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Carlos Kleiber – Concerto de Ano Novo

Carlos Kleiber (1930-2004), considerado “o melhor maestro desde Arturo Toscanini” pelo jornal The New York Times, foi escolhido como o maior regente de todos os tempos pela BBC Music Magazine (concorrendo com cerca de 100 nomes, entre estes, Gustavo Dudamel, Mariss Janssen, Colin Davis e Valery Gergiev).

Nascido em Berlim, morou com a família na Argentina durante sua infância e adolescência, onde seu pai, o também maestro Erich Kleiber, era diretor musical do Teatro Colón. Lá, trocou seu nome de Karl Ludwig para Carlos.

Perfeccionista, só permitiu que o mundo o visse reger umas poucas obras que realmente o satisfaziam. Entrava em pânico total antes de um concerto, embora tivesse se preparado escrupulosamente e ensaiado à exaustão. Chegava ao camarim três horas antes de um ensaio e por volta de três ou quatro horas antes de um concerto, entrando num frenesi de medo, pânico e paranoia.

Suas gravações da Quinta e da Sétima Sinfonias de Beethoven e da Quarta de Brahms encabeçam as listas de melhores gravações de todos os tempos (juntamente com as Suítes de Bach por Pablo Casals e as Variações Goldberg de Bach por Glenn Gould).

Leia excertos de entrevistas do programa Quem foi Carlos Kleiber, veiculado na BBC Radio 3, em 2009 (https://www.youtube.com/watch?v=G2EUsV2UJ7M):

“Carlos foi o maior maestro, o maior músico que conheci.” (Plácido Domingo)

“Em cinquenta anos de carreira, Kleiber regeu 96 concertos e 400 récitas de ópera. Toscanini fazia isto em um ano!”

“Ele era mesmo o ‘regente fantasma’. Suas poucas performances ganharam uma reputação de lenda, baseada tanto na ausência como na presença.”

“Então, parece que Carlos Kleiber tinha tudo: incrível talento, liberdade total e um público que o adorava. E, no entanto, nem tudo estava perfeito em sua vida.”

“Carlos só vai reger quando a geladeira está vazia, mas é um gênio.” (Herbert Karajan)

Os Concertos de Ano Novo da Filarmônica de Viena 

Mas Kleiber tinha também seu lado light, como é mostrado nas gravações dos tradicionais Concertos de Ano Novo da Filarmônica de Viena. Vamos assistir ao maestro regendo uma obra de Johann Strauss II, no Concerto de Ano Novo de 1989, e a íntegra do Concerto de Ano Novo de 1992:

Johann Strauss II – Die Fledermaus (O Morcego): Abertura | Filarmônica de Viena | Carlos Kleiber (regente)

Filarmônica de Viena, Carlos Kleiber (regente) | Concerto de Ano Novo de 1992:

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