Obras

O VOLTAR
Alla-zingarese-Brahms - Concerto Duplo
BrahmsMÚSICA ORQUESTRAL

Brahms – Concerto Duplo Opus 102

O Concerto duplo é a última obra orquestral de Johannes Brahms, escrito em 1887.

Depois deste, ele iria concentrar-se nos gêneros mais íntimos de música para piano e música de câmera.

O Concerto foi estreado em 15 de outubro do mesmo ano. Os solistas foram Joseph Joachim, um amigo de muito tempo, e Robert Hausmann, que era o violoncelista do quarteto de Joachim. 

A recepção da obra não foi nada entusiástica e mesmo amigos de Brahms, como sua querida Clara Schumann, o importante crítico Eduard Hanslick e até o próprio Joachim tiveram reservas. 

Hoje em dia, parece incrível que os ouvintes da época de Brahms pudessem resistir a uma obra tão vibrante, colorida e cheia de belas melodias.

O primeiro movimento, Allegro, enérgico e dramático, coloca o violoncelo em destaque logo no início com uma longa e virtuosística intervenção. Chama a atenção também o diálogo entre os solistas e destes com a orquestra.

O segundo movimento, Andante, é característico de Brahms: não esconde seu sentimento, mas o apresenta com dignidade. Os sopros têm papel de destaque na seção intermediária do movimento. Seu biógrafo Walter Niemann caracteriza este Andante com ‘uma grande balada imbuída no clima rico e misterioso de um crepúsculo no norte (da Alemanha)’.

O final, Vivace non troppo é vigoroso e cheio de um bom humor camponês. É o último dos rondós alla zingarese de Brahms.

Brahms  – Concerto em lá menor, para violino, violoncelo e orquestra, Opus 102
Gidon Kremer, violino, Mischa Maisky, violoncelo | Orquestra Filarmônica de Viena | Regente: Leonard Bernstein