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Momentum Mozart 1785/1786 – Introdução

Momentum Mozart 1785/1786 – Introdução

O pianista norueguês Leif Ove Andsnes iniciou recentemente um estudo sobre a obra de Mozart dos anos 1785/1786, ao qual deu o nome de Momentum. Este é um termo da física que significa quantidade de movimento e que, no presente contexto, poderia ser traduzido como ímpeto.

A primeira parte de Momentum – 1785 – foi lançada recentemente em um CD, acompanhado de um álbum apresentando o estudo de Andsnes. A segunda parte – 1786 – está prevista para ser lançada ainda em 2021.

O assunto principal do estudo são os concertos para piano e orquestra de Mozart a partir do nº 20, K.466. [Há também  outra obra de transcendental importância neste período: a ópera As Bodas de Fígaro. Assim, resolvi acrescentá-la a este tema.]

Eis um breve resumo de suas ideias básicas:

Entre 1781 e 1784, Mozart tornou-se freelancer e mudou-se de Salzburgo para Viena. Neste período, sua produção destacou-se pelos concertos para piano e orquestra, que obtiveram grande sucesso. Só em 1784 ele escreveu seis destas peças, que tocou com êxito em seus concertos por subscrição (apresentações em teatros que Mozart organizava e que se tornaram sua fonte de renda).

Então, em 1785, acontece uma grande transformação: “Mozart reduz significativamente sua produção de concertos, mas aumenta enormemente sua profundidade, expressão e imaginação arquitetônica”, afirma Andsnes.

“Há algo especial acontecendo a partir do Concerto nº 20”, segundo o pianista, “é música com um caráter dramático diferente e com ideias inteiramente novas sobre como distribuir o material entre o solista e a orquestra”.

“O ímpeto que fascina”, completa Andsnes, “vem da realização que os concertos poderiam ir muito fundo além do entretenimento social.”

Assista à série de vídeos com Leif Ove Andsnes falando sobre Momentum Mozart:

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