;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus olhos, seus lábios, suas faces</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São a imagem do meu amor.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann – Frühlingsnacht (Noite de primavera)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-fruhlingsnacht-noite-de-primavera/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 17:45:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Liederkreis, Op. 39, conhecido como Liederkreis von Eichendorff, é um ciclo de canções de Robert Schumann composto em 1840 a partir de poemas de Joseph von Eichendorff (1788-1857). A canção Frühlingsnacht (Noite de primavera) foi a mais popular das doze peças do ciclo e é uma das mais populares do século XIX.  Um paroxismo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Liederkreis, Op. 39,</span></i><span style="font-weight: 400;"> conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">Liederkreis von Eichendorff</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um ciclo de canções de Robert Schumann composto em 1840 a partir de poemas de Joseph von Eichendorff (1788-1857).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Frühlingsnacht </span></i><span style="font-weight: 400;">(Noite de primavera) foi a mais popular das doze peças do ciclo e é uma das mais populares do século XIX. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um paroxismo de emoção, a obra evoca a natureza e o êxtase romântico no amor, típicos de Eichendorff e muito caros a Schumann.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Sobre o jardim, atravessando o céu,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvi bandos de pássaros voando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um sinal de que a primavera está no ar,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As flores já começam a desabrochar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quero gritar de alegria, quero chorar,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas parece-me impossível!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as antigas maravilhas retornam,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brilhando ao luar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a lua e as estrelas dizem isso,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a floresta sonhadora sussurra,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E os rouxinóis cantam:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">‘Ela é sua, é sua!’”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Liederkreis, Op. 39: Frülingsnacht</span></i><span style="font-weight: 400;"> | Hermann Prey (barítono) e Leonard Hokanson (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann – Frühlingsnacht (Noite de primavera)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/avInxCbPkC8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-fruhlingsnacht-noite-de-primavera/">Schumann – Frühlingsnacht (Noite de primavera)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann – Ich wandelte unter den Bäumen </title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-ich-wandelte-unter-den-baumen/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 20:35:47 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=8668</guid>

					<description><![CDATA[<p>A canção Ich wandelte unter den Bäumen (Eu caminhava por entre as árvores) pertence ao Ciclo de Lieder Op. 24, de Schumann. A obra tem três momentos: no primeiro, o poeta caminha por entre as árvores carregando a lembrança dolorosa do amor perdido. Ele pergunta aos passarinhos: “quem lhes ensinou esta palavrinha (amor)?”  Vem aí [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Ich wandelte unter den Bäumen</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Eu caminhava por entre as árvores) pertence ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Ciclo de Lieder Op. 24,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra tem três momentos: no primeiro, o poeta caminha por entre as árvores carregando a lembrança dolorosa do amor perdido. Ele pergunta aos passarinhos: “quem lhes ensinou esta palavrinha (amor)?” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vem aí o segundo momento, que é mágico: os passarinhos respondem ao poeta com sublime doçura e simplicidade. A música tem um caráter de perplexidade ante a resposta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No poslúdio, o tema do amor infeliz é retomado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leia aqui o poema completo:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu caminhava por entre as árvores,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sozinho com a minha mágoa;</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Retornaram então os sonhos de outrora</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E insinuaram-se no meu coração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem lhes ensinou esta palavra,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ó avezinhas que voam pela brisa?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Calem-se! Se o meu coração a escutar</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Minha dor voltará uma vez mais!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Uma donzela caminhava,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E vinha cantando sem parar,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Então nós, avezinhas, apanhamos</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A linda palavra dourada.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não deviam contar-me isto,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ó avezinhas astutas;</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Vocês querem roubar o meu desgosto,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Porém eu não o confio a ninguém.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos ouvir a canção na interpretação de dois barítonos, Christian Gerhaher e Matthias Goerne.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Ich wandelte unter den Bäumen</span></i><span style="font-weight: 400;"> | Christian Gerhaher (barítono) e Gerold Huber (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Liederkreis nach Gedichten von Heinrich Heine, Op. 24: 3. Ich wandelte unter den Bäumen" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/9HrBhQriioE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Ich wandelte unter den Bäumen</span></i><span style="font-weight: 400;"> | Matthias Goerne (barítono) e Vladimir Ashkenazy (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann: Liederkreis, Op. 24 - 3. Ich wandelte unter den Bäumen" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/iVhr_mDTA4M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Schumann – Mondnacht (Noite de Lua), Op. 39</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-mondnacht-noite-de-lua-op-39/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 18:11:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mondnacht faz parte do ciclo de canções de Schumann sobre poemas de Joseph von Eichendorff. Considerado por todos os comentaristas como um dos maiores Lieder de todos os tempos, é uma canção de êxtase nupcial, simbolizado pela união entre o Céu e a Terra.  Sua magia encantatória só se revela plenamente quando ela é cantada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Mondnacht</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz parte do ciclo de canções de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> sobre poemas de Joseph von Eichendorff.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado por todos os comentaristas como um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">Lieder</span></i><span style="font-weight: 400;"> de todos os tempos, é uma canção de êxtase nupcial, simbolizado pela união entre o Céu e a Terra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua magia encantatória só se revela plenamente quando ela é cantada com uma espécie de impassividade, de imobilidade, sem nuances. Somente ao final da canção há uma mudança de clima, quando a magia cede a vez ao sentimento humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos ouvir três interpretações:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andrew Goodwin (tenor) e Daniel de Borah (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Robert Schumann&#039;s Mondnacht" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ag4l7aQwNtE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Julian Prégardien (tenor) e Michael Gees (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mondnacht" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/fbHWRpYF11Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Christoph Prégardien (tenor) e Michael Gees (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Robert Schumann: Mondnacht" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/GleQy7faDd8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Schumann – Bunte Blätter, Op. 99</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-bunte-blatter-op-99/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 18:08:02 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=8615</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bunte Blätter (Folhas Coloridas) é uma coleção de 14 peças para piano reunidas por Schumann e escritas por ele entre 1834 e 1849. Formada por composições não publicadas – por terem sido recusadas em coleções anteriores ou simplesmente porque Schumann não tinha a intenção de divulgá-las –, as peças tinham suas capas em diferentes cores, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bunte Blätter (Folhas Coloridas) é uma coleção de 14 peças para piano reunidas por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> e escritas por ele entre 1834 e 1849.</p>
<p>Formada por composições não publicadas – por terem sido recusadas em coleções anteriores ou simplesmente porque Schumann não tinha a intenção de divulgá-las –, as peças tinham suas capas em diferentes cores, daí o nome Folhas coloridas.</p>
<p>O musicólogo <a href="https://www.henle.de/Ernst-Herttrich/">Ernst Herttrich</a>, em seu prefácio para a edição da coleção, comenta que o critério para seleção das peças é desconhecido. Organizadas das mais fáceis às mais difíceis, a coleção está dividida em três seções:</p>
<p>I- Drei Stücklein (Três peças)<br />
1. Nicht schnell, mit Innigkeit (Não rápido, com sensibilidade)<br />
2. Sehr rasch (Muito rápido)<br />
3. Frisch (Fresco)</p>
<p>II- Fünf Albumblätter (Cinco folhas de álbum)<br />
1. Ziemlich langsam (Bem devagar)<br />
2. Schnell (Rápido)<br />
3. Ziemlich langsam, sehr gesangvoll (Bem devagar, muito cantábile)<br />
4. Sehr langsam (Muito devagar)<br />
5. Langsam (Devagar)</p>
<p>III-<br />
Novellette<br />
Präludium (Prelúdio)<br />
Marsch (Marcha)<br />
Abendmusik (Música noturna)<br />
Scherzo<br />
Geschwindmarsch (Marcha veloz)</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> – Bunte Blätter, Op. 99 | Grigory Sokolov (piano)<br />
<iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/7_mMB3VZUmM?si=_5QbmzoMj7vZXFfY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann – Danças da Liga de Davi</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-dancas-da-liga-de-davi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 19:43:53 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=8539</guid>

					<description><![CDATA[<p>As Danças da Liga de Davi (Davidsbündlertänze, Op. 6) é um conjunto de dezoito peças para piano composto por Robert Schumann em 1837. Seu tema é baseado em uma mazurca escrita por Clara Schumann, a quem a peça foi dedicada. Seu caráter íntimo faz desta a mais pessoal das obras de Schumann.  A “Liga de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As </span><i><span style="font-weight: 400;">Danças da Liga de Davi</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">D</span></i><i><span style="font-weight: 400;">avidsbündlertänze, Op.</span></i><span style="font-weight: 400;"> 6) é um conjunto de dezoito peças para piano composto por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Robert Schumann</a> em 1837. Seu tema é baseado em uma mazurca escrita por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/clara-schumann-200-anos/">Clara Schumann</a>, a quem a peça foi dedicada. Seu caráter íntimo faz desta a mais pessoal das obras de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A “Liga de Davi” é uma sociedade imaginária criada por Schumann, que reúne os compositores modernos em luta contra os filisteus, os compositores antiquados e medíocres. O título faz alusão a personagens da Bíblia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atribuídas a Florestan e Eusebius, </span><span style="font-weight: 400;">os alter egos fictícios de Schumann</span><span style="font-weight: 400;">, as peças seguem uma ordem que alterna a autoria entre os dois, representando a </span><span style="font-weight: 400;">personalidade musical dividida do compositor e seus traços contrastantes – Florestan</span><span style="font-weight: 400;">, impetuoso; Eusebius, lírico: </span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;"> Lebhaft (Vivaz) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Innig (Íntimo) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Mit Humor (Etwas hahnbüchen) (Com humor, um pouco arrogante) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Ungeduldig (Impaciente) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Einfach (Simplesmente) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Sehr rasch (und in sich hinein) (Muito rápido e internamente) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Nicht schnell (Mit äußerst starker Empfindung) (Não rápido, com muito sentimento) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Frisch (Fresco) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Lebhaft (Vivaz) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Balladenmäßig. Sehr rasch (Como uma balada. Muito rapidamente) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Einfach (Simplesmente) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Mit Humor (Com humor) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Wild und lustig (Selvagem e engraçado) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Zart und singend (Delicado e cantante) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Frisch (Fresco) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Mit gutem Humor (Com bom humor) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Wie aus der Ferne (Como à distância) </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Nicht schnell (Não rápido)</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pianista e escritor <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Rosen">Charles Rosen</a> faz a seguinte observação sobre a obra:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O significado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Davidsbündlertänze </span></i><span style="font-weight: 400;">não pode ser posto em palavras, naturalmente, mas chega mais perto de palavras do que qualquer obra musical que eu conheça. Com sua combinação de lembrança e nostalgia, humor e obstinação, parece aludir a algo escondido dentro da obra que cabe a nós adivinhar&#8230; e não encontrar. Seja como for, cabe ao reticente Eusebius a última palavra.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Davidsbündlertänze</span></i><span style="font-weight: 400;">, Op. 6 | András Schiff (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann Davidsbündlertänze Op.6 András Schiff" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/xXwMvwlZ2j8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouça também a interpretação histórica da obra pelo pianista Geza Anda (1966):</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="SCHUMANN Davidsbündlertänze 1966 recording" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/QbvOhzLlWac?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os caçadores &#124; Schumann – Jaglied </title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/os-cacadores-schumann-jaglied/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 17:22:12 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=7324</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jagdlied (Canção de Caça) é a oitava peça do ciclo Cenas da Floresta, Op. 82, de Robert Schumann.  Vamos ouvi-la com Sviatoslav Richter ao piano, em gravação histórica de 1956.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Jagdlied</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Canção de Caça) é a oitava peça do ciclo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cenas da Floresta</span></i><span style="font-weight: 400;">, Op. 82, de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Robert Schumann</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos ouvi-la com <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sviatoslav_Richter">Sviatoslav Richter</a> ao piano, em gravação histórica de 1956.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Sviatoslav Richter plays Schumann Waldszenen Op. 82 - 8. Jagdlied" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/-VAkvzhRfMg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/os-cacadores-schumann-jaglied/">Os caçadores | Schumann – Jaglied </a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Barcarolas Venezianas &#124; Schumann: Venetianisches Lied nº1 </title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/barcarolas-venezianas-schumann-venetianisches-lied-no1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2022 16:28:50 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=7288</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estamos agora de volta ao tema das barcarolas venezianas, que já apresentamos no site: (https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mendelssohn-cancoes-sem-palavras-op-30-no-6-barcarola/).  Na Venetianisches Lied nº1 (Canção veneziana), Schumann musica um texto de Thomas More sobre uma jornada que envolve, além da gôndola, uma escalada ao balcão da namorada. “Leis’, leis’, sacht, sacht” – de mansinho, devagar, de leve –, diz o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Estamos agora de volta ao tema das barcarolas venezianas, que já apresentamos no site: (</span><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mendelssohn-cancoes-sem-palavras-op-30-no-6-barcarola/"><span style="font-weight: 400;">https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mendelssohn-cancoes-sem-palavras-op-30-no-6-barcarola/</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Venetianisches Lied nº1 </span></i><span style="font-weight: 400;">(Canção veneziana),</span> <span style="font-weight: 400;">Schumann musica um texto de Thomas More sobre uma jornada que envolve, além da gôndola, uma escalada ao balcão da namorada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Leis’, leis’, sacht, sacht” – de mansinho, devagar, de leve –, diz o namorado ao gondoleiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Venetianisches Lied</span></i><span style="font-weight: 400;"> | </span><span style="font-weight: 400;">Äneas Humm (barítono) e Chris Reynolds (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Äneas Humm, baritone performs “Zwei Venetianische Lieder” from Schumann’s Myrthen" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/KHqwpEKF0dU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h1></h1>
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		<title>Schumann – Toccata, Op. 7</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-toccata-op-7/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 21:07:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Toccata, Op.7, foi publicada em 1834. Seu título original era Etude fantastique en double-sons (Estudo fantástico em notas duplas). Schumann se referia à Tocatta como “a peça mais difícil jamais escrita” – e até hoje é “uma das peças mais ferozmente difíceis do repertório do piano” [nível de dificuldade 9, o mais difícil, na Escala [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Toccata, Op.7</em>, foi publicada em 1834. Seu título original era <em>Etude fantastique en double-sons</em> (Estudo fantástico em notas duplas).</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> se referia à Tocatta como “a peça mais difícil jamais escrita” – e até hoje é “uma das peças mais ferozmente difíceis do repertório do piano” [nível de dificuldade 9, o mais difícil, na Escala Henle (*)].</p>
<p>A <em>Tocatta </em>tornou-se uma peça importante do repertório de Clara Schumann e impressionou Mendelssohn quando este visitou sua família em 1834.</p>
<p>Uma comparação de pianistas (Henle) destaca a interpretação de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Gy%C3%B6rgy_Cziffra">György Cziffra</a>, músico húngaro naturalizado francês.</p>
<p><strong> </strong>Schumann – <em>Toccata em Dó Maior, Op. 7</em> | György Cziffra (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cziffra plays Schumann Toccata Op.7" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/NncHj0BKCps?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>(*) Nota: Em 2010, a editora de partituras G. Henle Verlag encomendou ao músico Rolf Koenen uma escala de avaliação de peças clássicas que vai de um a nove, de acordo com a dificuldade de sua execução.</p>
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		<title>Schumann – Papillons, Op. 2</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-papillons-op-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 21:04:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Schumann tinha apenas 20 anos quando compôs Papillons (Borboletas), um ciclo de doze danças interconectadas. Duas influências pairam sobre a obra. A primeira é a música para piano de Schubert, em particular suas peças de dança e variações, que intrigavam Schumann por sua “conexão de ideias psicologicamente inusitada”. A segunda é uma obra do romancista [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> tinha apenas 20 anos quando compôs <em>Papillons </em>(Borboletas), um ciclo de doze danças interconectadas.</p>
<p>Duas influências pairam sobre a obra. A primeira é a música para piano de Schubert, em particular suas peças de dança e variações, que intrigavam Schumann por sua “conexão de ideias psicologicamente inusitada”. A segunda é uma obra do romancista alemão Jean Paul Richter, cujos escritos fantasiosos e humorísticos fascinavam o jovem Schumann.</p>
<p>É de fato a cena final – um baile de máscaras – de seu romance <em>Flegeljahre </em>(Adolescência travessa) que serve de cenário para <em>Papillons. </em>Dois irmãos apaixonados pela mesma mulher disputam o coração dela, no ambiente alegre de um baile.</p>
<p>Suas breves peças, a maioria valsas, são, apesar de sua brevidade, incrivelmente contrastantes. Este é o reflexo das personalidades dos dois irmãos rivais no romance de Jean Paul – um sonhador e introspectivo; o outro apaixonado e impetuoso –, um paralelo da personalidade musical dividida de Schumann, seus alter egos Eusebius e Florestan.</p>
<p>Na peça final de <em>Papillons, </em>Schumann cita a <em>Grossvatertanz </em>(Dança do Avô), tradicionalmente usada no fim de um baile, e a combina com a valsa, que é primeira peça de <em>Papillons, </em>como que para ilustrar em música a visão que tinha de que o término do romance de Jean Paul parece ser um novo começo.</p>
<p>Ouviremos a peça na interpretação de dois pianistas, Alfred Cortot e Wilhelm Kempff:</p>
<p>Schumann – <em>Papillons, Op. 2</em> | <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_Cortot">Alfred Cortot</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Papillons, Op. 2" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/o09NA_ZGXfI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Schumann – <em>Papillons, Op. 2</em> | Wilhelm Kempff (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann – Papillons, Op. 2 | Wilhelm Kempff (piano)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/KLaD-DfLsAI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Schumann – Kreisleriana, Op.16</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-kreisleriana-op-16/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 20:57:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nas palavras do pianista Daniil Trifonov: “A Kreisleriana – Fantasias para o Pianoforte, tem oito movimentos contrastantes, tocados sem interrupção, com exceção do último. Foi escrita em apenas quatro dias, em abril de 1838; uma versão revisada foi publicada em 1850. Pouco depois de publicá-la, em 1839, Schumann disse que esta era sua obra favorita. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas palavras do pianista Daniil Trifonov:</p>
<p>“A <em>Kreisleriana – Fantasias para o Pianoforte, </em>tem oito movimentos contrastantes, tocados sem interrupção, com exceção do último. Foi escrita em apenas quatro dias, em abril de 1838; uma versão revisada foi publicada em 1850. Pouco depois de publicá-la, em 1839, Schumann disse que esta era sua obra favorita. O título da obra foi inspirado pelo personagem Johannes Kreisler, das obras de E. T. A. Hoffmann. Kreisler era um violinista excêntrico, maníaco depressivo, relembrando assim os alter egos de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> – Florestan e Eusebius –, que indicavam os traços contrastantes de sua personalidade: Florestan, impulsivo; Eusebius, sonhador.”</p>
<p>Os movimentos da <em>Kreisleriana</em> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> são:</p>
<ol>
<li><em>Äußerst bewegt</em>(extremamente animado);</li>
<li><em> Sehr innig und nicht zu rasch</em>(muito íntimo e não muito depressa). Este movimento é em forma de rondó &#8211; A-B-A-C-A, com um tema principal lírico e dois intermezzos contrastantes;</li>
<li><em>Sehr aufgeregt</em>(muito agitado);</li>
<li><em>Sehr langsam </em>(muito lento);</li>
<li><em>Sehr lebhaft</em> (muito vivo);</li>
<li><em>Sehr langsam </em>(muito lento)</li>
<li><em>Sehr rasch </em>(muito rápido)</li>
<li><em>Schnell und spielend</em>(rápido e jocoso)</li>
</ol>
<p>Schumann – <em>Kreisleriana</em>, Op.16 | <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Daniil_Trifonov">Daniil Trifonov</a> (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Daniil Trifonov plays Schumann Kreisleriana, Op.16" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/MzF4QJajdjY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>Schumann – Estudos em Forma de Cânon, Op. 56</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-estudos-em-forma-de-canon-op-56-nos-1-2-e-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 20:54:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A obra de Bach tinha sido esquecida depois da morte do compositor em 1750, data que marcou o fim do período barroco. Somente em 1829, Mendelssohn reviveu, em Berlim, a Paixão Segundo S. Mateus, de 1727. Bach voltou a ser apreciado a partir de então. Schumann era um grande admirador de Bach. “O Cravo Bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A obra de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/johann-sebastian-bach-2">Bach</a> tinha sido esquecida depois da morte do compositor em 1750, data que marcou o fim do período barroco. Somente em 1829, Mendelssohn reviveu, em Berlim, a <em>Paixão Segundo S. Mateus</em>, de 1727. Bach voltou a ser apreciado a partir de então.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> era um grande admirador de Bach. “O <em>Cravo Bem Temperado</em>”, dizia ele, “é o pão nosso de cada dia”. Em 1845, ele fez um “curso intensivo” de contraponto com sua mulher Clara, uma grande pianista – mais que isto, uma grande musicista.</p>
<p>Em uma tentativa de dominar o estilo polifônico, Schumann compôs algumas peças à maneira de Bach. As primeiras destas composições são os <em>Seis Estudos em Forma de Cânon</em>, Op. 56, escritos para o piano com pedaleira, hoje extinto. Schumann achava que esse instrumento tornar-se-ia popular, o que nunca aconteceu.</p>
<p>Os <em>Estudos, Op. 56</em>, são muito pouco conhecidos em sua versão original, mas Debussy teve a grande ideia de transcrevê-los para dois pianos.</p>
<p>O primeiro, <em>Não muito depressa,</em> um cânon a oitava, lembra o primeiro prelúdio de <em>O Cravo Bem Temperado,</em> de Bach.</p>
<p>O segundo, <em>Com ternura, </em>em Lá menor, torna-se muito animado no meio da peça e termina em Lá maior.</p>
<p>Já o terceiro, <em>Andantino, </em>uma bela inspiração de Schumann, é um cânon a quinta, o que cria relações complexas e uma textura etérea.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos ouvir a seguir várias versões da obra, incluindo a original para piano com pedaleira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Estudos em Forma de Cânon, Op. 56: nº. 1 e 4 </span></i><span style="font-weight: 400;">| Roberto Prosseda toca um Piano com pedaleira Doppio Borgato </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann: Kanonische Etude für den Pedalflügel op. 56 n. 1" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/oD8BNzdzbuU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann: Kanonische Etude für den Pedalflügel op. 56 n. 4" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/fI895TjrugA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Estudos em Forma de Cânon, Op. 56: nº. 5 </span></i><span style="font-weight: 400;">[arranjo para piano a quatro mãos de Bizet] | Nicolas Callot e Lucas Blondeel (piano com pedaleira)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Robert Schumann: op 56, no. 5 Nicht zu schnell (Conrad Graf, 1826)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pKs4S0ZG0_I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Estudos em Forma de Cânon, Op. 56: nºs. 1, 2 e 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">[arranjo para quarteto de piano e cordas] | Schubert Ensemble</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann: Three movements from Canonic Studies Op.56 for pedal piano arranged for Piano Quartet" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/fan5FuMDiJc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Schumann – </span><i><span style="font-weight: 400;">Estudos em Forma de Cânon, Op. 56: nºs. 1 a 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> [transcrição para dois pianos de Debussy] | Martha Argerich e Lilya Zilberstein (pianos)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann/Debussy - 6 Canonic Studies, op  56 (Argerich/Zilberstein) - Toulouse 2019" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Qrd_AUMBdn0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann – Arabesque, Op. 18</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-arabesque-op-18/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 20:43:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1838, Schumann mudou-se de Leipzig para Viena. Ele pretendia relocar sua revista de música, Neue Zeitschrift für Musik, e tentar publicar novas obras, mas não foi bem-sucedido: incapaz de enfrentar a censura e a burocracia intransigentes, voltou para Leipzig no ano seguinte. Mas não veio de mãos abanando: Schumann tinha composto várias obras para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1838, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> mudou-se de Leipzig para Viena. Ele pretendia relocar sua revista de música, <em>Neue Zeitschrift für Musik</em>, e tentar publicar novas obras, mas não foi bem-sucedido: incapaz de enfrentar a censura e a burocracia intransigentes, voltou para Leipzig no ano seguinte.</p>
<p>Mas não veio de mãos abanando: Schumann tinha composto várias obras para piano, entre as quais o <em>Arabesque, Op. 18</em>, e o <em>Humoresque</em>,<em> Op. 20</em>.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> não deu, a princípio, grande importância ao <em>Arabesque</em>, uma peça escrita para ganhar dinheiro e não para satisfação artística. A composição provou-se, no entanto, um marco em sua obra, introduzindo uma sutileza e uma graça em sua linguagem e resistindo ao estilo de salão, em voga na época.</p>
<p>O <em>Arabesque </em>tem o formato de um rondó em três partes, A, B e C, na sequência A-B-A-C-A<em>. </em>A seção A é gentil e lírica. Os episódios B e C são mais intensos. Segue-se um belo e inesperado <em>postlúdio.</em></p>
<p>Schumann – <em>Arabesque</em>, Op. 18 |Emil Gilels (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Emil Gilels - Schumann - Arabesque in C major, Op 18" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/ploH3wZB_AQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-arabesque-op-18/">Schumann – Arabesque, Op. 18</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Spannisches Liederspiel: In der Nacht, Op. 74 nº 4 (Canções Espanholas: Todos Duermen Corazon)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-spannisches-liederspiel-in-der-nacht-op-74-no-4-cancoes-espanholas-todos-duermen-corazon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 01:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>In der Nacht “Todos foram repousar, coração. Todos dormem, todos menos tu, Porque a mágoa sem esperança Afugenta de tua cama o sono E teus pensamentos vagueiam, Em silenciosa dor, para teu amor”. Os poemas do ciclo Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas), de Schumann, são espanhóis, traduzidos por Emanuel Geibel. A canção In der Nacht data do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>In der Nacht</em></strong></p>
<p>“Todos foram repousar, coração.</p>
<p>Todos dormem, todos menos tu,</p>
<p>Porque a mágoa sem esperança</p>
<p>Afugenta de tua cama o sono</p>
<p>E teus pensamentos vagueiam,</p>
<p>Em silenciosa dor, para teu amor”.</p>
<p>Os poemas do ciclo <em>Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas), </em>de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a><em>,</em> são espanhóis, traduzidos por Emanuel Geibel. A canção <em>In der Nacht </em>data do ano de 1849.</p>
<p>Aqui cabe uma nota: o <em>annus mirabilis </em>(“ano miraculoso”, em tradução livre) da canção de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> foi 1840. Os <em>lieder </em>de 1849 são considerados inferiores, produtos já da decadência do compositor, pois seu estado mental já se ia deteriorando; todavia, há ainda lampejos de lucidez e inspiração.</p>
<p><em>In der Nacht, </em>um dueto para soprano e tenor, é certamente um dos mais fulgurantes. Os críticos são unânimes: “Uma das mais lindamente elaboradas e encantadoras peças da Era Romântica”, afirma um deles. A intensidade do sentimento é comovente – a entrada “tardia” do tenor marca aqui o clímax da emoção.</p>
<p>Mas há uma outra dimensão que convive com a romântica. Graham Johnson e outros críticos veem nesta maravilhosa canção uma influência da música barroca: “Schumann entendia o sentido de drama que está no coração da música barroca. O cromatismo da música mostra aqui a influência de Bach. As linhas vocais ascendentes da canção lembram os arcos e contrafortes de uma catedral”.</p>
<p>Schumann teria então procurado, diz Johnson, recriar o clima imponente e sombrio da arte espanhola, como se vê na pintura <a href="https://www.metmuseum.org/pt/art/collection/search/436575"><em>Vista de Toledo</em>, de El Greco.</a></p>
<p>Schumann &#8211; Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas): In der Nacht, Op. 74 nº 4 | Marlis Petersen (soprano), Werner Güra (tenor), Christoph Berner (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/36k7GjA1a108qM5Ivv3eRE" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Myrthen (Mirtos)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-myrthen-mirtos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2021 02:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já falamos sobre o ciclo de canções Myrthen (Mirtos), de Robert Schumann, no post sobre os 200 anos de Clara Schumann, no qual citamos a canção Widmung (Dedicatória). Vamos falar agora sobre suas canções de amor, algumas das mais belas e inspiradas de Schumann. São peças simples e extremamente românticas. As interpretações são de Dorothea [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já falamos sobre o ciclo de canções <em>Myrthen (Mirtos)</em>, de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Robert Schumann</a>, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/clara-schumann-200-anos/">no post sobre os 200 anos de Clara Schumann</a>, no qual citamos a canção <em>Widmung </em>(Dedicatória).</p>
<p>Vamos falar agora sobre suas canções de amor, algumas das mais belas e inspiradas de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>. São peças simples e extremamente românticas. As interpretações são de Dorothea Röschmann (soprano), Ian Bostridge (tenor), Graham Johnson (piano).</p>
<p><strong><em>Der Nussbaum </em></strong><strong>(A Nogueira) </strong></p>
<p>Uma nogueira em flor. A jovem a contempla. O vento suave acaricia as flores e as faz roçar umas com as outras. Elas sussurram uma canção de noivado a acontecer no ano que vem. A jovem adormece sorrindo e sonha.</p>
<p><em>Der Nussbaum</em>, simples e bela, tornou-se uma canção folclórica.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Der Nussbaum&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/aH1LokIxk7k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><em>Die Lotosblume </em></strong><strong>(A Flor de Lotus)</strong></p>
<p>A flor de lotus teme o esplendor do Sol. Cabisbaixa, espera a noite. A Lua (substantivo masculino em alemão) é seu amante. Ela se abre e brilha e, silenciosa, olha para o céu, tremendo de amor e da dor desse sentimento.</p>
<p>O poema de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Heine">Heine</a> gera uma canção de êxtase, exótica como a flor que dá nome à canção.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Die Lotosblume&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Bjor-gYjwN0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><em>Du bist wie eine Blume </em></strong><strong>(Tu és como uma Flor)</strong></p>
<p>Tu és como uma flor, doce, pura e bela. Eu a olho e a tristeza toma meu coração. Sinto como se devesse por minhas mãos sobre tua fonte e pedir a Deus que te conserve tão pura, bela e doce.</p>
<p>A beleza do poema de Heine resiste mesmo a uma tradução pobre e abreviada como essa. Diz Eric Sams, talvez o melhor de seus críticos:</p>
<p>“O poema foi posto em música muitas vezes, mas a versão de Schumann é certamente suprema. Seu gênio se equipara ao de Heine, em sua intimidade e fervor. Sua força se concentra toda em seu amor por (sua noiva) Clara Wieck, tornando sua música tão sensual e cerimonial que a imposição das mãos se torna um gesto ritual de consagração”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Du bist wie eine Blume&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/7w-YWJKfFYE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Schumann &#8211; Álbum de Canções para os Jovens, Op. 79 – Pasárgada</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-album-de-cancoes-para-os-jovens-op-79-pasargada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 02:00:33 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=4801</guid>

					<description><![CDATA[<p>Finalizamos a série do Álbum de Canções para os Jovens de Schumann com: Pasárgada Venha, vamos logo Para Pasárgada! Lá a vida é alegre, A tristeza é desconhecida. Há rios de leite e mel, Das rochas jorra vinho. As árvores estão carregadas De bolos e tortas. Ninguém precisa trabalhar. Oh, quem não gostaria de estar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Finalizamos a série do <em>Álbum de Canções para os Jovens</em> de Schumann com:</p>
<p><strong>Pasárgada</strong></p>
<p>Venha, vamos logo<br />
Para Pasárgada!<br />
Lá a vida é alegre,<br />
A tristeza é desconhecida.<br />
Há rios de leite e mel,<br />
Das rochas jorra vinho.<br />
As árvores estão carregadas<br />
De bolos e tortas.<br />
Ninguém precisa trabalhar.<br />
Oh, quem não gostaria de estar lá!<br />
É, deve ser uma vida ótima,<br />
Uma terra maravilhosa.<br />
Muitos foram para lá,<br />
Mas ninguém conseguiu entrar.<br />
É, &#8230; a menos que você tenha asas,<br />
Não vai chegar nem ao portão,<br />
Porque, bem na frente dele,<br />
Há uma montanha de geleia de ameixa.</p>
<p>Schumann &#8211; <em>Liederalbum für die Jugend, </em>Op. 79,  nº 5<em>:</em> <em>Vom Schlaraffenland </em>| Anne Sofie von Otter (mezzo soprano) e Bengt Forsberg (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Lieder-Album für die Jugend, Op.79: 5. &quot;Vom Schlaraffenland&quot;" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/track/1lJlDLEHjN75uajxFwc5FV"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Schumann &#8211; Álbum de Canções para os Jovens, Op. 79 &#8211; Sininhos de Neve</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-album-de-cancoes-para-os-jovens-op-79-sininhos-de-neve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 12:03:18 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=4761</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Vamos ouvir mais uma canção da série Liederalbum für die Jugend (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79, de Schumann:   Schneeglöckchen (Sininhos de Neve) A neve que ainda ontem Caía do céu em flocos, Hoje pende de hastes frágeis, Como pequenos sinos. Tocam os sininhos de neve, No silêncio dos bosques, Anunciando a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos ouvir mais uma canção da série <em>Liederalbum für die Jugend</em> (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79, de Schumann:</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em>Schneeglöckchen </em></strong><strong>(Sininhos de Neve)</strong></p>
<p>A neve que ainda ontem</p>
<p>Caía do céu em flocos,</p>
<p>Hoje pende de hastes frágeis,</p>
<p>Como pequenos sinos.</p>
<p>Tocam os sininhos de neve,</p>
<p>No silêncio dos bosques,</p>
<p>Anunciando a primavera.</p>
<p>Oh, venham folhas, botões, flores,</p>
<p>Que ainda estão sonhando,</p>
<p>Venham todos ao santuário da primavera,</p>
<p>Venham sem tardar!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Schumann &#8211; <em>Liederalbum für die Jugend</em>, Op. 79: <em>Schneeglöckchen </em>| Anne Sofie von Otter (mezzo soprano) e Bengt Forsberg (piano)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Lieder-Album für die Jugend, Op.79: 26. Schneeglöckchen" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/track/3ABhUb5d678DU9tA5gaMvt"></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Álbum de Canções para os Jovens, Op. 79 &#8211; A Joaninha</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-album-de-cancoes-para-os-jovens-op-79-a-joaninha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2020 11:42:59 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=4737</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como compositor, Schumann procurou dar uma contribuição à educação vocal e instrumental das crianças, escrevendo inicialmente seu Album für die Jugend (Álbum para os Jovens), Op. 68, para o piano, em 1848. Um pouco mais tarde, escreveu o Liederalbum für die Jugend (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79. Schumann escolheu “poemas adequados para crianças [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como compositor, Schumann procurou dar uma contribuição à educação vocal e instrumental das crianças, escrevendo inicialmente seu <em>Album für die Jugend</em> (Álbum para os Jovens), Op. 68, para o piano, em 1848<em>. </em></p>
<p>Um pouco mais tarde, escreveu o<em> Liederalbum für die Jugend</em> (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79. Schumann escolheu “poemas adequados para crianças e, claro, somente dos melhores poetas”.</p>
<p>Vamos mostrar algumas dessas canções em uma pequena série, começando com:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marienwürmchen</strong> (A Joaninha):<strong> </strong></p>
<p>Joaninha, vem pousar na minha mão.</p>
<p>Não vou te maltratar.</p>
<p>Nada vai te acontecer,</p>
<p>Só quero ver tuas belas asas</p>
<p>Que me dão tanta alegria!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Schumann &#8211; <em>Liederalbum für die Jugend</em>, Op. 79: <em>Marienwürmchen</em> | Thomas Hampson (barítono) e Geoffrey Parsons (piano)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Schumann : Lieder-Album für die Jugend Op.79 : XIII Marienwürmchen" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/track/3iXyrbveBzSYgZbhXlLaOV"></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Fantasiestücke, Op. 73</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-fantasiestucke-op-73/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 12:50:21 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=4318</guid>

					<description><![CDATA[<p>As Fantasiestücke, Op. 73, têm uma história interessante. Inicialmente chamadas de Soiréestücke (Peças de Soirée), Schumann alterou depois seu título para Fantasiestücke (Peças de Fantasia). Ele, aliás, foi o primeiro compositor a dar esse título a uma obra, adotado de um de seus autores preferidos, E.T.A. Hoffmann, e escrevendo ainda três outras peças com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <em>Fantasiestücke</em>, Op. 73, têm uma história interessante. Inicialmente chamadas de <em>Soiréestücke</em> (Peças de Soirée), Schumann alterou depois seu título para <em>Fantasiestücke </em>(Peças de Fantasia).</p>
<p>Ele, aliás, foi o primeiro compositor a dar esse título a uma obra, adotado de um de seus autores preferidos, E.T.A. Hoffmann, e escrevendo ainda três outras peças com o mesmo título, duas para piano solo e uma para piano trio.</p>
<p>Schumann compôs as <em>Fantasiestücke</em> em apenas dois dias, em um surto de inspiração, uma <em>revêrie</em> traduzida em música. Aliás, a palavra <em>fantasia</em> sugere aqui, além de <em>revêries </em>(sonhos), mudanças súbitas de humor, traços típicos da personalidade do compositor.</p>
<p>Originalmente escritas para clarineta e piano, Schumann indicou, no entanto, que a parte da clarineta poderia ser executada também por uma viola ou um violoncelo.</p>
<p>Seus três movimentos são:</p>
<p><em>I. Zart und mit Ausdruck</em> (Terno e expressivo): o começo é sonhador, um pouco melancólico, mas termina com firmeza e esperança.</p>
<p><em>II. Lebhaft, leicht</em> (Vivo, leve): como o título indica, a peça é jocosa, alto astral, enérgica.</p>
<p>III. <em>Rasch und mit Feuer</em> (Rápido e fogoso): em tom maior, o final é exuberante e triunfal. Seu ritmo se eleva subitamente a um frenesi de paixão, de uma energia fogosa, alucinada. Schumann anota na partitura: <em>schneller und schneller </em>(mais rápido e mais rápido)<em>.</em></p>
<p><strong>Aqui, a obra é interpretada pelo violoncelista Gautier Capuçon e a pianista Martha Argerich:</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann  Fantasiestücke Op 73 Capucon  Argerich" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/p9epR3nnM_E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>E, aqui, ouvimos a versão para clarineta, com Wenzel Fuchs, primeiro clarinetista da Filarmônica de Berlim, e o pianista Narihito Mukeda</strong> <strong>(o vídeo inclui ainda o primeiro movimento da <em>Sonata Op. 120</em> de Brahms):</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann:Fantasiestucke Op.73, Brahms:Clarinet sonata No.1 f-moll Part,1. Narihito Mukeda(Pf)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/UhysVqKmekQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-fantasiestucke-op-73/">Schumann &#8211; Fantasiestücke, Op. 73</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Carnaval, Op. 9</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-carnaval-opus-9/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Schumann compôs O Carnaval, Op. 9, entre 1834-5. Criativo e virtuosístico, foi descrito pelo compositor como Pequenas Cenas sobre Quatro Notas (Scènes Mignonnes Sur Quatre Notes). As quatro notas são ASCH, que na nomenclatura alemã significam: A (lá), S (Es: mi bemol), C (dó), H (si). Todas as peças da composição, exceto o &#8220;Preâmbulo&#8221;, são baseadas no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> compôs O <em>Carnaval</em>, Op. 9, entre 1834-5. Criativo e virtuosístico, foi descrito pelo compositor como <em>Pequenas Cenas sobre Quatro Notas</em> (<em>Scènes Mignonnes Sur Quatre Notes</em>).</p>
<p>As quatro notas são ASCH, que na nomenclatura alemã significam: A (lá), S (Es: mi bemol), C (dó), H (si). Todas as peças da composição, exceto o &#8220;Preâmbulo&#8221;, são baseadas no motivo de quatro notas ASCH.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Asch">Asch</a> é também o nome da cidade natal da noiva de Schumann na época, Ernestine von Fricken, aluna de seu professor (e futuro sogro). Reordenadas, as letras formam SCHA, que fazem parte do nome de SCHumAnn.</p>
<p>O <em>Carnaval</em> é aqui apresentado como um baile de máscaras, com personagens reais e fictícios. Os reais são: Ernestine (Estrella), Clara Wieck, sua futura esposa (Chiarina), Chopin, Paganini e o próprio Schumann (representado por seus alter egos Eusebius e Florestan). E os fictícios são figuras da Commedia dell’Arte: Pierrot, Arlequin, Pantalon e Columbine.</p>
<p>Dois anos após escrever a obra, Schumann disse a seu amigo, o pianista Moscheles, que estava mais interessado nos estados de alma despertados pela música do que nas suas associações com os diversos personagens.</p>
<h5>Estrutura da obra:</h5>
<p>A composição é formada por 21 peças:</p>
<ol>
<li><strong><em>Préambule </em></strong>(Preâmbulo; <em>Quasi maestoso</em>): a fanfarra inicial se dilui no burburinho da baile;</li>
<li><strong><em>Pierrot </em></strong><em>(Moderato</em>): um palhaço triste e ingênuo da Commedia dell&#8217;Arte;</li>
<li><strong><em>Arlequin </em></strong>(<em>Vivo</em>): palhaço e acrobata, é ágil e inescrupuloso (também da Commedia);</li>
<li><strong><em>Valse noble </em></strong>(Valsa Nobre; <em>Un poco maestoso</em>): nenhum Carnaval (baile de máscaras) está completo sem uma valsa nobre;</li>
<li><strong><em>Eusebius </em></strong>(<em>Adagio</em>): nome que Schumann dava ao lado solitário e sonhador de sua personalidade;</li>
<li><strong><em>Florestan </em></strong>(<em>Passionato</em>): contrapartida de Eusebius, Florestan é extrovertido, afirmativo e  sociável;</li>
<li><strong><em>Coquette </em></strong><em>(Vivo): </em>palavra que se usa em também em português, é uma pessoa que chama atenção sobre si, sedutora;</li>
<li><strong><em>Réplique </em></strong>(Réplica; <em>L&#8217;istesso tempo</em>): um jovem consegue tirar a coquete da multidão e tenta seduzi-la;</li>
<li><strong><em>Papillons </em></strong>(Borboletas; <em>Prestissimo</em>): rápida como o bater das asas da borboleta;</li>
<li><strong><em>A.S.C.H. – S.C.H.A: Lettres Dansantes </em></strong>(<em>Presto</em>): letras dançantes;</li>
<li><strong><em>Chiarina </em></strong>(Clarinha; <em>Passionato</em>): virtuose do piano e futura esposa de Schumann;</li>
<li><strong><em>Chopin </em></strong>(<em>Agitato</em>): Schumann era grande admirador de Chopin; essa breve peça captura a graça e a beleza de seu estilo;</li>
<li><strong><em>Estrella </em></strong>(<em>Con affetto</em>): caracterização da sua noiva, na época, Ernestine von Fricken;</li>
<li><strong><em>Reconnaissance </em></strong>(Reconhecimento; <em>Animato</em>): encontro &#8211; um casal dança e depois conversa fora do salão;</li>
<li><strong><em>Pantalon et Colombine </em></strong>(Pantalon e Colombina; <em>Presto</em>): personagens da Commedia – Colombina, serva de uma dama, é apaixonada por Arlequim e amada em segredo por Pantalon;</li>
<li><strong><em>Valse allemande </em></strong>(Valsa alemã; <em>Molto vivace</em>): na verdade, temos aqui uma valsa vienense suave, intercalada com uma valsa alemã mais dura;</li>
<li><strong><em>Paganini</em></strong> (<em>Presto</em>): retrata o <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/paganini-variacoes-sobre-o-seu-capricho-no-24-de-liszt-a-lutoslawski/">famoso virtuose do violino</a> – a música é rápida e brilhante;</li>
<li><strong><em>Aveu </em></strong>(<em>Passionato</em>): de acordo com Schumann, uma confissão de amor;</li>
<li><strong><em>Promenade </em></strong>(<em>Con moto</em>): um passeio em volta do salão, no qual se ouve fragmentos de música; no final vem uma enérgica valsa vienense que se esvai na distância;</li>
<li><strong><em>Pause </em></strong>(<em>Vivo</em>): pausa, seguida pela vibrande marcha:</li>
<li><strong><em>Marche des &#8220;Davidsbündler&#8221; contre les Philistins </em></strong>(<em>Non allegro</em>): um grupo imaginário de defensores da boa música contra os Filisteus, reacionários e medíocres.</li>
</ol>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Quinteto para Piano e Cordas em Mi Bemol Maior, Opus 44</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-quinteto-para-piano-e-cordas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">http://carlossiffert2019.homolog.tmp.br/obras/schumann-quinteto-para-piano-e-cordas/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Schumann compunha suas obras em blocos por gêneros: Até 1839, quase que exclusivamente, compôs obras para piano; 1840 – ano da canção –, mais de 140 compostas em um período de nove meses; 1841 – música orquestral – três sinfonias e o Concerto para Piano; 1842 – música de câmara – três quartetos de cordas, um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Schumann compunha suas obras em blocos por gêneros:</p>
<ul>
<li>Até 1839, quase que exclusivamente, compôs obras para piano;</li>
<li>1840 – ano da canção –, mais de 140 compostas em um período de nove meses;</li>
<li>1841 – música orquestral – três sinfonias e o <em>Concerto para Piano;</em></li>
<li>1842 – música de câmara – três quartetos de cordas, um quarteto e um quinteto para piano e cordas.</li>
</ul>
<p>O <em>Quinteto para Piano e Cordas em Mi Bemol Maior</em>, Op. 44, é talvez sua melhor obra e uma das melhores no gênero. Representa também uma inovação: os poucos quintetos para piano e cordas, até então, eram escritos para piano, violino, viola, violoncelo e contrabaixo.</p>
<p>Schumann coloca um segundo violino no lugar do contrabaixo. Ao seu <em>Quinteto</em> se seguiram obras importantes nesse formato, como as de Brahms, Dvorák, Fauré e Shostakovich, entre outros compositores.</p>
<p>A obra foi influenciada pelo <em>Trio nº 2</em>, Op. 100, de Schubert, especialmente em seu segundo movimento, que também tem a forma de uma marcha fúnebre.</p>
<p>O primeiro movimento, <em>Allegro brillante,</em> é ousado e cheio de energia, mas também rico em melodias, como a do segundo tema apresentado no violoncelo.</p>
<p>O <em>Scherzo</em>:<em> Molto Vivace </em>retoma o caráter enérgico do primeiro movimento. Tem dois trios: o primeiro, um lírico cânon<em>, </em>e o segundo, mais afirmativo.</p>
<p>O final, <em>Allegro ma non Troppo,</em> tem uma construção muito elaborada. A dupla fuga que o encerra é magistral: combina seu tema principal com o tema de abertura do primeiro movimento, em uma digna conclusão para essa obra-prima.</p>
<p style="font-weight: 400;">Schumann &#8211; <em>Quinteto para Piano e Cordas em Mi Bemol Maior</em>, Op. 44 | Martha Argerich (piano) e membros da Israel Philharmonic Orchestra</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Martha Argerich plays Schumann Piano Quintet at the Israel Philharmonic - 11.10.18" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/rHsvD6_gRyo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Schumann – Concerto para Piano e Orquestra em Lá Menor, Op. 54</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Até 1840, Robert Schumann compôs quase que exclusivamente para o piano. Sua futura esposa, Clara Wieck, escreveu em seu diário, em 1839: &#8220;Meu maior desejo é que Robert componha para orquestra. Sua imaginação não pode ficar limitada ao piano&#8230; O escopo de suas composições é sempre orquestral&#8221;. Mas foi só em 1841, um ano depois [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até 1840, Robert Schumann compôs quase que exclusivamente para o piano. Sua futura esposa, Clara Wieck, escreveu em seu diário, em 1839: &#8220;Meu maior desejo é que Robert componha para orquestra. Sua imaginação não pode ficar limitada ao piano&#8230; O escopo de suas composições é sempre orquestral&#8221;.</p>
<p>Mas foi só em 1841, um ano depois de seu casamento, que Clara conseguiu convencê-lo a tentar o gênero sinfônico. Data desse ano sua <em>Sinfonia nº 1 em Si Bemol Maior</em>, Op. 38, conhecida como &#8220;Primavera&#8221;<em>. </em>Veio depois uma Fantasia para Piano e Orquestra, composta para Clara, uma das maiores pianistas de seu tempo. Schumann resolveu depois acrescentar-lhe dois movimentos, criando assim seu <em>Concerto para Piano e Orquestra</em>, o único que compôs.</p>
<p>O <em>Concerto</em> segue a estrutura dos de Mozart e Beethoven, mas inova em vários aspectos. O mais notável é que se afasta do modelo da época, usado para exibir o virtuosismo do pianista.</p>
<p>Schumann tinha, aliás, escrito anos antes, em uma crítica à prática vigente: &#8220;E assim, devemos esperar o gênio que nos vai mostrar, de uma nova e brilhante maneira, como orquestra e piano podem ser combinados e como o solista pode mostrar toda a riqueza de seu instrumento e de sua arte, enquanto a orquestra, não mais apenas uma espectadora, pode entrelaçar suas diferentes facetas à cena&#8221;.</p>
<p>Foi ele mesmo quem realizou esse novo modelo. A crítica que Liszt fez à obra é reveladora: &#8220;É um concerto sem piano!&#8221;.</p>
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		<title>Schumann – Kinderszenen (Cenas infantis), Op. 15</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-kinderszenen-cenas-infantis-op-15/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Clara Wieck, então noiva de Schumann e grande pianista, estava ausente, em uma turnê de sete meses. Mas Clara e Schumann se correspondiam frequentemente. Em fevereiro de 1838, ele escreveu para ela: &#8220;Talvez tenha sido um eco do que você uma vez me disse – que eu às vezes parecia uma criança; mas, seja como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Clara Wieck, então noiva de Schumann e grande pianista, estava ausente, em uma turnê de sete meses. Mas Clara e Schumann se correspondiam frequentemente. Em fevereiro de 1838, ele escreveu para ela:</p>
<p>&#8220;Talvez tenha sido um eco do que você uma vez me disse – que eu às vezes parecia uma criança; mas, seja como for, de repente me assaltou uma inspiração, e então rabisquei umas trinta pecinhas, das quais selecionei doze&#8230; Acho que você vai gostar, mas vai ter que esquecer que é uma virtuose.&#8221;</p>
<p>“Rabisquei pecinhas” não faz justiça a essas lindas peças cuidadosamente buriladas. Algumas delas são de fato simples e podem ser tocadas por uma criança talentosa, mas o conjunto é de recordações que um adulto tem da infância.</p>
<p>“Elas são autoexplicativas”, disse Schumann a Clara, mas deu-lhes títulos que sugerem diferentes climas emocionais.</p>
<p><em>Ritter vom Steckenpferd</em> (Cavaleiro do cavalinho de pau), por exemplo, é exuberante. <em>Hasche-Mann </em>(Cabra-cega) é maníaca em seus volteios. <em>Bittendes Kind </em>(Criança suplicante) e<em> Kind im Einschlummern </em>(Criança adormecendo) estão entre os retratos mais tocantes.</p>
<p>Schumann cria, na verdade, um pequeno ciclo, que vai da beleza misteriosa de <em>Von fremden Ländern und Menschen </em>(De terras e povos distantes) à etérea magia de <em>Träumerei </em>(Sonhando) e à transcendental peroração de<em> Der Dichter spricht </em>(O poeta fala), que se dissolve em um sussurro nas notas graves do piano.</p>
<p>Schumann – <em>Kinderszenen</em> (Cenas infantis), Op. 15</p>
<ol>
<li>De povos e terras distantes</li>
<li>Uma história curiosa</li>
<li>Cabra-cega</li>
<li>Criança suplicante</li>
<li>Totalmente feliz</li>
<li>Grande acontecimento</li>
<li>Sonhando</li>
<li>À lareira</li>
<li>Cavaleiro do cavalinho de pau</li>
<li>Quase sério demais</li>
<li>Assustador</li>
<li>Criança adormecendo</li>
<li>O poeta fala</li>
</ol>
<p>Vamos ouvir o pianista Daniil Trifonov interpretar <em>Träumerei</em>:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Daniil Trifonov - Schumann, Träumerei,  Scenes from Childhood" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/leFFG49-8-c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, a seguir, a pianista Martha Argerich interpreta o ciclo completo:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Martha Argerich - Schumann, Escenes d&#039;infants, op. 15" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/zrOb06weHu4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Imagem: Filhos de Robert &amp; Clara Schumann</em></p>
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