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KodályVioloncelo

Kodály – Sonata para Violoncelo Solo em Si Menor, Op. 8

Zoltán Kodály (1882-1967), compositor húngaro do século XX, escreveu sua Sonata para Violoncelo Solo, Op. 8, em 1915. Porém, ela só pode ser estreada em 1918, após a Primeira Guerra Mundial.

Uma das principais obras escritas para o instrumento desde as Suítes de Bach, a Sonata tem influências da música de Debussy e de Béla Bartók, colega e amigo de Kodály. Bartók e Kodály, aliás, haviam percorrido a Hungria, recolhendo e coletando canções e outras peças da tradição folclórica húngara, assim, é natural que na peça existam também influências da música de seu país. 

Um aspecto interessante e importante da obra é o uso da scordatura (veja a imagem abaixo):

“As duas cordas de cima do violoncelo ficam na posição normal, enquanto as duas cordas de baixo ficam um semitom abaixo do normal. Kodály usou esta afinação para estender o alcance tonal, dinâmico e expressivo do instrumento.” (Celeste Power, em Zoltán Kodály’s Sonata for Unaccompanied Cello, Op. 8: one cellist’s path to performance)

O violoncelista húngaro-americano János Starker (1924-2013) tocou a Sonata de Kodály pela primeira vez em 1939, aos 15 anos de idade, e, novamente, em 1967, pouco antes da morte do compositor. Kodály disse então a Starker: “Se você corrigir o ritardando do terceiro movimento, esta será a Bíblia das interpretações”.

Starker gravou a peça quatro vezes: em 1948, 1950, 1956 e 1970. Infelizmente, existem disponíveis as interpretações do violoncelista em vídeo para os movimentos II e III. O primeiro movimento, portanto, será aqui reproduzido somente em áudio.

Kodály – Sonata para Violoncelo Solo em Si Menor, Op. 8 | János Starker (violoncelo)

I – Allegro maestoso ma appassionato

II – Adagio con gran espressione

 III – Allegro molto vivace.