Mais três produções, nas telas do cinema ou da televisão, que retratam emblemáticos personagens da história da música clássica são o destaque deste episódio da série Música no Cinema.
Em O rei dança, a música do compositor e coreógrafo Jean-Baptiste Lully encontra o amor pela dança do Rei Luís XIV em um filme rico em cenários e figurinos de época.
Já em A casa das três meninas, Franz Schubert é o protagonista de uma história de amor romântica e cheia de revezes.
Na minissérie britânica The Family Strauss, os conflitos familiares e musicais entre pai e filhos da dinastia dos “Reis da Valsa” dão o tom dramático à produção.
O rei dança (2000)
O drama histórico e musical dirigido pelo cineasta belga Gérard Corbiau reconta o início do reinado de Luís XIV na França. Aos 14 anos e herdeiro do trono, ele enfrenta oposição de setores conservadores e de sua própria mãe, Ana d’Áustria. O jovem monarca usa a arte e a dança como ferramentas de poder político e propaganda.
A narrativa gira em torno também de Jean-Baptiste Lully, genial e excêntrico compositor de origem italiana que se torna o músico favorito do rei, além de Molière, brilhante dramaturgo que se alia a Lully na criação das inovadoras comédies-ballets, desafiando o clero católico com suas sátiras.
Na cena a seguir, ao se apresentar no famoso Ballet de la Nuit (1653) vestido como o Sol que afasta as trevas, Luís XIV consolida o mito do “Rei Sol” e estabelece sua autoridade absoluta perante a corte.
A Casa das Três Meninas (1958)
Dirigido por Ernst Marischka (da trilogia Sissi, a imperatriz), este musical austro-alemão tem como pano de fundo Viena do início do século XIX, onde um grupo de artistas boêmios vive todo o encantamento da capital da música. Entre eles está Franz Schubert (Karlheinz Böhm), um jovem tímido que se destaca pela extraordinária musicalidade e talento.
Schubert reside temporariamente na casa de um vidraceiro da corte conhecida como a “Casa das Três Meninas” por causa das suas três belas filhas: Hederl, Haiderl e Hannerl. Esta última insiste em ter aulas de piano com o compositor, que acaba se apaixonando por ela. Ele tem que enfrentar um forte rival: o cantor Schober.
Nesta cena, Schubert compõe uma terna canção de amor para Hannerl e pede para que Schober a cante como uma declaração de amor à moça. Mas a situação se inverte e ela acaba se apaixonando pelo cantor.
The Strauss Family (1972)
Esta aclamada minissérie britânica de época, em oito episódios, traz a biografia romanceada e a trajetória musical de uma das dinastias de compositores mais famosas no século XIX, a família Strauss. A trama explora os intensos conflitos familiares, traições, casamentos e a rivalidade profissional entre os “Reis da Valsa” de Viena.
Johann Strauss I (Stuart Wilson), o pai, consagrado na Europa, tenta impedir que os filhos entrem no ramo musical. Seu filho, Johann Strauss II (Eric Woofe), conhecido carinhosamente como “Schanni”, desafia o pai e alcança uma fama ainda maior com obras-primas como O Danúbio Azul e Contos dos Bosques de Viena.
O drama se estende aos outros irmãos compositores, Josef e Eduard (Edi), enquanto a matriarca, Anna, tenta gerenciar o caos e apoiar a carreira dos filhos diante das reviravoltas políticas e românticas da época.
Na cena a seguir, Strauss II rege e toca em um típico baile vienense: