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Bartók - Sonata para Dois Pianos e Percussão
BartókPercussão

Bartók – Sonata para Dois Pianos e Percussão

Bartók escreveu seus concertos para piano, ou piano e outros instrumentos, para sua própria execução, até 1923. Foi neste ano que ele se casou com Ditta Pásztory, uma de suas alunas. A partir de então, dedicou várias de suas peças a ela.

A Sonata para Dois Pianos e Percussão foi composta em 1937 e estreou em 1938, com o casal interpretando a peça aos pianos.

O piano, é bom lembrar, é um instrumento de percussão e, portanto, podemos considerar a sonata como um quarteto de percussão (com dois pianistas e dois percussionistas), tão integrado quanto os quartetos de cordas do compositor.

Olhando sob outro ângulo, temos nove instrumentos, já que os dois percussionistas tocam sete deles: tímpanos, gran cassa, címbalos, triângulo, caixa, gongo e xilofone.

São três os movimentos da Sonata:

  1. Assai lento – Allegro molto:

O primeiro movimento é em uma versão modificada da forma sonata, com introdução, exposição, desenvolvimento, recapitulação e coda. Bartók não segue, porém, as relações entre as tonalidades tradicionais.

  1. Lento, ma non troppo:

O segundo movimento segue a forma ternária clássica: A-B-A. É um exemplo da chamada música da noite de Bartók (passagens que transmitem ao ouvinte os sons da natureza à noite).

  1. Allegro non troppo:

O terceiro movimento é uma dança em forma de rondó. Os pianos começam o movimento, seguidos pelo xilofone. As últimas notas dos pianos se dissolvem e aí se segue um dueto final entre a caixa e o címbalo, levando a um silêncio final.

Bartók – Sonata para Dois Pianos e Percussão | La Jolla Music Society – Festival de Verão