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Em julho de 1784, durante o intervalo entre duas grandes obras, as Sinfonias nºs 39 e 40, Mozart compôs duas obras bem mais leves: a Sonata para Piano “Para Principiantes”, K 545, e o Trio para Piano e Cordas em Dó Maior, K 548.
No Trio K. 548, o piano tem papel preponderante. Tanto assim que na primeira edição do trabalho seu título era: “Sonata para Cravo ou Fortepiano, acompanhada por um Violino e um Violoncelo”.
Esse fato tornava a peça atraente para músicos amadores, que constituíam o público-alvo de Mozart. Afinal, era da venda de partituras e não da receita de bilheteria que se ganhava dinheiro com música de câmara.
O primeiro movimento abre com uma fanfarra que leva a um Allegro brilhante e cheio de vida, com alguns elementos cromáticos e de contraponto característicos das obras dos últimos anos de Mozart.
O movimento lento, um Andante amplo, lírico e ricamente ornamentado é o ponto alto da peça.
O final é um rondó conciso, leve e colorido. Ao encerrar, Mozart lembra o primeiro movimento, e o trabalho termina como começou – com uma fanfarra.
Mozart – Trio para Piano e Cordas em Dó Maior, K 548 | Anne-Sophie Mutter (violino), Daniel Müller-Schott (violoncelo), André Previn (piano).