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Brahms – Variações sobre um Tema de Paganini, Op. 25

Apelidadas por Clara Schumann de Hexenvariationen – variações “bruxas” ou “feiticeiras”, tamanhas as suas dificuldades técnicas -, as Variações sobre um tema de Paganini, de Brahms, têm sido um desafio para os pianistas desde sua composição, em 1863.

O compositor as chamou de “estudos para o piano”, mas elas são cheias de invenção, de sentimento, de melodia e de humor.

As Variações são divididas em dois livros, cada um com 14 peças e um final candente. São obras extremamente compactas – cada livro dura aproximadamente 12 minutos.

Embora possam ser consideradas peças de concerto brilhantes, Brahms teve razão ao chamá-las de exercícios. Cada variação aborda um problema técnico específico: algumas são escritas em terças, outras em sextas, outras em oitavas; outras têm trinados ou passagens difíceis em staccato ou legato, e assim por diante.

A música é muito variada, indo desde passagens marcadas como molto doce até uma variação explosiva, marcada como feroce, energico.

Vamos ouvi-la na interpretação da pianista Yuja Wang:

Brahms – Variações sobre um Tema de Paganini, Op. 35 | Yuja Wang (piano)

Ouça também essa curiosa gravação tocada em rolo, em um piano mecânico, por Wilhelm Backhaus (1884-1969). Considerado um dos grandes pianistas do século XX, especialmente por suas interpretações de Beethoven e Brahms, Backhaus foi um pioneiro em gravações para o piano, em disco e também em rolo.

Nesse registro da Duo Art, de novembro de 1924, que reproduz o rolo do piano, Backhaus toca as seguintes variações selecionadas: Livro 1 – números 1, 3, 7, 12 e 13; e Livro 2 – números 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 11 e 14.

O rolo é tocado em um piano-roll George Steck Duo Art Grand (Nova York), construído em 1920 e restaurado (como explica a nota do vídeo):

Brahms – Variações sobre um Tema de Paganini, Op. 35 | Wilhelm Backhaus (piano de rolo)