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Monteverdi - Óperas

Monteverdi – Duas óperas

Orfeo: Abertura e Prólogo

Chamada às vezes La Favola d’Orfeo (A Fábula de Orfeu), esta é uma Fabula em Música, ou ópera, de Claudio Monteverdi, que data do período de transição entre a Renascença e o Barroco.

Embora não tenha sido a primeira ópera a ser composta (esta honra é de Jacopo Petri), Orfeo tem a distinção de ser a mais antiga ópera ainda regularmente executada nos dias atuais.

Baseada na lenda grega de Orfeu que desce ao Hades, o reino dos mortos, na tentativa infrutífera de trazer sua bem amada Eurídice de volta à vida, a obra foi escrita em 1607 para uma encenação no carnaval da corte de Mantua.

Orfeo: Toccata de abertura e Prólogo | Nikolaus Harnoncourt (direção), Jean-Pierre Ponnelle (direção) | Ballet e Coral da Ópera de Zurique

 

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L’Incoronazione di Poppea: “Pur ti miro, pur ti godo”

O dueto “Pur ti miro, pur ti godo”, um dos mais belos e emocionantes momentos da história da ópera, é a cena final de L’Incoronazione di Poppea (A Coroação de Popeia), última obra de Monteverdi, escrita em 1642, poucos meses antes de sua morte aos 76 anos.

Seus dois protagonistas, o imperador Nero e sua recém coroada imperatriz Popeia, são dos mais perversos e corruptos personagens da história de Roma. Na verdade, Popeia será executada pouco depois, por ordem de Nero.

Sabendo disso, Monteverdi dá à peça um tom sombrio, dissonante. Assim, por exemplo, quando Nero e Popeia cantam um outro trecho, Più non peno, più no moro (Não sofro mais, não morro), suas vozes se chocam.

Isso, porém, não torna o dueto menos bonito – pelo contrário, adiciona-lhe uma dimensão trágica.

Più ti miro, pur ti godo | Patricia Schumann (mezzo soprano) e Richard Croft (tenor)

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