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	<title>Música &amp; Poesia - Clássicos dos Clássicos</title>
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	<description>Por Carlos Siffert</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Nov 2024 20:49:00 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Schubert – Licht und Liebe (Luz e Amor)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-licht-und-liebe-luz-e-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jun 2021 00:23:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O quarto ato da tragédia A Morte de Frederico, o Valente, do poeta vienense Matthäus Casimir von Collin, mostra Frederico de volta ao seu querido vale na Áustria, onde viveu tempos felizes. Ele lamenta seu triste destino, quando ouve vozes: primeiro a de um homem e, depois, a de uma mulher, cantando ao longe. As vozes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O quarto ato da tragédia A Morte de Frederico, o Valente, do poeta vienense Matthäus Casimir von Collin, mostra Frederico de volta ao seu querido vale na Áustria, onde viveu tempos felizes.</p>
<p>Ele lamenta seu triste destino, quando ouve vozes: primeiro a de um homem e, depois, a de uma mulher, cantando ao longe.</p>
<p>As vozes se misturam em um etéreo dueto:</p>
<p><em>O amor é uma doce luz;</em><br />
<em>Assim como a Terra anseia pelo Sol</em><br />
<em>E pelas estrelas brilhantes,</em><br />
<em>No azul do firmamento,</em><br />
<em>Assim o coração anseia pelo êxtase do amor,</em><br />
<em>Porque o amor é uma doce luz.</em><br />
<em>Os sons flutuam misteriosamente dentro da noite&#8230;</em></p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a> &#8211; Licht und Liebe, D. 352 | <a href="http://birgidsteinberger.com/">Birgid Steinberger</a> (soprano) e Jan Petryka (tenor)<br />
<iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RnQ8q3blKLs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Mahler – Das himmlische Leben (A vida no céu)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mahler-das-himmlische-leben-a-vida-no-ceu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Apr 2021 17:22:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Das himmlische Leben (A vida no céu) é a contrapartida de Das irdische Leben (A vida na Terra) e foi descrita por Mahler como uma Humoresque, termo que o compositor usava como sinônimo de balada. Esta é, de fato, a melhor descrição para as canções de Mahler sobre o Des Knaben Wunderhorn (A Trompa mágica da Juventude), histórias contadas por um narrador [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Das himmlische Leben </span></i><span style="font-weight: 400;">(A vida no céu) é a contrapartida de </span><i><span style="font-weight: 400;">Das irdische Leben</span></i><span style="font-weight: 400;"> (A vida na Terra) e foi descrita por <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/gustav-mahler">Mahler</a> como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Humoresque</span></i><span style="font-weight: 400;">, termo que o compositor usava como sinônimo de balada. Esta é, de fato, a melhor descrição para as canções de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/gustav-mahler">Mahler</a> sobre o </span><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mahler-selecao-de-cancoes-do-des-knaben-wunderhorn-parte-1/"><i><span style="font-weight: 400;">Des Knaben Wunderhorn </span></i></a><span style="font-weight: 400;"><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mahler-selecao-de-cancoes-do-des-knaben-wunderhorn-parte-1/">(A Trompa mágica da Juventude),</a> histórias contadas por um narrador que interpreta também os diversos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A letra apresenta uma visão do céu pelo olhar de um menino: uma vida feliz, com muita dança e muita brincadeira, com boa música e boa comida – aspargos, feijão, coelho, peixe, vinho –, e cheia de santos e mártires. A criança não tem escrúpulos em descrever Herodes matando um cordeiro, ou São Lucas abatendo um boi. <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/gustav-mahler">Mahler</a> escreveu na partitura: “para ser cantado com um tom infantil e sereno, absolutamente sem ironia”</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarta Sinfonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/gustav-mahler">Mahler</a> é construída em torno da canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Das himmlische Leben, </span></i><span style="font-weight: 400;">prefigurada de várias maneiras nos três primeiros movimentos da obra e cantada na íntegra por uma soprano em seu quarto movimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As versões orquestrais das canções do </span><i><span style="font-weight: 400;">Wunderhorn</span></i><span style="font-weight: 400;"> são muito mais conhecidas do que as para voz e piano. Isto se explica, em parte, pelas vicissitudes da história editorial destas últimas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Das himmlische Leben</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, só foi publicada em 1992, cem anos depois de sua composição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que assim tenha sido, pois a versão para barítono e piano é ainda mais pungente, mais abrasiva e mais dissonante em sua descrição da visão da vida no céu sob o ponto de vista de uma criança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mahler – </span><i><span style="font-weight: 400;">Das himmlische Leben </span></i><span style="font-weight: 400;">(A vida no céu) | Thomas Hampson (barítono) e Wolfram Rieger (piano)</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mahler – Das himmlische Leben (A vida no céu) | Thomas Hampson (barítono) e Wolfram Rieger (piano)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/tSjyRNAlGJA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouça aqui a versão orquestral:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mahler – </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia nº. 4</span></i><span style="font-weight: 400;">: Quarto movimento | Alan Bergius (soprano) e Orchestra Filarmonica della Scala di Milano regida por Leonard Bernstein</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mahler - Sinfonia nº4 - Movimento 4 | Alan Bergius | Filarmonica Scala di Milano | Leonard Bernstein" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/HlCC9dkDl7s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saiba mais sobre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia nº 4</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="retCvVUiYh"><p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mahler-sinfonia-no-4/">Mahler &#8211; Sinfonia nº 4</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Mahler &#8211; Sinfonia nº 4&#8221; &#8212; Clássicos dos Clássicos" src="https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/mahler-sinfonia-no-4/embed/#?secret=TBqEXF2CaH#?secret=retCvVUiYh" data-secret="retCvVUiYh" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Schumann &#8211; Spannisches Liederspiel: In der Nacht, Op. 74 nº 4 (Canções Espanholas: Todos Duermen Corazon)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-spannisches-liederspiel-in-der-nacht-op-74-no-4-cancoes-espanholas-todos-duermen-corazon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 01:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>In der Nacht “Todos foram repousar, coração. Todos dormem, todos menos tu, Porque a mágoa sem esperança Afugenta de tua cama o sono E teus pensamentos vagueiam, Em silenciosa dor, para teu amor”. Os poemas do ciclo Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas), de Schumann, são espanhóis, traduzidos por Emanuel Geibel. A canção In der Nacht data do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>In der Nacht</em></strong></p>
<p>“Todos foram repousar, coração.</p>
<p>Todos dormem, todos menos tu,</p>
<p>Porque a mágoa sem esperança</p>
<p>Afugenta de tua cama o sono</p>
<p>E teus pensamentos vagueiam,</p>
<p>Em silenciosa dor, para teu amor”.</p>
<p>Os poemas do ciclo <em>Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas), </em>de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a><em>,</em> são espanhóis, traduzidos por Emanuel Geibel. A canção <em>In der Nacht </em>data do ano de 1849.</p>
<p>Aqui cabe uma nota: o <em>annus mirabilis </em>(“ano miraculoso”, em tradução livre) da canção de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a> foi 1840. Os <em>lieder </em>de 1849 são considerados inferiores, produtos já da decadência do compositor, pois seu estado mental já se ia deteriorando; todavia, há ainda lampejos de lucidez e inspiração.</p>
<p><em>In der Nacht, </em>um dueto para soprano e tenor, é certamente um dos mais fulgurantes. Os críticos são unânimes: “Uma das mais lindamente elaboradas e encantadoras peças da Era Romântica”, afirma um deles. A intensidade do sentimento é comovente – a entrada “tardia” do tenor marca aqui o clímax da emoção.</p>
<p>Mas há uma outra dimensão que convive com a romântica. Graham Johnson e outros críticos veem nesta maravilhosa canção uma influência da música barroca: “Schumann entendia o sentido de drama que está no coração da música barroca. O cromatismo da música mostra aqui a influência de Bach. As linhas vocais ascendentes da canção lembram os arcos e contrafortes de uma catedral”.</p>
<p>Schumann teria então procurado, diz Johnson, recriar o clima imponente e sombrio da arte espanhola, como se vê na pintura <a href="https://www.metmuseum.org/pt/art/collection/search/436575"><em>Vista de Toledo</em>, de El Greco.</a></p>
<p>Schumann &#8211; Spannisches Liederspiel (Canções Espanholas): In der Nacht, Op. 74 nº 4 | Marlis Petersen (soprano), Werner Güra (tenor), Christoph Berner (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/36k7GjA1a108qM5Ivv3eRE" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Schubert – Der Leiermann (O homem do “realejo”)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-der-leiermann-o-homem-do-realejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2021 14:07:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Der Leiermann (O Homem do “Realejo”) é a última canção do ciclo Winterreise (Viagem de Inverno), uma das maiores obras de Schubert, composta no final de sua vida. O ciclo não foi bem recebido na época por ser diferente de tudo que o precedeu. Hoje é considerado o clássico dos clássicos da canção alemã. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Der Leiermann</em> (O Homem do “Realejo”) é a última canção do ciclo <em>Winterreise</em> (Viagem de Inverno), uma das maiores obras de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>, composta no final de sua vida<em>.</em> O ciclo não foi bem recebido na época por ser diferente de tudo que o precedeu. Hoje é considerado o clássico dos clássicos da canção alemã.</p>
<p>A letra conta a história de um jovem que é rejeitado por seu grande amor. Desesperado, ele sai da cidade onde morava e se torna um <em>Wanderer </em>(andarilho, peregrino), partindo em uma viagem em pleno inverno. A obra vai se tornando cada vez mais sombria e trágica e culmina na canção <em>Der Leiermann</em>.</p>
<p>O peregrino chega a uma cidade e encontra um mendigo em andrajos e descalço na neve. Ele toca um <em>hurdy gurdy </em>(traduzido às vezes como “realejo” ou “sanfona”; mas “viela de roda” é a tradução correta).</p>
<p>O viajante sente uma estranha afinidade com o mendigo e lhe pergunta:</p>
<p>“Estranho ancião,</p>
<p>Será que eu vou contigo?</p>
<p>Vais tocar tua viela</p>
<p>Para minhas canções?”</p>
<p>Vamos ouvi-la em duas interpretações, primeiramente com o barítono Dietrich Fischer-Dieskau acompanhado pelo pianista<a href="http://alfredbrendel.com/"> Alfred Brendel:</a></p>
<p>Schubert – <em>Der Leiermann</em> | Dietrich Fischer-Dieskau (barítomo) e Alfred Brendel (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Der Leiermann" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/sIIS-UgixGE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E, agora, cantada com acompanhamento da viela de roda:</p>
<p>Schubert – <em>Der Leiermann</em> | Nataša Mirković De Ro (soprano) e Matthias Loibner (viela de roda)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schubert: Der Leiermann (Hurdy-Gurdy accompaniment)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Hw9wGOh9KdQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Nota</em>: é incrível a semelhança do acompanhamento de viela de roda com o acompanhamento do piano.</p>
<p>Saiba mais sobre a Viela de Roda:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Omen - Guilhem Desq (Hurdy Gurdy)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ypuaJLHK_LQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Introducing the Hurdy Gurdy" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/SyBYRlB6VW4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Myrthen (Mirtos)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-myrthen-mirtos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2021 02:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já falamos sobre o ciclo de canções Myrthen (Mirtos), de Robert Schumann, no post sobre os 200 anos de Clara Schumann, no qual citamos a canção Widmung (Dedicatória). Vamos falar agora sobre suas canções de amor, algumas das mais belas e inspiradas de Schumann. São peças simples e extremamente românticas. As interpretações são de Dorothea [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já falamos sobre o ciclo de canções <em>Myrthen (Mirtos)</em>, de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Robert Schumann</a>, <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/clara-schumann-200-anos/">no post sobre os 200 anos de Clara Schumann</a>, no qual citamos a canção <em>Widmung </em>(Dedicatória).</p>
<p>Vamos falar agora sobre suas canções de amor, algumas das mais belas e inspiradas de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/robert-schumann/">Schumann</a>. São peças simples e extremamente românticas. As interpretações são de Dorothea Röschmann (soprano), Ian Bostridge (tenor), Graham Johnson (piano).</p>
<p><strong><em>Der Nussbaum </em></strong><strong>(A Nogueira) </strong></p>
<p>Uma nogueira em flor. A jovem a contempla. O vento suave acaricia as flores e as faz roçar umas com as outras. Elas sussurram uma canção de noivado a acontecer no ano que vem. A jovem adormece sorrindo e sonha.</p>
<p><em>Der Nussbaum</em>, simples e bela, tornou-se uma canção folclórica.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Der Nussbaum&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/aH1LokIxk7k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><em>Die Lotosblume </em></strong><strong>(A Flor de Lotus)</strong></p>
<p>A flor de lotus teme o esplendor do Sol. Cabisbaixa, espera a noite. A Lua (substantivo masculino em alemão) é seu amante. Ela se abre e brilha e, silenciosa, olha para o céu, tremendo de amor e da dor desse sentimento.</p>
<p>O poema de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Heine">Heine</a> gera uma canção de êxtase, exótica como a flor que dá nome à canção.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Die Lotosblume&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Bjor-gYjwN0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><em>Du bist wie eine Blume </em></strong><strong>(Tu és como uma Flor)</strong></p>
<p>Tu és como uma flor, doce, pura e bela. Eu a olho e a tristeza toma meu coração. Sinto como se devesse por minhas mãos sobre tua fonte e pedir a Deus que te conserve tão pura, bela e doce.</p>
<p>A beleza do poema de Heine resiste mesmo a uma tradução pobre e abreviada como essa. Diz Eric Sams, talvez o melhor de seus críticos:</p>
<p>“O poema foi posto em música muitas vezes, mas a versão de Schumann é certamente suprema. Seu gênio se equipara ao de Heine, em sua intimidade e fervor. Sua força se concentra toda em seu amor por (sua noiva) Clara Wieck, tornando sua música tão sensual e cerimonial que a imposição das mãos se torna um gesto ritual de consagração”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schumann - Myrthen - &quot;Du bist wie eine Blume&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/7w-YWJKfFYE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schubert – Ständchen (Serenata), D. 921</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-standchen-serenata-d-921/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 16:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta não é a única nem a mais conhecida canção de Schubert com esse título. Mais tarde viria outra, a D. 957, uma de suas últimas composições. A Ständchen D. 921, que vamos ouvir, tem uma história interessante, que nos mostra um pouco do caráter de Schubert. Anna Fröhlich, uma professora de canto em Viena, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta não é a única nem a mais conhecida canção de Schubert com esse título. Mais tarde viria outra, a D. 957, uma de suas últimas composições. A <em>Ständchen</em> D. 921, que vamos ouvir, tem uma história interessante, que nos mostra um pouco do caráter de Schubert.</p>
<p>Anna Fröhlich, uma professora de canto em Viena, encomendou a Schubert uma canção para celebrar o aniversário de uma aluna sua, Louise Gosmar. <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a> aceitou o pedido e em poucos dias produziu uma versão para <em>mezzo soprano</em> e coro masculino.</p>
<p>Fröhlich não gostou dessa versão: queria fosse com coro <em>feminino </em>para que pudesse ser cantada pelas amigas de Louise.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a> não se fez de rogado e, generosamente, compôs outra versão para <em>mezzo</em> e coro feminino a tempo do aniversário.</p>
<p>Uma curiosidade: Schubert não compareceu à versão pública da obra e teve de ser resgatado de uma taberna na vizinhança.</p>
<p>Schubert &#8211; <em>Ständchen </em>(Serenata), D. 921 |<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Brigitte_Fassbaender"> Brigitte Fassbaender</a> (mezzo soprano); <a href="https://www.staatsoper.de/unser-haus/chor-der-bayerischen-staatsoper.html">Chor der Bayerischen Statsoper</a>, Wolfgang Baumgart (regente)</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/6wJMgTOf8unWu36yJC3f7n" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Schubert &#8211; Gretchen am Spinnrade (Gretchen à roca de fiar)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-gretchen-am-spinnrade-gretchen-a-roca-de-fiar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 14:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Escrever sobre Gretchen am Spinnrade, de Schubert, é algo difícil, talvez pelo tanto que já se fez e pela posição que ocupa na história da música. Em 19 de outubro de 1814, um jovem de 17 anos escreveu uma obra que pôs a canção de arte alemã, o Lied, no mapa. O pianista Graham Johnson, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Escrever sobre <em>Gretchen</em> <em>am Spinnrade,</em> de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>, é algo difícil<em>, </em>talvez pelo tanto que já se fez e pela posição que ocupa na história da música.</p>
<p>Em 19 de outubro de 1814, um jovem de 17 anos escreveu uma obra que pôs a canção de arte alemã, o <em>Lied,</em> no mapa. O pianista Graham Johnson, que escreveu um livro em três alentados volumes sobre as canções de Schubert, afirma: “Em 19 de outubro, algo de extraordinário aconteceu. Há uma sensação clara de que Schubert foi possuído pelo drama e pela história que acabou de ler”.</p>
<p>A história vem do <em>Fausto</em> de Goethe. Fausto vende sua alma ao diabo em troca de uma vida em que todos os seus desejos serão atendidos. Entre eles está Gretchen, uma bela e ingênua jovem. Ele a seduz e depois a abandona.</p>
<p>Na canção, Gretchen está à sua roca de fiar e canta: “Nunca mais encontrarei paz. Quando ele não está comigo, a vida é como um túmulo, o mundo inteiro é amargo”. Estes sentimentos explodem, quando, mais adiante, a roca para subitamente e ela grita, com intensidade operística: “E, ah, seu beijo!”. A custo, lentamente, ela volta à sua roca, a seu desespero.</p>
<p>“O que é mais incrível”, diz Graham Johnson, “é que um jovem de 17 anos tenha conseguido, de alguma maneira, penetrar na psique feminina com tal profundidade, como se ele próprio tivesse experimentado estes sentimentos”.</p>
<p>O poder expressivo da música provém, em grande parte, do <em>moto</em> <em>continuo</em> da mão direita do piano, que evoca, ao mesmo tempo, o movimento da roca e o desespero, o caminho sem saída de Gretchen.</p>
<p><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a> &#8211; <em>Gretchen am Spinnrade</em> (Gretchen à roca de fiar) | <a href="https://www.maxinerobertson.com/artists/carolyn-sampson/">Carolyn Sampson</a> (soprano) e Joseph Middleton (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="&#039;Gretchen am Spinnrade&#039; - Carolyn Sampson &amp; Joseph Middleton (2021)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/-0KuhDUXdts?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Schubert &#8211; Erlkönig (Rei dos Elfos)</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schubert-erlkonig-rei-dos-elfos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 14:04:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Erlkönig (Rei dos Elfos) é uma das canções mais famosas de Schubert. Reconhecendo-a como uma de suas melhores realizações, ele a fez, orgulhoso, seu Opus 1 – embora já tivesse composto muitas obras. A canção foi composta em 1815 e se baseia no poema homônimo escrito por Goethe, em 1782. Um menino enfermo está sendo levado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Erlkönig (Rei dos Elfos)</em> é uma das canções mais famosas de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/franz-schubert/">Schubert</a>. Reconhecendo-a como uma de suas melhores realizações, ele a fez, orgulhoso, seu Opus 1 – embora já tivesse composto muitas obras. A canção foi composta em 1815 e se baseia no poema homônimo escrito por Goethe, em 1782.</p>
<p>Um menino enfermo está sendo levado para casa por seu pai, em uma louca cavalgada noturna. O menino vê e ouve seres que seu pai não percebe. Ele dá ao filho explicações realistas: um sopro de fumaça, folhas que se roçam ao vento e reflexos de luz nos salgueiros. Finalmente o menino grita – foi atacado. O pai tenta ir mais depressa, mas, quando chega em casa, vê que o filho está morto:</p>
<p>“In seinen Armen das Kind war tot”</p>
<p>(Em seus braços o menino está morto)</p>
<p>Este final, cantado em <em>sotto</em> <em>voce, </em>é de uma tremenda dramaticidade e emoção.</p>
<p><em>Erlkönig</em> tem quatro personagens: o pai, o filho, o Rei dos Elfos e o narrador. Schubert dá a cada personagem características próprias: nuances na altura da voz (mais grave, mais alta) e ritmos diferentes nas falas. (Há ainda um quinto personagem: o cavalo, sobre o qual vamos falar mais adiante).</p>
<p>A peça é de execução extremamente difícil por causa da caracterização vocal exigida do cantor e também do acompanhamento, envolvendo acordes e oitavas repetidos rapidamente para criar o clima de urgência do poema.</p>
<p style="font-weight: 400;">Vamos ouvir duas versões da canção, a primeira com a soprano Jessye Norman e a segunda com o barítono Dietrich Fischer-Dieskau:</p>
<p style="font-weight: 400;">Schubert – <em>Erlkönig </em>| Jessye Norman (soprano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Jessye Norman - A Portrait - Erlkonig (Schubert)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/8noeFpdfWcQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;">Schubert – <em>Erlkönig </em>| Dietrich Fischer-Dieskau (barítono) e Gerald Moore (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Schubert, Erlkönig - Dietrich Fischer-Dieskau; Gerald Moore (Londra, BBC)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Jd7ODIGY6Bk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brahms &#8211; Wiegenlied (Canção de Ninar), Op. 49 nº 4</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/brahms-wiegenlied-cancao-de-ninar-op-49-no-4/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 04:30:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Wiegenlied (Canção de Ninar), Op. 49 nº. 4, é uma das canções mais populares de Brahms. Publicada em 1868, foi dedicada à sua amiga Bertha Faber por ocasião do nascimento de seu filho, sendo apresentada pela primeira vez em 1869 com Luise Dustmann no canto e Clara Schumann, ao piano. Seus versos simples traduzem o amor e o cuidado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Wiegenlied </span></i><span style="font-weight: 400;">(Canção de Ninar), Op. 49 nº. 4, é uma das canções mais populares de <a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/johannes-brahms/">Brahms</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicada em 1868, foi dedicada à sua amiga Bertha Faber por ocasião do nascimento de seu filho, sendo apresentada pela primeira vez em 1869 com Luise Dustmann no canto e Clara Schumann, ao piano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus versos simples traduzem o amor e o cuidado materno com a criança na hora de dormir:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guten Abend, gut’ Nacht,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">mit Rosen bedacht,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">mit Näglein besteckt,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">schlupf’ unter die Deck’:</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Morgen früh, wenn Gott will,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">wirst du wieder geweckt.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guten Abend, gut’ Nacht,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">von Englein bewacht,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">die zeigen im Traum</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">dir Christkindleins Baum:</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">schlaf nun selig und süß,</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">schau im Traum ’s Paradies.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; tradução para o português:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Boa noite, boa noite,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Coberto com rosas,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Presas com cravinhos,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Deslize por baixo da coberta.<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Amanhã cedo, se Deus permitir,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Você acordará novamente.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Boa noite, boa noite,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Que os anjos te guardem<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">E mostrem em seu sono<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">A árvore de Jesus-menino.<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Durma agora, alegre e docemente,<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">E veja o Paraíso em seus sonhos.</span></i></p>
<p>Brahms &#8211; <em>Wiegenlied</em><strong> </strong>(Canção de Ninar),<strong> </strong>Op. 49 nº 4 | Anne Sophie von Otter (mezzo soprano) e Bengt Forsberg (piano)</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/3nOIgXyqGL8qvCoCmPLCPs" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Schumann &#8211; Álbum de Canções para os Jovens, Op. 79 &#8211; Sininhos de Neve</title>
		<link>https://classicosdosclassicos.mus.br/obras/schumann-album-de-cancoes-para-os-jovens-op-79-sininhos-de-neve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clássicos dos Clássicos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 12:03:18 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://classicosdosclassicos.mus.br/?post_type=obras&#038;p=4761</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Vamos ouvir mais uma canção da série Liederalbum für die Jugend (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79, de Schumann:   Schneeglöckchen (Sininhos de Neve) A neve que ainda ontem Caía do céu em flocos, Hoje pende de hastes frágeis, Como pequenos sinos. Tocam os sininhos de neve, No silêncio dos bosques, Anunciando a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos ouvir mais uma canção da série <em>Liederalbum für die Jugend</em> (Álbum de Canções para os Jovens), Op. 79, de Schumann:</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em>Schneeglöckchen </em></strong><strong>(Sininhos de Neve)</strong></p>
<p>A neve que ainda ontem</p>
<p>Caía do céu em flocos,</p>
<p>Hoje pende de hastes frágeis,</p>
<p>Como pequenos sinos.</p>
<p>Tocam os sininhos de neve,</p>
<p>No silêncio dos bosques,</p>
<p>Anunciando a primavera.</p>
<p>Oh, venham folhas, botões, flores,</p>
<p>Que ainda estão sonhando,</p>
<p>Venham todos ao santuário da primavera,</p>
<p>Venham sem tardar!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Schumann &#8211; <em>Liederalbum für die Jugend</em>, Op. 79: <em>Schneeglöckchen </em>| Anne Sofie von Otter (mezzo soprano) e Bengt Forsberg (piano)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Lieder-Album für die Jugend, Op.79: 26. Schneeglöckchen" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/track/3ABhUb5d678DU9tA5gaMvt"></iframe></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
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