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Um dos mais belos filmes de Luchino Visconti, O Leopardo aborda, como em outras produções do diretor, o tema da decadência da nobreza e da emergência de uma nova classe.
O período é o da unificação da Itália, o Risorgimento (1815-1870). O protagonista, Don Fabrizio (Burt Lancaster), o Príncipe de Salina, é de família nobre, dona de muitas terras. Embora muito prejudicado pelo Risorgimento, ele tem ideias liberais.
Alguns críticos veem na figura do príncipe uma versão romanceada do próprio Visconti. O diretor italiano possuía de fato o título de visconde, pois era membro de uma importante família nobre de Milão. Era o Visconti di Modrone, Conte di Lonate Pozzolo. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, Visconti filiou-se ao Partido Comunista Italiano. “Tinha um pé em cada mundo”, como disse um comentarista, “mas não se sentia bem em nenhum deles”.
A cena final de O Leopardo, uma das mais bonitas da história do cinema, é de um grande baile no qual o Príncipe encoraja seu sobrinho Tancredi (Alain Delon) a pedir a mão de Angelica (Claudia Cardinale), a bela filha de um nouveau riche arrivista e grosseiro. Ela aceita o pedido e os dois ficam noivos no próprio baile.
A valsa dançada na cena é a Grande Valsa de Verdi, orquestrada por Nino Rota.