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Momentum Mozart II: 1786 

Momentum Mozart II: 1786 

Em publicações anteriores, falamos do estudo Momentum feito pelo pianista e regente norueguês Leif Ove Andsnes sobre a obra de Mozart em 1785. Em abril de 2022, foi lançada a segunda parte deste estudo, em que são discutidas obras de 1786.

A ênfase do Momentum I – 1785 está nos concertos para piano. Segundo Andsnes, “Mozart reduz significativamente sua produção de concertos, mas aumenta enormemente sua profundidade, expressão e imaginação arquitetônica”. Para o pianista, “há algo especial acontecendo a partir do Concerto nº 20: é música com um caráter dramático diferente e com ideias inteiramente novas sobre como distribuir o material entre o solista e a orquestra”. “O ímpeto que fascina”, completa Andsnes, “vem da compreensão de que os concertos poderiam ir muito além do entretenimento social.”

Já em 1786, a jornada criativa de Mozart estava seguindo um novo ímpeto. “Quanto mais ele explorava as idiossincrasias estruturais, as possibilidades conceituais e a própria escala da forma de concerto, tanto mais provava sua capacidade de levá-lo a um nível de profundidade que tinha pouco a ver com as prioridades do público vienense”, afirma Andsnes.

Duas das melhores obras de Mozart são fruto desta exploração: o celestial Concerto em Lá Maior, K. 488, e o dramático Concerto em Dó Menor, K. 491 – este último o preferido de Beethoven (na verdade, um prenúncio da obra que Beethoven viria a produzir).

Vamos comentar as seguintes obras do Momentum II – 1786:

– Concerto para Piano e Orquestra nº 23, K. 488 

– As Bodas de Fígaro

– Quarteto para Piano e Cordas, K. 493

– Rondó para Piano, K. 485 

– Trio Para Piano, Violino e Violoncelo, K. 502  

– Concerto para Piano e Orquestra nº 24, K. 491 

A ópera As Bodas de Fígaro, a principal obra composta por Mozart em 1786, é citada e comentada no estudo de Andsnes, mas não executada. Aqui no site, porém, já incluímos parte da obra em vídeo com comentários.

 

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