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A Percussão

Instrumentos da Orquestra: A Percussão

A palavra percussão tem sua origem no latim percutere, que significa bater, atravessar, percutir. O som percutido representou um dos primeiros tipos de música da humanidade, em ritmos executados por meio de batidas de palmas, pedras, pedaços de madeira e, posteriormente, nos primitivos instrumentos de percussão.

Em uma orquestra, assim como em outras formações instrumentais, a percussão é responsável por manter o ritmo e a pulsação da peça executada, podendo ser usada também para conseguir efeitos sonoros. Os mais utilizados são tímpanos, pratos, gongo, tambor, triângulo e xilofone, mas não há limites para o número e a variedade de instrumentos que podem integrar a seção de percussão de uma formação musical.

Estes instrumentos podem ser classificados geralmente em duas categorias:

– de altura indeterminada: caracterizados pela ausência de escala harmônica, não podem ser afinados, pois não produzem notas musicais determinadas e sim diferentes timbres, como os tambores e pratos. São usados tanto para a função rítmica, como para efeitos sonoros. Entre eles, estão: bumbo, caixa clara, pratos, triângulo, castanholas, blocos de madeira, guizos e maracas.

– de altura definida – instrumentos cuja vibração produz notas musicais definidas, com um sistema de afinação, podendo exercer tanto a função melódica como harmônica em uma peça. Entre eles, estão: tímpanos, glockenspiel, xilofone, vibrafone, carrilhão e marimba.

A variedade dos instrumentos de percussão é enorme, sendo que muitos deles são pouco conhecidos. A versão inglesa da Wikipedia apresenta uma lista imensa, com centenas de exemplos dos mais variados tipos. Só o Brasil comparece com dezoito: afoxé, alfaia, apito, atabaque, berimbau, caxirola, ganzá, gonguê, pandeiro, repique, repique de mão, repique de anel, surdo, tamborim, tam-tam, xequerê, timbal e zabumba.

Saiba mais com o percussionista Sérgio Aluotto, da Filarmônica de Minas Gerais:

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