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Magnificat – Dia das Mães

Magnificat

O Magnificat, também conhecido como o Cântico de Maria, é uma das passagens bíblicas mais musicadas na história. O texto, proveniente do Evangelho de Lucas 1:46-55, descreve a alegria de Maria após saber que está grávida de Jesus:

“Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.”

Do cantochão medieval, passando por obras monumentais do período Barroco, até as composições minimalistas contemporâneas, o Magnificat é frequentemente estruturado como uma cantata ou como uma obra formada por movimentos curtos para coro, árias e duetos.

Peça central na liturgia cristã há séculos, sua letra serviu de inspiração para centenas de compositores. Destacamos aqui algumas de suas versões ao longo da história da música.

Magnificat – Canto gregoriano

No canto gregoriano, o Magnificat é caracterizado pela monodia (uma única linha melódica). A pureza sonora da melodia ressalta o texto e evoca a solenidade da oração.

Capella Antiqua München & Konrad Ruhland

Bach – Magnificat BWV 243 e Cantata BWV 10, “Meine Seel erhebt den Herren”

Bach escreveu dois Magnificats: o primeiro cantado em latim e o segundo, em alemão. No Magnificat latino, Bach usa diferentes estilos, explorando desde o tradicional de cânones e fugas até a escrita quase operística de alguns solos. Já na Cantata BWV 10, o compositor se baseou na versão em alemão de Lutero. Os sete movimentos refletem a estrutura que Bach utilizava para suas cantatas.

Os Magnificats de Bach

Vivaldi – Magnificat em Sol Menor, RV 610

Esta é uma obra vigorosa, com contrastes dramáticos entre os vocais solo e coral, que demonstra o domínio de Vivaldi da linguagem musical barroca. A peça, um exemplo da grandiosidade da música sacra veneziana de seu tempo, inclui diversas referências à relação entre o humano e o divino. O movimento final simboliza a eternidade e o triunfo espiritual.

Le Concert des Nations regido por Jordi Savall

Schubert – Magnificat em Dó maior, D 486

Esta é uma das versões mais concisas do cântico mariano. Escrito no final do verão de 1815 para orquestra de grande porte e coro a quatro vozes, faz parte de uma série de obras sacras que Schubert provavelmente escreveu em sua juventude para a Igreja de Lichtenthal.

Seminário Coral de Liechtenstein e Orquestra Sinfônica de Liechtenstein regidos por William Maxfield

Villa-Lobos – Magnificat-Alleluia

Composto para voz solista (contraltino ou contralto), coro e orquestra, Villa-Lobos adicionou à letra a palavra Alleluia, que não faz parte do texto latino tradicional do Magnificat, para ser cantada em todas as intervenções do coro. O tratamento marcante dado à palavra fez desta uma obra singular.

Carolina Faria (mezzo soprano), Coral Brasil Ensemble UFRJ e Orquestra Sinfônica da UFRJ regidos por Ernani Aguiar

Arvo Pärt

Uma das versões contemporâneas mais executadas do Magnificat é de autoria do estoniano Arvo Pärt. Minimalista e a cappella, a obra é um exemplo da maestria coral de Pärt e sua sonoridade contemplativa.

SWR Vokalensemble regido por Krista Audere

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