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O VOLTAR
Beethoven - Sonata nº 30 em Mi Maior, Op. 109
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Beethoven – Sonata nº 30 em Mi Maior, Op. 109

A Sonata nº 30 em Mi Maior, Opus 109, é a primeira das três últimas sonatas de Beethoven.

Escrita após um período de crise e de baixa produção, essa peça marca a volta do compositor às obras-primas de seus últimos anos, época em que produziu trabalhos de grande porte, como a Missa Solene e a Nona Sinfonia.

Em maio de 1820, Beethoven prometeu ao editor Adolph Schlesinger três novas sonatas – que  seriam suas últimas. Ele concluiu a Op. 109 imediatamente, mas uma piora em sua saúde adiou as outras duas. 

O contraste desta com a sonata precedente, a Hammerklavier, heroica e longa, não podia ser maior. A Op. 109 é suave e breve, 20 minutos, comparados com os 45 da anterior.

O primeiro movimento, Vivace ma non troppo, abre com um tema que flui suavemente, mas é interrompido depois de nove compassos por um Adagio expressivo. O tema de abertura retorna depois de oito compassos. O movimento é breve, durando menos de quatro minutos. 

 O Prestissimo que se segue é mais tradicional – um Scherzo em forma sonata, enérgico e explosivo; todavia, novamente o que surpreende é sua duração: dois minutos.

Nas últimas obras de Beethoven – a chamada terceira fase –, o peso emocional está frequentemente no último movimento. Este é o caso aqui: os dois primeiros movimentos somam seis minutos, menos da metade da duração do movimento final, que é o centro emocional da sonata.

O Andante molto cantabile ed expressivo é um tema com seis variações seguidas da repetição do tema inicial. O tema é da maior dignidade: à anotação molto cantabile ed espressivo, Beethoven acrescenta em alemão Gesangvoll mit innigster Empfindung (Cantabile com intimíssimo sentimento). Apesar da riqueza de invenção e dos contrastes entre as diferentes variações, o clima é sempre de exaltação, de êxtase.

Beethoven – Sonata nº 30 em Mi Maior, Op. 109 | Igor Levit (piano)