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Prokofiev – Concerto nº 3 para Piano e Orquestra, Op. 26
ProkofievTrês Russos

Prokofiev – Concerto nº 3 para Piano e Orquestra, Op. 26

Prokofiev escreveu cinco concertos para piano, mas apenas um deles é executado com maior frequência, o terceiro, que estreou em Chicago, em dezembro de 1921, com o compositor ao piano.

O Concerto nº 3 é conhecido pela dificuldade, pela dexteridade e pela energia que requer do intérprete. Está, assim, no topo da lista dos concertos ultra virtuosísticos, sendo muito usado em concursos de piano. Não é, porém, uma peça de show off (exibicionista), mas sim uma obra de expressão apaixonada e de rompantes de espontaneidade.

São três os seus movimentos:

O primeiro, Andante Allegro, começa devagar, com um tema evocativo, misterioso nas clarinetas, mas que logo é substituído pelas cordas, rápidas e enérgicas, que abrem o caminho para o piano. As passagens em staccato do piano são muito exigentes. Um interlúdio para o oboé com castanholas leva ao desenvolvimento da melodia de abertura e depois a mais “fogos de artifício” para o solista e a orquestra.

O segundo movimento é um tema com variações que se alternam entre lentas e poéticas, e brilhantes e dinâmicas.

O terceiro movimento, Allegro ma non tropo, volta ao estilo brilhante do primeiro, unindo suaves melodias com passagens de grande energia rítmica e percussiva.

Prokofiev – Concerto nº 3 para Piano e Orquestra, Op. 26 | Martha Argerich (piano) e London Symphony Orchestra, sob a regência de André Previn.