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Beethoven - Sinfonia nº 4 em Si Bemol Maior, Op. 60
BeethovenCarlos Kleiber

Beethoven – Sinfonia nº 4 em Si Bemol Maior, Op. 60

A Sinfonia nº 4 está entre as menos conhecidas de Beethoven. Isto se deve ao fato de ela estar “ensanduichada” entre a Terceira Sinfonia – na época, a maior e a mais complexa sinfonia já composta – e a Quinta Sinfonia, poderosa e triunfal.

Berlioz, Mendelssohn e Schumann admiravam muito a Quarta Sinfonia. Schumann afirmava: “Ela é uma delgada donzela grega espremida entre dois gigantes nórdicos”. Já Berlioz dizia: “Aqui, Beethoven abandona inteiramente a ode e a elegia, para retornar ao estilo menos elevado e menos sombrio, mas não menos difícil da Segunda Sinfonia”.

O clima geral da obra é vivo, alerta e alegre, ou de celestial doçura. “A Sinfonia reflete, então”, segundo um crítico, “o lado apolíneo do compositor, cujo aspecto dionisíaco é talvez mais popular”.

A Sinfonia nº 4 inicia com uma introdução lenta, Adagio, semelhante às sinfonias de Haydn, seguida por um vibrante Allegro vivace, rico em melodias.

O segundo movimento, Adagio, é um Rondó expressivo e tranquilo.

O terceiro movimento, Allegro vivace, combina elementos de Scherzo e Minueto e inclui um Trio tocado duas vezes.

A conclusão é um esplêndido moto perpetuo, Allegro ma non troppo.

Beethoven – Sinfonia nº 4 em Si Bemol Maior, Op. 60 | Orquestra do Concertgebouw, Carlos Kleiber (regente)