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“Oh, arte amada,
Em quantas horas sombrias e tristes
Tu despertaste em meu coração a chama do amor
E me transportaste a um mundo melhor.
Abriste os céus para mim.
Oh, arte abençoada, eu te agradeço por isto!
Oh, arte abençoada, eu te agradeço!”
Um hino à música, An die Musik é uma das canções mais conhecidas de Schubert. Sua simplicidade harmônica, o amplo arco de sua melodia e o apoio à linha vocal que vem do baixo do piano fazem dela uma das grandes canções do compositor.
Schubert – An die Musik | Julian Prégardien (tenor)
Há poemas (e poetas, como Goethe) que inspiram muitas canções; outros muito menos (Schiller). O que geralmente inspira um compositor é um poema com uma imagem visual clara. Tal é certamente o caso deste poema: um barquinho em um lago, ondinhas que roçam no barco, um clima de férias. Pronto: uma obra-prima.
“Schubert adota um ritmo dactílico forte, estrofes que se prestam a uma estrutura simétrica, clima de férias, de lazer e, finalmente, a imagem das ondas que batem suavemente contra o barco.” (John Reed, biógrafo de Schubert)
Schubert – Auf dem Wasser zu Singen | Cristoph & Julian Prégardien (tenores)
Interlúdio
Schubert – Momento Musical nº 4 | Paul Lewis (piano)
Die Forelle é uma das canções mais conhecidas e mais queridas de Schubert. Seu tema voltará no quinteto A Truta, sob a forma de um tema com variações.
O personagem do poema é um observador. Ele se deleita vendo os peixes nadando no rio. Surge, então, um pescador. O observador se revolta ao ver que ele, cansado de esperar, turva a água para pegar a truta.
Schubert – Die Forelle | Louise Alder (soprano)
Do ciclo A Bela Moleira, a canção Des Baches Wiegenlied é um um epílogo. Schubert compõe uma de suas mais belas berceuses (canções de ninar), uma berceuse fúnebre: o moleiro, infeliz por ter sido recusado pela jovem moleira, afoga-se no riacho.
Susan Youens, especialista em Lieder, afirma:
“Des Baches Wiegenlied é um poema de morte e ressurreição, em que o moleiro está, em certo sentido, nascendo para uma nova vida, depois de seus sofrimentos na Terra. Schubert faz algo realmente maravilhoso, porque se pode ouvir, durante a maior parte da canção, um dobre a finados, um sino que toca no acompanhamento do piano. No fim, o riacho promete ao moleiro que vai tratá-lo com carinho até o fim dos tempos. Schubert registra a solenidade deste voto, com as harmonias mais cheias e mais ricas de todo o ciclo”.
Schubert – Des Baches Wiegenlied | Julian Prégardien (tenor)
Interlúdio
Mozart – Sonata K. 330: Andante cantábile | Vladimir Horowitz (piano)
“Minha canção é um suave apelo,
Dentro da noite, no bosque silencioso.
Venha a mim meu amor e me faça feliz!”
Esta é a serenata mais conhecida da música – e com razão. Em meio a tantas belezas, merece destaque o final da canção.
A paixão do amante se inflama e sua voz se eleva, para depois diminuir e acabar em um murmúrio de desejo.
Schubert – Ständchen D. 957, nº 4 | Julian Prégardien (tenor)