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O VOLTAR
Brahms Clarineta
BrahmsMÚSICA DE CÂMARA

Brahms – Sonata para Clarineta e Piano nº 2, Opus 120

Assim como Mozart, Brahms era apaixonado pelo som da clarineta.

Assim como Mozart tinha Anton Stadler, Brahms também tinha um amigo que era um grande clarinetista: Richard Mühlfeld.

Brahms já tinha praticamente parado de compor quando conheceu Mühlfeld. Quatro brilhantes obras se seguiram, então: as duas Sonatas para Clarineta e Piano, um Trio e um Quinteto.

As Sonatas para Clarineta e Piano não estão entre suas obras mais profundas, mas sim entre as mais belas, e fazem parte de suas últimas composições (a última é a Opus 122).

O primeiro movimento da Sonata nº 2 é um Allegro Amabile. Seu clima é de despedida: outonal, suave e fluido.

O segundo movimento, Allegro Appassionato, é o último Scherzo que Brahms compôs. É viril e apaixonado, mas, ao mesmo tempo, um tanto reservado.

O último movimento, Andante con Moto – Allegro non troppo, é um tema com variações. Ao tema, tranquilo e fluido, seguem-se variações cada vez mais intrincadas. Um súbito Allegro anuncia a coda, em que clarineta e piano irrompem em um rompante final alegre e afirmativo.

Sonata para Clarineta e Piano nº 2, Opus 120 | Wenzel Fuchs (clarineta) e Miho Morimoto (piano)