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MahlerMÚSICA ORQUESTRAL

Mahler – Sinfonia nº 4

Gustav Mahler (1860-1911) compôs nove sinfonias. As quatro primeiras são conhecidas como as Sinfonias Wunderhorn. 

Mahler era fascinado por uma antologia de poemas folclóricos alemães, Des Knaben Wunderhorn (A Trompa Mágica da Juventude) e usou um de seus poemas, Das himmlische Leben (A Vida no Céu), como tema central e movimento final de sua Sinfonia nº 4 (1901). Trabalhou, então, de trás para frente, por assim dizer, de tal maneira que a canção pudesse aparecer como a conclusão lógica dos três primeiros movimentos.

A sinfonia explora o caminho “da experiência para a inocência, da complexidade para a simplicidade, da vida na terra para a vida no céu”. 

O Finale, Das himmlische Leben (A Vida no Céu), descreve a visão de uma criança do céu – uma vida feliz, com muita dança e muita brincadeira, com boa música e boa comida (aspargos, feijão, coelho, peixe, vinho) e cheia de santos e mártires.

A criança não tem escrúpulos em descrever Herodes matando um cordeiro, ou São Lucas abatendo um boi. Mahler escreveu na partitura: “para ser cantado com um tom infantil e sereno, absolutamente sem ironia”. 

A melodia é uma canção de ninar docemente ritmada. Várias vezes, no entanto, o refrão descendente da soprano é rudemente interrompido pelos sinos de trenós que tinham sido usados no início da obra.

Mahler – Symphony nº 4 – Finale: Das himmlische Leben | Christine Schäfer (soprano) e Orquestra do Concertgebouw regida por Bernard Haitink.