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Brahms - Quinteto para Clarineta e Cordas, Op. 115 - Libby Lake in late autumn_Canada_1
BrahmsMÚSICA DE CÂMARA

Brahms – Quinteto para Clarineta e Cordas, Op. 115

Brahms já tinha parado de compor quando ouviu Richard Mühlfeld, um clarinetista virtuoso, tocar. Curioso notar que de Mozart se interessou pela clarineta ao ouvir o famoso clarinetista Anton Stadler. Brahms dedicou a Stadler várias obras, incluindo o Quinteto para Clarineta e Cordas e o Concerto para Clarineta, que estão entre suas maiores realizações.

A história de Brahms é a mesma com Richard Mühlfeld, a quem o compositor viria a dedicar o seu Quinteto para Clarineta e Cordas, Op. 115, e várias outras obras para clarineta solo.

Além disso, há outra relação entre os dois compositores: Brahms usou em sua peça a mesma estrutura do Quinteto de Mozart.

O Quinteto de Brahms é geralmente considerado outonal, até mesmo nostálgico, mas há aspectos mais sombrios e mais vigorosos.

São quatro os seus movimentos:

  • Allegro: As cordas iniciam o primeiro movimento. Só depois de vários compassos a clarineta entra em cena. Esse movimento dá o tom outonal que vai prevalecer em toda obra.
  • Adagio: é o centro emocional da composição. As cordas são tocadas em surdina em todo movimento. A clarineta assume a posição central. Um clima de sonho se estabelece.
  • Andantino: é o movimento mais curto do quinteto, construído de duas seções contrastantes, um Scherzo melancólico, que fica entre duas seções pastorais.
  • Con moto – Tema e Cinco Variações: o andamento varia de acordo com a variação.

O sentimento final é de resignação, mas não de aceitação.

 

Brahms – Quinteto para Clarineta e Cordas em Si Menor, Op. 115 | Martin Fröst (clarineta), Janine Jansen (violino), Boris Brovtsyn (violino), Maxim Rysanov (viola) e Torleif Thedéen (violoncelo)