Na semana em que se comemora o Dia dos Namorados, apresentamos uma seleção de duetos que celebram histórias de amor de diversas formas – apaixonadas, divertidas ou trágicas – em óperas, balés ou canções.
Verdi – La Traviata: “Un dì, felice, etérea” (Um dia, feliz, etérea)
O jovem Alfredo participa de uma festa parisiense oferecida por Violetta, por quem ele nutre uma paixão secreta. Quando ficam a sós, Alfredo aproveita para confessar seus sentimentos a ela. À medida que a conversa prossegue, Violetta começa a se encantar por ele, pensando: “será que se permitir apaixonar-se por Alfredo pode ser algo tão ruim assim?”.
Metropolitan Opera | Nadine Sierra e Stephen Costello
Wagner – Tristão e Isolda: “O sink’ hernieder, Nacht der Liebe” (Caia sobre nós, ó noite de amor)
Tristão e Isolda nunca deveriam ter se apaixonado – ele era culpado pelo assassinato de seu noivo, escapando da execução com uma ordem de exílio. Tristão retorna, no entanto, e tenta casar Isolda com seu tio, o Rei Marke, mas ela trama puni-lo. Ambos bebem de um cálice envenenado, porém descobrem que a criada de Isolda substituiu o veneno por uma poção de amor. No dueto “O sink’ hernieder, Nacht der Liebe” (Caia sobre nós, ó noite de amor), eles lamentam a luz do dia que os mantém separados e apreciam a noite, quando podem estar juntos.
Metropolitan Opera | Lise Davidsen e Michael Spyres
Mozart – A Flauta Mágica: “Papageno e Papagena”
Papageno, temendo ter perdido sua amada Papagena para sempre, está desesperado, quando três espíritos infantis aparecem e o acalmam. Ele toca os sinos mágicos e, para sua surpresa, Papagena aparece. Os dois cantam, entusiasmados, um dueto alegre, sonhando com o futuro e um final feliz.
Nashville Opera | Levi Hernandez e Kristina Bachrach
Prokofiev – Romeu e Julieta: “Cena do Balcão”
Nesta emblemática história de amor, o pas de deux da Cena do Balcão é uma das peças mais apaixonadas do repertório do balé clássico, traduzindo em música e movimento todo o lirismo e arrebatamento do primeiro amor dos dois jovens de Verona.
Balé Real Dinamarquês
Khachaturian – Spartacus: “Adagio de Spartacus e Frígia”
Celebrado mundialmente por sua melodia intensamente lírica, que culmina em um clímax orquestral extasiante, o Adagio do balé Spartacus expressa o amor e o destino trágico de seus protagonistas.
Balé do Teatro Mariinsky
Schumann – Liebesgarten (Jardim do amor), Op. 34, nº. 1
Esta alegre e radiante canção celebra a natureza e o amor, evocando a absoluta felicidade dos primeiros anos do casamento. A letra diz: “O amor é uma roseira. Onde ela floresce? Em nosso jardim, é claro, onde nós dois, minha amada e eu, fielmente a cultivamos. Em gratidão, ela floresce novamente a cada dia”.
Hiromi Maturka e Hitomi Nakayama
Schubert – Licht und Liebe (Luz e Amor)
Um homem e uma mulher cantam ao longe, misturando suas vozes em um etéreo dueto:
“O amor é uma doce luz;
Assim como a Terra anseia pelo Sol
E pelas estrelas brilhantes,
No azul do firmamento,
Assim o coração anseia pelo êxtase do amor,
Porque o amor é uma doce luz”
Birgid Steinberger (soprano), Jan Petryka (tenor) e Deirdre Brenner (piano)