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	<title>Melhores Momentos - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
	<lastBuildDate>Sat, 05 Sep 2020 14:43:56 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Prokofiev – Romeu e Julieta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2020 23:35:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O balé Romeu e Julieta, em sua forma original, foi concluído por Prokofiev em 1935. Suítes da música foram apresentadas em Moscou e nos Estados Unidos, porém, o balé completo só foi estreado em 1938, em Brno (hoje na República Tcheca). A Dança dos Cavaleiros faz parte da cena do baile do Primeiro Ato do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O balé<em> Romeu e Julieta</em>, em sua forma original, foi concluído por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/sergei-prokofiev/">Prokofiev</a> em 1935. Suítes da música foram apresentadas em Moscou e nos Estados Unidos, porém, o balé completo só foi estreado em 1938, em Brno (hoje na República Tcheca).</p>
<p>A <em>Dança dos Cavaleiros</em> faz parte da cena do baile do Primeiro Ato do balé<em>. </em>Nela, encontramos os Capuletos e os Montecchios, duas famílias rivais de Verona.</p>
<p>A intenção dessa dança sombria e grandiosa é mostrar o caráter da família Capuleto<em>. </em>Seus temas serão associados a Tybalt, jovem de temperamento violento, e, posteriormente, à família Capuleto como um todo. O episódio central, tranquilo e lírico, mostra Julieta relutantemente dançando com Paris<em>, </em>um pretendente que lhe fora arranjado.</p>
<p>A orquestração da <em>Dança dos Cavaleiros </em>é rica e variada<em>. </em>O vídeo destaca com clareza as cordas tocando em uníssono contra um baixo pesado; os poderosos metais conduzidos por trompas, depois trombones, trompetes e tuba<em>; </em>na percussão, tambores e mais adiante um pandeiro. No episódio central as madeiras têm destaque<em>: </em>clarinetas, piccolo, flautas, oboés, fagotes e o longo contrafagote<em>.</em></p>
<p><em> </em>Prokofiev – <em>Romeu e Julieta</em>: <em>Dança dos Cavaleiros </em>| Valery Gergiev dirige a <a href="https://lso.co.uk/">London Symphony Orchestra</a>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Prokofiev: Romeo and Juliet, No 13 Dance of the Knights (Valery Gergiev, LSO)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Z_hOR50u7ek?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Aqui, assistimos à <em>Dança dos Cavaleiros</em> na montagem pelo Royal Ballet, da <a href="https://www.roh.org.uk/">Royal Opera House</a>:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Romeo and Juliet – Dance of the Knights (The Royal Ballet)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/SyDo3h1Tu7c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Tchaikovsky &#8211; Valsa das Flores &#124; Degas e as bailarinas</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/tchaikovsky-valsa-das-flores-degas-e-as-bailarinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 12:07:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Quebra-Nozes é uma das composições mais conhecidas de Pyotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), tendo algumas de suas mais memoráveis melodias. A Valsa das Flores é uma das peças mais conhecidas desse balé. Nos dois outros balés escritos pelo compositor – O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida –, as valsas têm um papel importante, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Quebra-Nozes </em>é uma das composições mais conhecidas de Pyotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), tendo algumas de suas mais memoráveis melodias. A <em>Valsa das Flores </em>é uma das peças mais conhecidas desse balé.</p>
<p>Nos dois outros balés escritos pelo compositor – O <em>Lago dos Cisnes </em>e <em>A Bela Adormecida </em>–<em>, </em>as valsas têm um papel importante, mas a <em>Valsa das Flores,</em> tão cheia de graça e de elegância, é a sua incursão mais inspirada no gênero.</p>
<p>Vamos ouvir uma versão da <em>Valsa das Flores</em> para dois pianos, interpretada por Martha Argerich e Nicolas Economou, como trilha sonora de um vídeo com uma montagem de imagens de bailarinas pintadas por Edgar Degas (1834-1917).</p>
<p>Mais de metade das obras de Degas retratam bailarinas. Eis o que o próprio artista disse sobre o assunto:</p>
<p>“Dizem que sou um pintor de bailarinas, mas o que quero é capturar o movimento em si.”</p>
<p>A música e a montagem ajudam as imagens de Degas a dançar.</p>
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		<title>Händel &#8211; O Messias: Aleluia</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/handel-o-messias-aleluia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 10:00:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Aleluia do Oratório O Messias, de Händel, tornou-se tão conhecido que, por vezes, não nos damos conta de sua grandeza e enorme energia. O Messias trata das duas vindas de Cristo: a primeira, no coro For unto is a child is born (Porquanto um menino nasceu para nós) e, a segunda, a de Cristo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Aleluia</em> do Oratório <em>O Messias,</em> de Händel, tornou-se tão conhecido que, por vezes, não nos damos conta de sua grandeza e enorme energia.</p>
<p><em>O Messias</em> trata das <em>duas</em> vindas de Cristo: a <em>primeira</em>, no coro <em>For unto is a child is born </em>(Porquanto um menino nasceu para nós) e, a <em>segunda</em>, a de Cristo glorioso, que virá para estabelecer o reino de Deus na Terra. O <em>Aleluia </em>celebra essa segunda vinda.</p>
<p>O poder do coro, diz um comentarista, vem em boa parte do <em>ritmo </em>da palavra <em>Hallelujah </em>(Aleluia). A primeira sílaba é prolongada e, no final, vem uma explosão: HAAAA-le-lu-jah!</p>
<p>Outro recurso de grande efeito é usado na seção “<em>King of Kings” </em>(Rei dos Reis). O mais incrível, no caso, é o fato de esse recurso vir da ideia mais simples possível: uma única nota repetida muitas vezes, sendo uma nota por sílaba – “king-of-kings, lord-of-lords”. A passagem é repetida em registros cada vez mais altos: é o clímax da peça.</p>
<p>A orquestração de <em>O Messias</em> é simples: oboés, cordas e baixo contínuo. No <em>Aleluia</em>, são acrescentados dois trompetes e tímpanos, que lhe trazem brilho e majestade.</p>
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		<item>
		<title>Beethoven &#8211; Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op. 67</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/beethoven-sinfonia-no-5-em-do-menor-opus-67/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 00:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sinfonia nº 5 faz parte de um momento singular da vida de Beethoven. Em maio de 1802, seguindo conselhos médicos, Beethoven, então com 31 anos, vai para Heiligenstadt, um lugarejo perto de Viena, para descansar. Deprimido pela enfermidade que vem se agravando, ele escreve, em 6 de outubro, O testamento de Heiligenstadt, em que revela sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia nº 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz parte de um momento singular da vida de </span><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/ludwig-van-beethoven/"><span style="font-weight: 400;">Beethoven</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em maio de 1802, seguindo conselhos médicos, Beethoven, então com 31 anos, vai para Heiligenstadt, um lugarejo perto de Viena, para descansar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deprimido pela enfermidade que vem se agravando, ele escreve, em 6 de outubro, </span><i><span style="font-weight: 400;">O testamento de Heiligenstadt</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que revela sua surdez e expressa sua revolta. Endereçado a seus irmãos Carl e Johann, o documento nunca foi enviado: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Considerem que, nos últimos seis anos, tenho vivido num estado desastroso agravado por médicos estúpidos, enganado pela esperança de melhorar e, finalmente, forçado a enfrentar a perspectiva de um mal duradouro, cuja cura pode durar vários anos ou mesmo ser impossível […]</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como poderia admitir a fraqueza de um sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu tinha tido outrora em um grau de perfeição que poucas pessoas na minha profissão podiam igualar […]</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passei seis meses no campo, seguindo o conselho de meu inteligente médico de poupar minha audição tanto quanto possível… Às vezes levado pelo desejo de companhia, cedia à tentação… Mas que humilhação quando alguém perto de mim ouvia uma flauta ao longe ou um pastor cantando, e eu não ouvia nada. Esses incidentes me levavam ao desespero e faltou muito pouco para que pusesse fim à minha vida. Somente a arte me deteve.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De alguma maneira, sabe Deus como, Beethoven conseguiu superar essa crise. Depois dela, não só retomou seu trabalho de compositor, mas passou a produzir música de incrível audácia e poder expressivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São dessa fase a </span><i><span style="font-weight: 400;">Terceira Sinfonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (“Eroica”), a </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarta</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Quinta</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sexta</span></i><span style="font-weight: 400;"> (“Pastoral”), a ópera </span><i><span style="font-weight: 400;">Fidélio</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Sonata “Appassionata”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">os três quartetos dedicados ao conde Razumovsky, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Concerto para Violino </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Concerto para Piano nº 4</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre outras obras.</span></p>
<h5><b>A Quinta Sinfonia </b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Richard Bratby, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia nº 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou a mais famosa sinfonia já escrita, seja como expressão da luta pessoal de Beethoven, seja como um divisor de águas da música ocidental.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A luta do indivíduo por sua autorrealização</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ideia que ela representa com uma força sem precedentes – se tornaria o ideal definidor de todo o movimento romântico do século XIX, estando também na raiz da democracia moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo da famosa abertura do </span><i><span style="font-weight: 400;">Allegro con Brio</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecida como Tema do Destino, é a base de todo o movimento, retornando em momentos cruciais dos movimentos seguintes. A música se torna mais tensa e enérgica e um trágico conflito emocional se revela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">Andante con Moto</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguinte, Beethoven retrabalha um conjunto de variações duplas (variações sobre dois temas que se alternam) à maneira de Haydn. O clima é cadenciado e tranquilo, </span><i><span style="font-weight: 400;">interrompido</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">três vezes por triunfantes eclosões</span></i><span style="font-weight: 400;"> que retornam, por misteriosas mudanças de tonalidade, à calma inicial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">Scherzo</span></i><span style="font-weight: 400;"> que segue, o tema, apresentado baixinho pelas cordas graves, parece fantasmagórico e cheio de maus presságios. Esse aspecto ameaçador é confirmado, mais adiante, pelo reaparecimento do Tema do Destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Trio da seção central, a orquestra persegue os contrabaixos e violoncelos resmunguentos, em imitação contrapontística. Essa seção às vezes é chamada de Dança dos Elefantes. Quando acaba, começa a Dança dos Fantasmas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama dirige-se ao fim. Reaparecem a atmosfera fantasmagórica do </span><i><span style="font-weight: 400;">Scherzo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o Tema do Destino. Esse recurso, tão admirado por gerações de compositores, prepara uma recapitulação dos temas e </span><i><span style="font-weight: 400;">a</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">dramática passagem das trevas para a luz, do desespero para a alegria</span></i><span style="font-weight: 400;"> – afinal, o sentido não só desse movimento, mas de toda a Sinfonia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extremamente forte e solidamente estruturada, a música abrange toda a gama das emoções humanas, da tristeza mais profunda à alegria mais exuberante.</span></p>
<h5></h5>
<p>Beethoven – Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op. 67 | <a href="https://www.wienerphilharmoniker.at/en">Filarmônica de Viena</a> | Carlos Kleiber (regente)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Beethoven Symphony No.5 Op.67 in C minor, Carlos Kleiber" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/P-jPFvUmJs4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/beethoven-sinfonia-no-5-em-do-menor-opus-67/">Beethoven &#8211; Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op. 67</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://classicosdosclassicos.mus.br">Clássicos dos Clássicos</a>.</p>
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