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Bodas de Figaro - Mozart
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Mozart – As Bodas de Figaro, K. 492

As Bodas de Figaro, K 492, é uma ópera buffa (ópera cômica) composta por Mozart entre 1785/86, e é considerada o apogeu do gênero.

O libreto, de Lorenzo da Ponte, baseado na comédia homônima de Beaumarchais, conta a história de como os servos Figaro e Susanna conseguem se casar, a despeito das tentativas de seu empregador, o Conde Almaviva, de invocar o antigo direito segundo o qual o senhor teria a primeira noite de sua serva quando esta se casasse.

O enredo é complexo e cheio de quiproquós. Uma de suas características mais importantes é a música escrita para conjuntos de solistas cantando ao mesmo tempo. O Final do 2º Ato é célebre por isto – no fim, há sete cantores interpretando, cada um, partes diferentes.

Walter Legge, famoso produtor musical, comenta sobre este final:

“Musicalmente este é o mais magistral conjunto (ensemble), não somente desta ópera, mas em toda a obra de Mozart. Por cerca de vinte minutos, a música flui sem interrupções, respondendo a cada volta e turno da comédia, que se move complicada e rápida, iluminando, refletindo, comentando a ação e as emoções muito diferentes dos participantes. Passo a passo com a ação, a música intensifica as surpresas, acrescenta matizes às sutilezas e cobre a intriga, um tanto sórdida da peça, com um manto da mais encantadora música que, embora sempre fiel ao incidente, transmuta-o no mais puro ouro de beleza.”

Brahms escreveu sobre a As Bodas:

“Em minha opinião, cada número do Figaro é um milagre; está totalmente além da minha compreensão que alguém pudesse criar algo tão perfeito; nada assim foi feito novamente, nem mesmo por Beethoven”.

É difícil descrever o que se passa. Um resumo imperfeito: a condessa, Figaro e sua noiva Susanna, usando de artimanhas, conseguem desmascarar as intenções do conde, que lhes pede perdão. [Uma sinopse em português do Segundo Ato está na Wikipedia, Le Nozze di Figaro].

Vamos assistir a um trecho da ópera registrada no DVD histórico de 1976, com Dietrich Fischer-Dieskau (Conde), Kiri te Kanawa (Condessa), Hermann Prey (Figaro) e Mirella Freni (Susanna), a Orquestra Filarmônica de Viena regida por Karl Böhm, e direção de cena de Jean Pierre Ponelle: