Quando Mozart, aos 16 anos, escreveu seu Divertimento em Ré Maior, K. 136, ele já havia passado dois anos fora de sua terra natal, Salzburgo. Tinha vivido em Paris e Londres e viajado bastante pela Áustria, Alemanha, França, Holanda e Itália.
Ele se apresentava em concertos para levantar recursos para sua família (anéis de ouro, caixas de rapé cheias de moedas de ouro e relógios…). Conheceu muitos compositores famosos e teve oportunidade de estudar e ouvir a música que produziam.
Mozart compôs seus Divertimentos K. 136 a 138 pouco depois de sua segunda viagem à Itália. É sensível a influência italiana sobre essas obras.
A estrutura do Divertimento em Ré Maior, em três movimentos, segue o padrão da Sinfonia Italiana. Já o estilo tem ecos de Haydn e de Johann Christian Bach (filho de Johann Sebastian, conhecido como o “Bach de Londres”, onde se estabeleceu).
No primeiro movimento, destaca-se a brilhante virtuosidade do violino.
O segundo movimento flui sereno com o interesse melódico dividido igualmente entre os violinos.
O final tem espírito jovial e bem-humorado, até mesmo no episódio central, em que Mozart mostra sua habilidade contrapontística.
Mozart – Divertimento para Cordas em Ré maior, K. 136 | New York Classical Players, Dongmin Kim (regente)