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Antologia de Haydn: Sinfonias

Joseph Haydn (1732-1809) é conhecido como o Pai da Sinfonia – um pai prolífico, com 104 filhas! Compostas em períodos distintos de sua carreira, elas vão da intensidade emocional da fase “Sturm und Drang” (Tempestade e ímpeto), passando pelas lúdicas sinfonias parisienses, até as sinfonias londrinas, que representam o ápice de sua arte.

São célebres os dois conjuntos de sinfonias que ele escreveu para suas turnês no estrangeiro: as seis de Paris, nºs. 82 a 87, compostas entre 1785 e 1786, e as 12 de Londres, de nº. 93 a 104, compostas nos períodos de 1791-92 e 1793-94. Entre as turnês, ele produziu também outras cinco sinfonias, as de nº. 88 a 92. 

Apresentamos a seguir uma seleção de sinfonias destes três conjuntos:

 

Sinfonia nº. 82, “O urso”

Esta é a primeira de seis sinfonias de Haydn para uma série de concertos em Paris. Encomendadas para demonstrar a habilidade de Haydn, elas refletem sua crescente fama internacional como o principal compositor da Europa. De orquestração vívida, seu apelido no entanto não foi dado por Haydn; provavelmente veio do Finale, que parece evocar a dança desajeitada de um urso treinado (um entretenimento de rua popular na Europa do século XVIII).

Kammerorchester Basel regida por Giovanni Antonini, Conductor

 

Sinfonia nº. 88

Haydn não ficou parado no período entre suas turnês por Paris e Londres. Ele compôs cinco sinfonias, das quais a nº. 88 é a primeira. Uma obra-prima, considerada uma das joias mais brilhantes de sua produção, seu quarto movimento, Final, Allegro con Spirito – um moto perpetuo –, é um dos mais alegres que o compositor escreveu.

Filarmônica de Viena regida por Leonard Bernstein (no bis, ele comanda o Final sem batuta, nem braços ou mãos – apenas com o olhar!)

 

Sinfonia nº. 92, “Oxford”

Em julho de 1791, Haydn recebeu um doutorado honorário da Universidade de Oxford. Na ocasião, ele regeu sua Sinfonia nº. 92 no Teatro Sheldonian, o que lhe rendeu o apelido de “Oxford”. Última sinfonia parisiense antes das doze obras londrinas, ela resume a produção sinfônica do compositor dos trinta anos anteriores.

NDR Elbphilharmonie Orchester regida por Thomas Hengelbrock

 

Sinfonia nº. 94, “Surpresa”

Composta em 1791 para sua primeira turnê de Londres – Haydn estava no auge de sua fama e suas sinfonias foram executadas por uma grande orquestra –, a obra foi concebida para impressionar o público. Com orquestração ousada e estruturas inventivas, seu apelido se originou do segundo movimento, Andante, que começa muito suavemente, mas cresce para um fortíssimo repentino para, depois, voltar ao clima suave.

Orquestra do Festival de Lucerna regida por Andris Nelsons 

 

 

Sinfonia nº. 101, “O relógio”

O apelido “Relógio” da Sinfonia nº. 101 vem do seu segundo movimento, em que um ritmo constante de tique-taque no acompanhamento evoca o som de um relógio mecânico. Composta no auge de sua capacidade criativa, a obra remete ao fascínio do Iluminismo pela ciência e pela precisão. Sua estrutura clara e a amplitude emocional incorporam os ideais de equilíbrio e expressão da época.

Orquestra de Câmara Dinamarquesa regida por Adam Fischer 

 

Sinfonia nº. 102

Escrita em 1794 durante a segunda triunfal visita de Haydn a Londres, a Sinfonia nº. 102 é considerada uma das mais brilhantes e interessantes dentre as últimas sinfonias do compositor, embora não seja executada com tanta frequência. Densa em motivos musicais, foi chamada pelo especialista H. C. Robbins Landon de “a sinfonia mais agressiva de Haydn, pelo menos nos movimentos externos”. 

Orquestra de Câmara Dinamarquesa regida por Adam Fischer 

 

Sinfonia nº. 104, “Londres”

A última sinfonia de Haydn é o apogeu triunfante de sua arte sinfônica. Sua estreia em 1795 consolidou a reputação do compositor como um pioneiro musical em uma cidade repleta de fervor artístico. Sua grandeza e seu refinamento refletem o espírito cosmopolita de Londres, além de mostrar o gênio incomparável de Haydn em combinar humor, emoção e inovação. 

London Symphony Orchestra regida por John Eliot Gardiner

 

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