Compositores

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François Couperin

Paris, 1668 – 1733

François Couperin foi um compositor, organista e cravista francês. Era conhecido como “Couperin o Grande” para distingui-lo de outros membros de sua família musicalmente talentosa.

Sua obra para cravo é volumosa, sendo dividida em quatro volumes agrupados em ordens (sinônimo de suítes) com mais de 230 peças. No total, escreveu 27 suítes para cravo, além de dois trabalhos didáticos sobre a arte do acompanhamento e do cravo.

Ocupou posição de destaque na corte de Luís XIV. Em 1713, obteve o privilégio real para publicar e o usou imediatamente para editar seu primeiro volume de obras para cravo. Outros três volumes viriam em seguida, em 1717, 1722 e 1730.

Entre suas composições estão também duas missas para órgão e sonatas para dois violinos com baixo contínuo.

 

Couperin e os outros compositores

Talvez a melhor maneira de apreciar a arte de Couperin seja explorar sua relação com outros compositores e a visão que eles têm sobre sua obra.

Couperin reconhecia a influência do compositor italiano Arcangelo Corelli e escreveu em sua honra a obra Apoteose de Corelli. Cada peça é precedida por um breve texto. O primeiro começa: “Corelli, ao pé do Parnasso, pede às musas que o receba entre elas”.

Os quatro volumes de Peças para Cravo de Couperin eram admirados por Bach, com quem o compositor se correspondia, e mais tarde por Brahms e Ravel, que compôs Le Tombeau de Couperin (O Memorial de Couperin), uma de suas obras mais conhecidas.

Muitas das peças do autor possuem títulos evocativos e pitorescos, como por exemplo Os pequenos moinhos e As misteriosas barricadas. Comparadas a miniaturas de poemas sinfônicos, a característica foi reconhecida por Richard Strauss, que orquestrou algumas delas.

Entre os contemporâneos, o compositor britânico Thomas Adès escolheu três peças de Couperin e as orquestrou em seus Três Estudos de Couperin. Já o grande maestro e compositor contemporâneo francês Jordi Savall não poupou palavras sobre o compositor:

“Couperin foi o músico-poeta por excelência, (…) acreditava na capacidade da Música (com M maiúsculo) de se expressar em prosa e poesia. Se entrarmos no reino da poesia da música, descobriremos que ela traz graça, que é mais bela do que a própria beleza.”