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Erik Satie - Gnossiennes
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Satie – Gnossiennes

O compositor Erik Satie (1866-1925) fez parte da chamada Avant Garde francesa do início do Século XX. Seu nome é ligado ao dadaísmo. Foi também um dos precursores do minimalismo. Satie inventou a palavra “gnossienne” talvez como uma alusão a gnosis – ele estava envolvido com movimentos gnósticos quando começou a compor as Gnossiennes. As peças não têm, em geral, indicação de tempo e são experimentais em forma, ritmo e estrutura.

A primeira Gnossienne, por exemplo, é breve, assim como as outras. Apresenta uma melodia modal simples, repetitiva, inspirada pela música popular cigana da Romênia, que Satie ouvira na Exposição de Paris de 1889. Não há indicações de compassos e nem de andamento na partitura. No entanto, é cheia de instruções bem-humoradas para o intérprete: “brilhando”, “questionando”, “maravilhe-se consigo mesmo”, “na ponta da língua”, “na ponta do pensamento”.

As três primeiras Gnossiennes foram publicadas em 1893. Já as três seguintes, de números 4 a 6, foram compostas mais tarde, entre 1891 e 1897, e publicadas somente em 1968. A de nº 4 é a mais meditativa (mística, para alguns) de todas.

Erik Satie – Gnossiennes nºs 1 a 6 | Reinbert de Leeuw (piano)

A Gnossienne nº 1 foi usada em diversas trilhas sonoras de cinema, inclusive na cena do café, do filme Le Feu Follet, de Louis Malle. Saiba mais:

Le Feu Follet, de Louis Malle: a cena do Café